Blog

  • BODYBOARD DE PESO

    BODYBOARD DE PESO

    A iniciativa de produzir a maior prancha de bodyboard já algum vez vista nasceu da JL Designs, uma marca norte-americana liderada por Jimmy Linville.

    O projeto de construção acabou por ver a luz do dia nos primeiros de setembro numa qualquer praia da Califórnia. De acordo com o pouco que foi divulgado até ao momento, o bodyboard mede cerca de 3 metros e possui rails 50/50 que é para ninguém reclamar.

    Na comemoração do feito fez-se uma churrascada na praia ao final da tarde e a miudagem (e graúdos) puderam experimentar o veículo XXL ao longo do dia.

    Não se sabe se este é efetivamente o maior bodyboard de sempre, tudo indica que sim, nem se chegou a ser inscrito no Guinness Livro dos Recordes com um duplo feito: o de maior prancha de boogie, óbvio, e o de maior número de pessoas em cima dum bodyboard.

    Seja como for, fez-se a coisa pela coisa, numa atitude bem típica do mundo altruísta do bodyboard. Por esse simples motivo é de dar crédito à iniciativa, pois o amor que esta malta dedica à causa não deixa de nos ser surpreender.

    Well done boys!

    pranchagrande


    Fotografia: Sponge Daily

  • DÉFICE DE ‘SEX APPEAL’

    DÉFICE DE ‘SEX APPEAL’

    Num destes domingos fiquei meio adoentado, deu-me a moleza e acabei por aterrar no sofá. Aproveitei o momento e decidi acompanhar o último dia do Antofagasta Bodyboard Festival (ABF). Na verdade até calhou bem, pois já fazia algum tempo que não via uma transmissão em direto de bodyboard.

    O ABF é o segundo mundial que tem lugar no Chile desde há alguns anos e chegou a surpreender-me, pois, no que diz respeito a organização e estrutura, pareceu-me bem melhor que o tradicional evento de Arica. A dupla de comentadores também não esteve mal, embora continue a achar que de uma forma geral falta mais cultura global do desporto. O pior foi a transmissão que ora ia abaixo ora ficava sem som.

    Mesmo assim, a pouca energia e o estado enfermo em que estava envolvido não me deixaram alternativa. Optei por continuar a (tentar) acompanhar. Não se iludam, as ondas estavam más, muito batidas pelo vento sideshore, mas a malta teimava em voar, muito graças ao efeito “trampolim”.

    Sinceramente, não gostei do espetáculo. Okay, era bodyboard… mas o que me estava a ser apresentado era fraco e claramente desinteressante para os padrões atuais. Mesmo assim, sempre que tinham oportunidade, os “pros” da modalidade faziam questão de dizer ao microfone que aquele estava a ser um evento do outro mundo.

    Evidentemente, sei bem que o bodyboard é para ser feito em todas as ondas. Não só de grandes tubos e slabs é composto o todo da modalidade. É sabido que etapas como a de Antofagasta têm necessariamente que existir. Contudo, enquanto espetador, o que vi não me cativou. E é este sentimento natural de indiferença para com um desporto que sigo há quase trinta anos, que eu e outros muito possivelmente sentimos, que tem que ser combatido pela nova equipa da APB (Association of Professional Bodyboarders).

    Em vez da cómoda passividade (de aceitar tudo o que é apresentado “chave na mão”), talvez fosse bom pensar que a solução pode passar pela proatividade. O buscar novos destinos e ondas para o circuito pode ser um bom tónico. Sem dúvida que é um desafio interessante. Mas isto sou apenas eu a falar.

    O que sei é que ao World Tour parece faltar nos dias que correm uma pitada de “sex appeal”. E quando assim é meus amigos, temos garantidamente um berbicacho em mãos.

    Sex appeal
    1. the ability to excite people sexually;
    2. immediate appeal or obvious potential to interest or excite others, asby appearance, style or charm.


    Fotografia: Ramon Miranda

  • CLOUD 9 ANTES DO TUFÃO HAIYAN

    CLOUD 9 ANTES DO TUFÃO HAIYAN

    Os riders aussies Chase O’Leary, Matt Lackey, Cade Sharp e Jones Russell foram até Cloud 9, nas Filipinas, e, embora o registo das imagens esteja quase a completar um ano, conseguem mostrar-nos o quão divertida e fantástica pode ser esta onda.

    Um pormenor interessante, que dificilmente saberíamos pelas imagens que nos são apresentadas, é que a aventura decorreu precisamente na semana que antecedeu a devastadora passagem do tufão “Haiyan” (Yolanda), em novembro de 2013, que causou estragos incalculáveis e a morte de mais de seis mil pessoas.

    Não é a toa que está considerado o pior tufão de sempre a ter assolado o país.

  • SONHOS DE CLORO

    SONHOS DE CLORO

    As piscinas de ondas, ou melhor, as piscinas de ondas estáticas, têm aquele atrativo adicional do tubo interminável que conquista qualquer um que gosta de passar sessões atrás de sessões a cruzar cilindros.

    Desta vez o parque visado foi o da Wave House de Maiorca, a meia dúzia de horas de distância, com os espanhóis Richard Diaz, Miguel Macias, Charlie B Good e Edu Bartolomé a dar show nos tubos de cloro.

    Por vezes, variar é preciso e recomenda-se vivamente. Por isso, cá vai disto!

  • A ART HOUSE DE PHIL GALLAGHER

    A ART HOUSE DE PHIL GALLAGHER

    Phil Gallagher é um artista na verdadeira extensão que o termo acarreta. Conhecido no mundo do bodyboard como fotógrafo, o australiano de 35 anos fundou o jornal fotográfico Le Boogie em 2010 e gere agora uma publicadora que se estende aos domínios da música e dos vídeos.

    Hoje a Le Boogie é aquilo que Gallagher descreve como uma “art house“: um ninho de artes e artistas ligados à escrita, fotografia, vídeo e música que se dedicam a produções pessoais que nascem de uma fervorosamente paixão pelas coisas que os fazem sentir vivos: a música pela música, os filmes pelos filmes, o bodyboard pelo bodyboard.

    Pouco mais de uma semana após o lançamento de SPLIT, a última produção videógrafica da Le Boogie, Gallagher reflete sobre a difusão irracional de vídeos de bodyboard para a web, o futuro da publicação e o bodyboard hoje e amanhã.

     

    O que é exatamente o SPLIT?

    Quatro atletas juntaram-se a outros tantos cinematógrafos para criar um poderoso filme de 30 minutos. Cada um concebeu as suas secções e nós apenas juntámos tudo e lançámos o material.

    Com surgiu o projeto?

    Há demasiados conteúdos para a web que são produzidos sem propósito algum que não seja o sucesso durante os dois-três dias em que andam por aí e que depois caem no esquecimento. Nós tentámos que o pessoal trabalhasse em algo que os fizesse sentir motivados, que fosse um divertido desafio, em que, no fundo, se digladiam uns contra os outros.

    Que impacto procuras com o SPLIT?

    Trazer algum sentido de divertimento e competitividade às produções bodyboarders. Procurar que as pessoas deixem de debitar vídeos irreflectidos na web apenas para receberem likes e cliques.

    Que desafios te surgiram ao longo desta produção?

    Quatro equipas diferentes significa quatro conjuntos de problemas diferentes e, com prazos apertados, as coisas aqueceram bastante já para o final, no toca a reunir todos os trabalhos e manter toda a gente satisfeita.

    Nos últimos meses lançaste alguns filmes sob o nome Le Boogie e estás agora a promover um outro, o The 8. Além disso, também tornaste a Le Boogie numa editora de música. Porquê esta súbita mudança de rumo?

    Pura e simplesmente não conseguimos vender revistas. Atualmente temos uma vasta base de fãs e uma consistente base de dados e podemos ajudar as pessoas a tornar os seus projetos rentáveis. A música é apenas por divertimento, nada demasiado sério. De qualquer modo, o facto de termos a tal base de fãs permitiu que as pessoas ouvissem novos sons de amigos nossos e isso faz-nos sentir bem. É uma forma de ajudarmos uns amigos e de nos mantermos ocupados.

    Que tipo de música promovem?

    Todos os tipos, desde pop, rock, metal, electro e outros géneros que, em boa verdade, não sei como os definir. Todo este pessoal adora a música e tem empregos diários e só procura fazer música pela música e nós tentamos que as pessoas vão aos seus espectáculos.

    Estás cansado da imprensa escrita?

    Fazer uma revista é o mesmo que tirar uma fotografia analógica: na realidade estás a fazer tudo isto para ti e nenhum cliente vai pagar-te pelo teu esforço extra por uma fotografia não-digital ou por queres exibir conteúdos de bodyboard de excelência. A internet é fantástica, trouxe coisas muito boas e utilizo-la diariamente. No entanto, com tanto conteúdo espalhado, independentemente da qualidade, porque é que as pessoas hão-de pagar para ver mais?

    Ainda vamos ter mais revistas Le Boogie?

    Temos uma edição anual de fotografia planeada para sair no final do ano e talvez seja o fim, quem sabe. Se vender e as pessoas comprarem e conseguirmos cobrir os custos, ficamos super extasiados, embora o objetivo do negócio não seja apenas cobrir os custos de produção.

    Que pretendes atingir no bodyboard com todos estes projetos?

    Qualidade com um toque humano.

    O bodyboard está, neste momento, numa encruzilhada: não tem uma cultura comercial sustentável nem uma contra-cultura. Para onde vai o bodyboard? O que será do desporto nos próximos anos?

    Não vou mentir, estamos numa fase negra. Se amas o bodyboard, nunca vais parar, mas de um ponto de vista empresarial creio que é altura de nos colocarmos em low-profile e simplesmente cortar no que está a mais. Parece-me que há falta de dinheiro ou que simplesmente não o querem investir em projetos e publicidade. Compreendo isso perfeitamente, acredita. Se não tens dinheiro, não vais gastar. Talvez as pessoas já não façam bodyboard. É alucinante, vejo tanta gente a surfar e a ostentar os melhores e mais recentes materiais, mas talvez continue a ser a falta de dinheiro aquilo que mais nos atinge.

    Em que cultura se insere a Le Boogie?

    Odeio usar este termo, mas lá terá de ser à falta de melhor: é uma art house. Nós tentamos dar um lado qualitativo às coisas e não nos preocuparmos se lucramos e rebentamos o dinheiro numa festa – leia-se, uma tour ou apresentação de um filme – se as pessoas gostam disso. Tendemos a dizer as coisas como são e não açucarar a merda toda que se está a passar e que nos afeta. Honestamente, nós somos assim. Se jogássemos pelas regras e disséssemos que todos ripavam e que estes novos produtos são espetaculares e que toda a indústria é perfeita, estaríamos a mentir na nossa própria cara e a lançar uma carrada de tretas numa publicação de merda. Qualquer pessoa com um smartphone pode ser um blogger e fazer o que fazemos, mas terão eles os tomates para atrair as pessoas e a confiança da malta na indústria?

    Que outros projetos tens em agenda para um futuro próximo?

    O Photo Annual é o principal neste momento. Tínhamos esperança em fazer nova rodagem do Passing Through, mas tivemos de adiar esses planos devido à falta de apoios. Continuar a fotografar e filmar e tentar que o site continue a aguentar. Na verdade, apenas viver um dia de cada vez.


     

    Website: Le Boogie | SPLIT está disponível em versão digital por $5 | Fotografias Perdidas: PhilTheDistraction

  • WINCHESTER CONVERSA COM O OCEANO

    WINCHESTER CONVERSA COM O OCEANO

    Dave Winchester faz hoje notícia no mundo do bodyboard com um novo vídeo clipe que, pelo que nos foi dado a entender, é o episódio 1 de uma nova mini série intitulada “Ocean Talk” (que futuramente irá visar outros riders).

    Nele o bodyboarder aussie fala da carreira, da família, de como mantém o equilíbrio entre as duas partes e gere as prioridades enquanto homem de família, isto de forma a poder continuar levar por diante a sua carreira e, claro, fazer o que mais gosta – Bodyboard.

    Pelo caminho podemos dar conta daquela ação a que nos habituou e que tanto apreciamos. Enjoy!

  • JARDEL AMORIM EM SÃO PAULO

    JARDEL AMORIM EM SÃO PAULO

    16/09/2014 – Foi um dia de semana normal para muitas pessoas. Mas para nós era uma oportunidade de apanharmos algumas ondas.

    Fizemos duas horas de estrada e logo entrámos no mar. Renan Faccini apanhou a primeira do set e acertou um forte invertido aéreo, varrendo o lip.

    Logo de seguida, no nosso camera, Ramon Miranda, aponta a objetiva para a onda de trás e apanhou-me já profundo num tubo. O momento foi tão bom que tirei o máximo partido dele, olhando inclusive para o céu.

    Um registo de apenas 10 segundos num qualquer dia de semana em São Paulo, Brasil.


    Fotografia: Ramon Miranda | Texto: Jardel Amorim

  • HUBBOARDS & SNIPER PROMO TOUR

    Com o aproximar do Sintra Portugal Pro, que tem lugar na Praia Grande pelo 19º ano consecutivo, entre 23 e 28 de setembro, começa a dar à costa a “prózada” do bodyboard internacional.

    Quem já garantiu presença e fará parte de algumas sessões ao longo das praias lusas são os rostos da Hubboards e Sniper Bodyboards: Jeff Hubbard, Dave Hubbard, Amaury Lavernhe e Alex Uranga.

    A eles juntar-se-ão outros nomes que fazem parte da equipa nacional da Sniper num tour promocional que irá passar pela Costa de Caparica, Lisboa, Santa Cruz e, claro, a própria Praia Grande em Sintra.

    Apontem as datas:

    19/setembro (6ª feira) – Samadi Surf Center, Costa de Caparica, 15h;
    20/setembro (sábado) – Manel Sport, Santa Cruz, 15h;
    21/setembro (domingo) – CC Board Center*
    25 a 28/setembro – Sessões de autógrafos diárias na CC Board Center presente no Sintra Portugal Pro.

    * Favor contatar diretamente para saber o horário das demonstrações.