Blog

  • O INICIO DO BODYBOARD SUSTENTÁVEL?

    O INICIO DO BODYBOARD SUSTENTÁVEL?

    Uma das coisas que sempre me fez alguma confusão foi o elevado custo das pranchas de bodyboard sabendo que são feitas de materiais altamente poluentes e de baixo custo de aquisição.

    A justificação é simples: até chegarem ao mercado português são várias as mãos que cruzam e, como é óbvio, todos os intermediários querem ganhar a sua parte no negócio. Quem se lixa, como é sabido, é o consumidor final.

    No entanto, no passado sábado, passei pela fábrica da Refresh Boards e acabei por ter aquilo a que se poderá chamar de um “sinal do futuro”. O Gato, shaper que dispensa apresentações, mostrou-me duas pranchas que tem andado a desenvolver. À partida pareciam bodyboards absolutamente normais, mas, quando me aproximei, dei conta que os decks eram feitos de cortiça!

    Calma, as pranchas feitas de cortiça, produto do qual Portugal é um dos maiores exportadores mundiais, não são novidade. Há algum tempo que foram apresentadas ao mercado, novamente por um empreendedor português. Porém, combinar a cortiça com os materiais que correntemente são usados na manufaturação duma prancha de bodyboard, confesso: nunca tinha visto.

    O seu aspeto era ótimo e, permitem-me que acrescente, francamente apetecível. O bloco e os rails mantêm-se em foam e a slick skin em Surlyn. A grande particularidade, o que chamou a atenção, foi mesmo o deck em cortiça… que é resistente à água (totalmente impermeável).

    Se funciona, bem, isso é outra questão, pois a fase ainda é de testes e, para já, ainda não houve quem a experimentasse no Oceano. O preço também ainda permanecesse no segredo dos deuses.

    A parceria é feita com a Dodo Cork Boards e tem como grande objetivo o recurso às fontes naturais e sustentáveis, pois a poluição não casa nada bem com as caraterísticas de um desporto como o bodyboard.

    Ainda estamos longe, muito longe, mas… será isto o início de uma nova era no bodyboard? A era eco-friendly, verde e amiga do ambiente?

    Parece-me que só o futuro o dirá…

    noticia_cork2


    Fotografia: Refresh Boards

  • O SUL QUENTE

    O SUL QUENTE

    Para hoje fomos até ao passado rebuscar este belo clipe que mostra a “Gypsy crew” a curtir as temperaturas amenas do sul português.

    Com edição de Manuel Barbosa, este vídeo evidencia as linhas, os carvings e os voos dos tugas António Saraiva, Fred Palma e João Tudella, e ainda do aussie Jarrod Nichols.

    Aventura pura, numa produção nacional.

  • A ESQUERDA POR PEDRO PAZ

    A ESQUERDA POR PEDRO PAZ

    22/09/2014 – Esta imagem que tem cerca de um ano e simboliza, para mim e todos os que estiveram na água naquela sessão, mais um dia clássico vivido numa das praias pertencentes a toda essa grande costa portuguesa.

    São dias como este que quase nos fazem parar no tempo quando fazemos mais um disparo em busca do instante mais limpo do dia.

    Foi nessa mesma manhã, de um dia como tantos outros, que aquela esquerda me fez pegar na máquina fotográfica e trocar, em poucos segundos, uma objetiva standard pela minha 500mm para registar a entrada de mais um set que tardava a chegar a costa.

    O resultado foi o desejado e o melhor foi quando a maré começou a encher um dia de mar calmo e quase sem ondas se transformou num dia de pura adrenalina, com tubos e rampas que me fazem voltar atrás no tempo.

    Uma descrição possível para esta mesma foto pode ser: natureza é sintonia; ou sentes ou não sentes; quando sentes estás a medir a pulsação à vida.

    Decidi escolher essa breve frase porque, na altura, estava a ouvir Dealema, que sempre foi uma banda com que me identifico e que me acompanha quer nas sessões fotográficas, quer nos momentos que esperei para entrar para mais uma sessão.


     

    Texto & Fotografia: Pedro Paz

  • UM DIA PARA O SINTRA PORTUGAL PRO

    UM DIA PARA O SINTRA PORTUGAL PRO

    Arranca amanhã o Sintra Portugal Pro, prova integrada na APB World Tour que tem lugar na Praia Grande, em Sintra, e pode ser acompanhada até 28 de setembro (domingo). Acontece pelo 19º ano consecutivo, sendo já a mais antiga prova do calendário realizada sem qualquer interrupção e atualmente a única a ter lugar no continente europeu.

    O elevado prize money (62 mil dólares no total) e o seu longo historial valeram-lhe a categoria de 4 estrelas para 2014. O vencedor será contemplado com 1600 pontos para juntar ao ranking e, com a incerteza que paira no ar sobre o Frontón e ainda com as etapas do Panamá e da Venezuela a serem de apenas duas ou três estrelas; poderá vir a coroar o novo campeão do circuito.

    Aliás, de acordo com comunicado emitido hoje ao início da noite, os pontos que o Sintra Portugal Pro atribui são suficientes para decidir os títulos mundiais de todas as categorias em disputa: masculino, feminino e dropknee; e terão ainda uma importante palavra a dizer na definição dos tops para 2015.
    sintra2

    Novidade para este ano é a divisão Júnior, exclusivamente para bodyboarders sub-18, que pretende dar um impulso adicional à nova geração nacional e internacional, dando a oportunidade de competirem num ambiente próprio das maiores provas internacionais.

    São esperados 150 competidores – números adiantados pela organização – e nessa lista de inscritos podemos encontrar os irmãos Hubbard, Pierre-Louis Costes, Amaury Lavernhe, Jared Houston, Lewy Finnegan, Mike Stewart, Alex Uranga, Jacob Romero e Uri Valadão.

    Pierre é o líder momentâneo, a uma distância de 102 pontos do segundo classificado, Uri Valadão, mas o brasileiro, que já venceu o evento por três vezes, já fez saber que veio a Portugal com um objetivo bem definido: “As possibilidades existem e eu sonho com mais um título mundial, mas sonho também em conseguir o tetra em Sintra. É nisso que estou focado!”
    sintra3

    No lado feminino, com a recente vitória em Antofagasta, a canária Alexandra Rinder alcançou a liderança do tour, a uma distância de 448 pontos da australiana Lilly Pollard e pouco mais de seiscentos da japonesa Sari Ohhara.

    No dk, Dave Hubbard é primeiríssimo e não deve ter grandes problemas em averbar o sexto título mundial da carreira. No entanto, tudo pode acontecer. O havaiano é seguido pelo amigo das ilhas do Pacífico, Josh Trotter, e pelo porto-riquenho Edgardo Gomez.

    Para marcar presença, acompanhar e seguir a partir de amanhã, na Praia Grande, Sintra.

    HALL OF FAME:
    1995: Phillip Rodrigues | 1996: Ben Holland | 1997: Guilherme Tâmega | 1998: Ben Holland | 1999: Phillip Rodrigues | 2000: Paulo Barcellos | 2001: Jason Hazle | 2002: Nicolas Capdeville | 2003: Manuel Centeno | 2004: David Perez | 2005: Uri Valadão | 2006: Uri Valadão | 2007: Luís Villar | 2008: Guilherme Tâmega | 2009: Jeff Hubbard | 2010: Amaury Lavernhe | 2011: Uri Valadão | 2012: Pierre-Louis Costes | 2013: Lucas Nogueira


    Fotografia: Specker/IBA | Live Webcast

  • BYE BYE SILLY SEASON

    BYE BYE SILLY SEASON

    22/09/2014 – Com o encerramento oficial da “silly season” pela costa portuguesa, eis que a Praia Grande presenteou todos os presentes na véspera do Sintra Portugal Pro com longas e perfeitas linhas logo pelas primeiras horas da manhã.


    Texto & fotografia: Hugo Silva | Facebook | Site

  • A NOITE OCEÂNICA DE ADRIAN EMERTON

    A NOITE OCEÂNICA DE ADRIAN EMERTON

    21/09/2014 – Eu gosto de passar algum tempo na minha praia, precisamente quando o sol se põe e eu tento captar aquelas vibrações oceânicas tão especiais para nós.

    Por norma não há muita gente à nossa volta nos meses em que faz mais frio, o que se torna ideal para relaxar após mais um dia de trabalho, encontrando assim a minha dose de solidão na imensidão do oceano.

    Claro, a composição fotográfica é bem diferente à tradicional foto de ação, mas estou a gostar muito do resultado e de experimentar este novo tipo de abordagem na fotografia.


    Texto & fotografia: Adrian Emerton

  • MIGUEL ADÃO VITORIOSO NO EUROJUNIOR

    MIGUEL ADÃO VITORIOSO NO EUROJUNIOR

    Após uma semana de ação, com heats disputados por vezes em condições francamente adversas, chegou ontem ao fim o Eurojunior 2014. O evento, disputado nas águas da praia de Santa Bárbara, em Ribeira Grande, São Miguel, Açores, viu um português conquistar uma medalha de ouro, enquanto a nível coletivo a seleção portuguesa terminou em terceiro lugar, atrás da Espanha e de França que revalidou o título pela nona vez consecutiva (num total de 10 títulos já conquistados).

    Miguel Adão saiu então vencedor da divisão sub-18, afirmando-se como o grande atleta que é e averbando mais um título ao seu palmarés desportivo que, embora ainda curto, já começa a tomar forma apesar de ainda só ter 17 anos. “Comecei bem a final, logo com uma onda de 7 pontos, o que me deu confiança para o resto da bateria e para mostrar o que sei. Acabei por ficar praticamente sozinho a final toda, a apanhar as minhas ondas, o que acabou por compensar. Estou muito feliz com este título, depois de há dois anos ter sido vice-campeão. É um sonho cumprido”, confessou o melhor atleta da competição e o único a comquistar uma medalha de ouro.

    Madalena Guerra, em sub-18 feminino, também esteve em destaque ao conseguir o bronze enquanto a canária Alexandra Rinder alcançou o ouro (depois de já ter conquistado o título sénior o ano passado). Já Guilherme Guerra, irmão de Madalena, conseguiu o cobre em sub-16 com o marroquino Maachou Abdnenbi a sair triunfante dos Açores.

    No próximo ano a competição europeia de surf por equipas regressa à disputa pelos títulos sénior, em Marrocos, no mês de novembro.


    Fotografia: Rui Soares

  • CRUZANDO A AUSTRÁLIA C/ STONEY

    CRUZANDO A AUSTRÁLIA C/ STONEY

    Tal como o título sugere, Jake Stone meteu-se à estrada e cruzou a Austrália durante o ano de 2013. Foi da tranquila cidade de Perth, na parte ocidental do país, até à agitada Sydney, na outra ponta.

    Pelo meio apanhou uma catrefada de ondas, umas boas outras piores, mas que nunca tinham expostas desta forma. Por isso, com o verão a chegar ao fim, esta aventura pelo continente aussie acaba por ser perfeita uma vez que nos relembra que há mais para além da “silly season”.