Author: Antonio Fonseca

  • VIVENDO O SONHO COM RITA PIRES

    VIVENDO O SONHO COM RITA PIRES

    O nome de Rita Pires não é desconhecido uma vez que se trata de uma atleta profissional que tem dedicado uma boa parte da sua carreira a promover os desportos de ondas. A sua paixão pelo oceano começou desde miúda e, por esse motivo, ninguém estranhou quando aos 10 anos se iniciou na prática do bodyboard. Nessa mesma modalidade veio a conquistar treze títulos nacionais e seis europeus, tornando-se na mais medalhada atleta europeia. Depois decidiu abraçar outros desportos e projetos. No início de 2014 mudou-se para Bali a tempo inteiro onde pôs de pé um fantástico projeto de SUP & Yoga. Num destes dias fomos falar com esta multi-medalhada atleta lusa… 

    Depois de tantos títulos conquistados com a prancha de bodyboard, como surgiu o interesse de abraçar outros desportos como o surf e o stand up paddle?
    O facto de ter optado por suspender por tempo indeterminado o meu envolvimento nas competições de bodyboard tem-me permitido ter mais tempo livre para desfrutar do oceano de outra forma. Agora quando entro para dentro de água não tenho o objetivo específico de treinar, mas antes de divertir-me e aproveitar ao máximo. Se as condições estão muito boas opto sempre por fazer bodyboard, mas quando não está assim tão bom não deixo de entrar na água. É nessas alturas que opto pela prancha de surf ou SUP, porque acabo por divertir-me muito mais ao estar a aprender algo novo. Faz-me recordar os tempos em que era miúda e dava os primeiro passo no bodyboard. Nessa altura entrava para dentro de água só para me divertir com os amigos e desfrutar o momento! Com o surf e o SUP voltei a reviver essas sensações incríveis.

    Ainda acompanhas o bodyboard?
    Tenho acompanhado o que se passa, mas de um modo muito superficial. Acho que o bodyboard já atravessou melhores tempo e agora que estou um pouco mais afastada, vejo como o desporto está mal divulgado e promovido a nível internacional. É difícil encontrar notícias atualizadas sobre competições, calendários, atletas e resultados! Falta uma estrutura sólida e uma organização que a nível internacional consolide o desporto e o volte a colocar num patamar mais alto.

    E como explicas a mudança para Bali?
    A mudança para Bali a tempo inteiro ocorreu porque esta ilha reúne tudo aquilo que eu sempre sonhei em termos de sítio para viver. Tem um ótimo clima, boas ondas e água quente. A acrescentar a estes fatores é um sítio simplesmente incrível pela mística da cultura e simpatia do povo local. O facto de poder partilhar experiências com pessoas provenientes de todo o mundo e de ter encontrado aqui uma comunidade estrangeira fortemente enraizada e empenhada em ajudar, faz como que neste preciso momento não tenha vontade de estar em qualquer outro sítio.
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    O projeto Standup Training, que nos parece simplesmente fantástico, foi algo que puseste de pé em Bali. Em que consiste?
    O Standup Training reúne tudo aquilo que eu tenho aprendido e experienciado ao longo da minha carreira desportiva e que agora transmito aos meus clientes. O SUP & Yoga é aquilo que mais gosto de praticar e ensinar. É absolutamente fantástico, porque combina o equilíbrio, a força e a flexibilidade numa vertente do Yoga praticada dentro de água. Além disto, também tenho uma classe de treino debaixo de água com pesos e uma outra de treino funcional direcionado para surfistas. Estas três vertentes são fundamentais para desenvolver aptidões dentro de água quando se procura evoluir em desportos como o surf, bodyboard ou stand up paddle.

    O SUP Bali Tour também faz parte do projeto…
    Sim, trata-se de uma vertente um pouco mais descontraída e que tem uma abordagem bem diferente dos restantes treinos. O SUP Bali Tour tem por objetivo dar a conhecer locais em Bali que ainda estão pouco explorados e fogem das convencionais rotas turísticas que a maior parte dos turistas procura. Num SUP Bali Tour eu costumo levar as pessoas para as montanhas onde existem vários lagos e onde é possível praticar SUP e desfrutar simplesmente da beleza natural da ilha no seu estado mais selvagem.

    Que outros projetos tens na manga?
    Bem, outro projecto que quero fazer passa por construir o meu próprio surf resort em Sumatra, numa região que apresenta um enorme potencial para a prática de desportos de ondas. Gostava de criar por lá um campo de treino para a prática de vários desportos. Uma espécie de centro desportivo de alto rendimento para surfistas.

    Consideras um dia voltar a competir ao mais alto nível em bodyboard?
    Não excluo essa possibilidade…

    E regressar a Portugal?
    Para já não está nos meus planos, mas também nunca planeei viver em Bali. E agora aqui estou!

    Que mensagem gostarias de deixar a todos os teus fãs?
    Não fiquem sentados à espera que as coisas aconteçam. Façam acontecer! 


    Fotografia: Romeu Ribeiro/Standup Training

  • A SOBREVIVÊNCIA DOS FOTÓGRAFOS

    A SOBREVIVÊNCIA DOS FOTÓGRAFOS

    O meu amigo André Carvalho tocou na ferida num destes dias. André foi designer da Vert Magazine durante muitos anos, mas também é um fotógrafo ativo e brilhante, atividade que leva bastante a sério e em paralelo com a sua profissão – a de designer. Ele próprio sabe e sente na pele todos os dias o quão difícil é sobreviver (apenas e só) da fotografia.

    Houve uma altura em que os bons fotógrafos tinham valor apenas por fazer o “clique”, mas nos dias que correm só isso não chega. A indústria mudou muito nos últimos anos, torna-se necessário fazer um pouco mais do que obter simplesmente “a foto” para ter alguma relevância no meio. E isto também para que as fotos ainda façam sentido.

    “A única razão para contratar um profissional e pagar valores que lhe permitam fazer vida da fotografia é se este oferecer algo que não podemos encontrar em mais lado nenhum. E a única forma de nos dar isso é se tiver a sua própria voz e visão”, refere Maren Levinson numa entrevista de cinco minutos francamente esclarecedora (ver vídeo).

    Basicamente, o que esta gestora de carreira de artistas nos diz é que para se tornarem necessários os fotógrafos precisam focar-se em algo que se destaque das massas. Caso contrário, são apenas mais uns de máquina na mão, o seu trabalho não causará qualquer impressão e nunca será considerado memorável.

    Como todos os dias mantenho contacto com o mundo da fotografia e os seus profissionais, ou com aspirantes e fotógrafos amadores que um dia gostariam de levar a coisa mais a sério; achei que seria francamente positivo partilhar este vídeo.

    Enjoy!

  • SAL NAS NALGAS

    SAL NAS NALGAS

    “Sal nas Nalgas” é uma rubrica de Rodrigo Bessone no Facebook. Se preferirem, um simples registo diário do pentacampeão nacional de bodyboard nas redes sociais onde este aproveita para alertar, brincar, criticar e publicar simplesmente alguma sátira no que diz respeito essencialmente a eventos e episódios do Surf/Bodyboard nacional.  Sem papas na língua, o bodyboarder de 44 anos deu-nos algumas respostas e o parecer sobre o estado do bodyboard. 

    O Sal nas Nalgas, que iniciaste há tempos, é uma espécie de rubrica satírica diária que vais empreendendo pelo Facebook. Por que não uma página? Quando assumes algo mais sério nesse sentido?
    O “Sal nas Nalgas” apareceu como um pouco de sátira ao início para gozar com os muitos sais que havia por aí espalhados em tudo o que era eventos, mas depois tornou-se a exposição diária do meu surf através de fotos publicadas no Facebook da minha página pessoal. Já pensei em fazer uma página, mas não o vou fazer. O que vou fazer são umas t-shirts porque já há muita malta a querer.

    O bodyboard parece estar a reacender pela Costa de Caparica, pelo menos competitivamente. Durante anos não houve campeonatos, mas para esta temporada foram anunciados dois circuitos distintos que mereceram a tua atenção. Que tens a dizer sobre isso? 
    O bodyboard na Caparica tem atualmente dois circuitos e isso é bom, porque não havia nada. RBVert1Por outro lado estou muito triste com o meu clube de sempre, o Caparica Surfing Clube, porque abandonou o bodyboard mesmo tendo eu pedido durante anos para se fazer alguma coisa da modalidade. Foi então que falei com Miguel Gomes, da ASCC, para se fazer alguma coisa de bodyboard este ano. O Miguel mostrou interesse, mas referiu que alguém tinha que tomar conta disso. O que se passou a seguir, que vem acontecendo há muito na Caparica, foi uma guerra de clubes que em nada ajuda as modalidades. Por esse motivo, estou pelo clube que abriu as portas novamente para fazer algo pelo bodyboard na Caparica. Quanto ao aparecimento de outro circuito por parte do Caparica Surfing Clube, foi algo que eu nunca esperei e ainda por cima com uma pessoa que, à partida, estava na ASCC. Como não gostei da forma como o processo foi concluído, irei estar de costas voltadas a este circuito pela primeira vez na minha vida de bodyboarder.
     
    Confirmas então que vais competir no Circuito ASCC, ainda mais sabendo que é realizado em memória desse grande bodyboarder que dá pelo nome de Ricardo Horta?
    Sim, confirmo que vou competir no Memorial Horta por uma questão de querer homenagear um grande amigo e um grande bodyboarder. Nada mais que isso.

    De uma forma geral, nacional e internacionalmente, como analisas o estado do bodyboard?
    Seja a nível nacional como internacional, está a passar uma fase muito difícil, mas a culpa é dos bodyboarders, principalmente a nível nacional que fizeram o que fizeram com a APB (Associação Portuguesa de Bodyboard) ao entregar o controlo total à FPS (Federação Portuguesa de Surf). Não foi para isso que foram eleitos corpos gerentes na APB.

    Para terminar, quem são os bodyboarders da nova geração que têm a substância e o querer para daqui a uns tempos conquistar, por exemplo, cinco títulos nacionais, precisamente os mesmos que tu conquistaste entre 1988 e 1992? 
    Conquistar cinco títulos nacionais consecutivos, ou seja, ser pentacampeão, vai ser uma tarefa difícil mas não impossível. Penso que existe uma boa nova geração a surgir, mas os campeões vão passar a ser variados, nada igual a mim ou ao Manuel Centeno que já leva oito títulos nacionais na sua carreira.


    Fotografia: Miguel Nunes & Arquivo Pessoal

  • INSTATIZED

    INSTATIZED

    Não quero que caiam em engano, pois na verdade não sou um ávido consumidor das redes sociais. Muito menos consigo seguir os milhões de posts que todos os dias preenchem os seus feeds. Em todo o caso, também é verdade que diariamente consigo abrir uma exceção para o Instagram, ao qual dedico um ou outro minuto nem que seja na pausa de almoço. Talvez isso suceda por este apresentar um conceito em torno de algo que sempre me atraiu e fascinou – a suposta Fotografia.

    Enfim, entre as várias contas que optei por seguir nessa plataforma existe uma que aconselho vivamente – Instatized. Quase todos os dias me surpreende. No entanto, desenganem-se, não se trata de fotografia crua e dura. É mais que isso, é algo que é feito tendo estas como base…

    Na verdade, o Instatized pega em simples fotos e transforma-as em autênticas telas de pintura, por vezes carregadas de cores e textura que uma imagem comum não consegue comportar. As imagens em anexo são um bom exemplo da criatividade e daquilo que se pode encontrar.

    Caso se sintam tentados, podem descobrir mais em Instagram.com/instatized

  • #THROWBACKTHURSDAY

    #THROWBACKTHURSDAY

    12/03/2015 – Decorria o ano de 1990 e o sítio era a fantástica Praia de Bakio, no País Basco, durante o quente mês de agosto. A foto é emblemática e jamais será esquecida porque, além de juntar alguns dos pioneiros do bodyboard em Portugal, marca também o momento em que os bodyboarders lusos começaram a lançar-se de cabeça nas primeiras competições internacionais.

    Para mim, esta é a foto do bodyboard português. Esta é a imagem e o registo que deu azo a tudo o que se seguiu. Custa recordar quem fez o clique, mas faz seguramente parte do espólio fotográfico de Dora Gomes e também da Vert Magazine.

    Caso consigas, identifica os doze elementos na caixa de texto em rodapé. Obrigado.


    Texto: António Fonseca

  • PEDRIM E O REGRESSO AOS AÇORES

    PEDRIM E O REGRESSO AOS AÇORES

    Pedro Correia é o nome de batismo, mas entre os amigos é conhecido como Pedrim. Este açoriano de 23 anos, natural da ilha de São Miguel, é um dos riders de destaque nos dias que correm. O que mais gosta na vida? A resposta é simples: viajar, fazer novas amizades, estar com a família e os amigos. Acima de tudo, divertir-se em tudo o que faz. Esta é a atualização possível.

    Estás de volta depois de uma temporada por Inglaterra. Qual o motivo?
    Além das saudades, o que me motivou a regressar foi o facto do meu trabalho não estar a cobrir as despesas.

    Apanhaste umas ondas por lá?
    
Sim, tive a oportunidade de surfar as águas geladas de Inglaterra. O pico que surfei com mais regularidade foi Hot Pipe, uma slab muito estranha feita em cimento que quebrava entre quatro postes e dois portões de ferro. Ainda fui a Cornwall, mas não tive muita sorte com as ondas. Nesse período aproveitei para ir às Canárias e participar no Frontón King. Gostava que tivesse corrido melhor, mas foi das viagens mais loucas que já fiz!

    
Como está o bodyboard pelos Açores? 

    Atualmente anda fraco. Vejo poucos iniciantes e noto também cada vez menos a malta reunida no parque da praia a fazer o xoléé de sempre… mas depois há aqueles que continuam a surpreender sempre e a querer progredir mesmo sem qualquer apoio. Ao nível da organização há cada vez mais associações e clubes, mais “atropelamentos” entre uns e outros. A verdade é que o surf está em massa e eu nem quero imaginar quando as viagens low cost para as ilhas começarem…

    
Além do dinheiro, que falta aos bodyboarders açorianos para poderem dar o salto?

    A solução que vejo é sair ou criar oportunidades. São Miguel e as restantes ilhas têm boas ondas para treinar, ainda que o crowd seja menor quando comparado ao continente. Mas, claro, para sairmos há custos inerentes e quanto mais nos afastamos dos Açores mais estes aumentam. Com esforço conseguem-se reunir alguns apoios locais, mas, no que diz respeito a apoios exteriores, já é mais complicado devido ao mercado ser muito reduzido. Se já é difícil conseguir apoios dentro das marcas do bodyboard, mais difícil é em entidades que pouco ou nada conhecem do desporto.

    

Como tem sido a temporada de inverno até ao momento? 

    O inverno está ser muito bom, nem que seja pelo facto de estar cheio de feridas nos pés de tanto remar. (risos) Foram muitas as sessões de boas ondas, mas destacaria o dia 25 de dezembro como uma das melhores até agora.

    
Que planos e projetos tens guardados para a temporada 2015?


    Para este ano tenho umas ideias para lançar uns vídeos e assim trabalhar para conseguir novos patrocínios. Na vertente competitiva vou reunir esforços/apoios para correr o circuito nacional com vista a fazer parte do top 16 e assim talvez participar nos mundiais de Sintra e da Nazaré, se esta se concretizar, claro. De resto, será andar pelos Açores porque há muita costa por surfar. Gostaria de agradecer à Choose Clothing e ao Espaço Azul pelo continuo suporte.

    P.S.: O dia a dia de Pedrim pode ser seguido através da sua conta no Facebook.


    Fotografia: Rui Soares/Azores Action Sports | Facebook

  • ORGULHO NACIONAL: TERESA ALMEIDA

    ORGULHO NACIONAL: TERESA ALMEIDA

    Teresa Almeida, de 22 anos, conseguiu um feito que nos deixou de peito inchado: a bodyboarder da Nazaré sagrou-se campeã mundial ao vencer o ISA World Bodyboard Championship. O evento, disputado ao longo da semana passada nas águas sul-americanas do Chile, juntou atletas internacionais de peso, mas o ouro, esse, veio mesmo parar à pequena e grandiosa Lusitânia.

    Aproveitando o seu regresso a casa, eis a entrevista que se impõe à nova campeã mundial da modalidade.

    Este título mundial é, sem dúvida, o feito mais importante da tua carreira. Que mudou agora na tua vida?
    Bem, a minha vida neste momento ainda está a mil. Acabei de chegar do Chile, o telemóvel e os e-mails não param! São muitos telefonemas e entrevistas todos os dias! Acho que só tive noção da dimensão do que alcancei quando cheguei a Portugal e dei conta da reação das pessoas e dos media.

    O título mundial não foram favas contadas uma vez que tiveste que superar a concorrência fortíssima de experientes atletas como a brasileira Neymara Carvalho e a francesa Anne-Cecile Lacoste. Qual a estratégia delineada para esta prova?
    Sim, de facto o nível no evento foi muito alto. Estávamos todas a surfar muito bem e, claro, defrontar a multicampeã do mundo, Neymara, é algo sempre difícil! Mas eu sabia desde início que seria difícil, mas parece-me que entrei bem no campeonato e desde cedo vi que a escolha de ondas e a posição no pico seriam fundamentais. Num pico de pedra e sem sistema de prioridades, tive de jogar com a colocação no pico. Penso que foi isso que fez a diferença.

    Que balanço fazes da participação portuguesa no evento?
    O 4º lugar no geral foi um bom resultado, mas soube a pouco. Temos bodyboard para conseguir mais e melhor, ficou a faltar a tal estrelinha da sorte em alguns momentos importantes.

    O bodyboard é uma modalidade que conta com pouco investimento, mas que sempre tem revelado bons resultados ao longo dos anos. Que tens a dizer sobre isso?
    Realmente o bodyboard já deu imensos títulos ao país, à nação lusa. No entanto, continuamos a ser alvo de pouco investimento. Espero que este título ajude a mudar esta situação e que o bodyboard passe a ser visto como um desporto incrível que merece o investimento de todos.

    Que objetivos e planos tens traçados para 2015?
    Para o próximo ano espero reunir os apoios necessários para fazer o circuito mundial e evoluir ao máximo o meu nível de bodyboard. Quero também lutar pelos títulos de campeã nacional e europeia. A nível de seleção nacional, espero poder representar novamente meu país e lutar por mais medalhas. Obrigada a todos que me têm apoiado.
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    Fotografia: Miguel Soares (ação) & Rommel Gonzales/ISA

  • PIPE ESTÁ OFF

    PIPE ESTÁ OFF

    A APB ainda não emitiu qualquer comunicado e o Alex Leon também se esqueceu de referir o facto quando aproveitou recentemente para dizer que o calendário da próxima temporada está quase a ser lançado (aqui).

    Porém, já desde o Sintra Pro, em setembro, que havia a possibilidade do internacional de Pipeline não se realizar no início de 2015. A informação foi-me passada precisamente nessa altura, mas ainda sem estar totalmente confirmada. Por esse motivo, decidi não agitar águas e ver que novidades os próximos tempos nos traziam.

    Agora, uns quantos meses mais tarde, e parece que a situação não mudou. Tudo indica que esta que é uma histórica prova do bodyboard, a mais emblemática até para a grande maioria dos bodyboardes, não terá mesmo lugar no próximo ano.

    Aparentemente, os motivos que se prendem com a sua realização não têm propriamente a ver com a falta de patrocínios (embora estes também não estejam certos), mas antes com a pouca visibilidade do desporto (mau streaming e deficiente cobertura nos media) e ainda pelo facto da praia ter ficado muito suja na edição deste ano.

    O Havai e as entidades locais não olham para estas questões de ânimo leve e esse terá sido mesmo um dos motivos que levou à equação/análise/decisão da não atribuírem uma licença ao evento de bodyboard por excelência no North Shore para 2015.

    É verdade que ainda existe uma réstia de esperança, até porque um circuito mundial sem uma competição em Pipeline não é a mesma coisa, mas, caso a prova não se venha a realizar, este mais não é do que um bom exemplo da incapacidade organizacional do bodyboard. 

    No final os motivos podem ser vários, mas este não passa de mais um “tiro no pé” que nenhum bodyboarder merecia.


    Fotografia: ASP/Kirstin Scholtz