Blog

  • ERICEIRA PADDLE TROPHY CUMPRE TRADIÇÃO

    ERICEIRA PADDLE TROPHY CUMPRE TRADIÇÃO

    Foi com excelentes condições climatéricas e fraca ondulação que a comunidade surfista da Ericeira participou, e se empolgou, para que o Ericeira Paddle Trophy fosse um enorme sucesso, causando um considerável impacto em todos os envolvidos.

    Recuperar a tradição junto da comunidade local foi o mote que moveu este projeto inaugural do Ericeira Paddle Trophy. Foi com um excelente espírito de convívio, desportivismo e amizade que pudemos ver em ação muitos surfistas da “velha guarda”, da “nova geração” e “surfistas turistas” que desfrutaram de um dia diferente. A Ericeira, também se distingue com este tipo de eventos projetando-a cada vez mais como uma verdadeira World Surf City.

    À partida, na Praia dos Pescadores, os participantes tinham pela sua frente 5km (SUP) e 2,5km (restantes pranchas) numa remada até à Foz do Lizandro. Sempre acompanhados pelos meios de segurança da Red Bull e de outros voluntários, excelentemente coordenados pelo bodyboarder Hugo Pinheiro. Todo o público que acompanhou nas praias e miradouros pôde assistir a este memorável desafio de remada, com os mais novos a destacarem-se pela rapidez com que cumpriram os seus percursos.

    Não menos importante foram os resultados finais em que destacamos as vitórias do Martim Carrasco, em Surf, Marta Leitão, em Bodyboard, Francisco Carrasco, em Longboard, e João Paulino, em SUP (Stand Up Paddle).

    No final do dia muitos dos participantes marcaram presença no Sun & Sand, que decorreu no Limipicos Beach Café, sendo visível muitos deles a ostentarem orgulhosamente as suas medalhas.

    O Ericeira Paddle Trophy foi organizado pelo Ericeira Surf Clube e Bar “Na Onda”, tendo o patrocínio da Red Bull, Billabong, 58 Surf, NaOnda Escola de Surf, Limípicos Beach Café e o apoio institucional da Câmara Municipal de Mafra e da Junta de Freguesia da Ericeira.

    Um especial agradecimento também ao Instituto de Socorros a Naufrágos, Bombeiros Voluntários da Ericeira, Joel Pereira (Papu) e Nélson Jacinto por se terem juntado ao evento ao assegurarem ainda mais os meios de segurança exigidos.

    Até 2017!


     

    Fotografia: Rui Jorge Oliveira

  • JIU JITSU E O MUNDO DAS ONDAS

    JIU JITSU E O MUNDO DAS ONDAS

    Há dias, decidimos pedir a Manuel Centeno, detentor de nove títulos nacionais open em bodyboard, um master, cinco europeus e dois mundiais, que nos explicasse as vantagens e as motivações que encontra na prática de Jiu Jitsu, desporto que tem vindo a praticar nos últimos nove meses já com resultados bem palpáveis ao nível competitivo. O campeão aceitou o desafio e enviou-nos, hoje de manhã, um texto que explica bem esta sua nova paixão: 

    O Jiu Jitsu é um desporto pelo qual me senti sempre atraído, o tipo de contacto, a força, a estratégia, o equilíbrio. 

    Na viagem ao Havai de 2015, o Titó, um amigo que conheci por intermédio do [Hugo] Pinheiro há uns anos, perguntou se eu não queria ir ver um treino no Sunset Beach Jiu Jitsu. Fui e acabei por fazer lá quatro treinos com aquela malta toda do surf. Foi altamente. 

    Voltei para Portugal com a ideia que no final da época competitiva de 2015 me ia inscrever. O Titó disse-me que no Porto havia uma equipa muito boa, a Focus Jiu Jitsu (antiga Team Manoel Neto), com bom ambiente, e em finais de novembro inscrevi-me com um amigo e começámos a treinar.

    Adaptei-me bem, adorei a exigência de treino na componente física, a natureza do jogo em si e o ambiente, que é o oposto ao que eu sempre associei a este tipo de desportos – seguranças da noite e malta da pesada.

    Em dezembro, fui ver o Nacional Open a Lisboa e mal entrei no pavilhão vi que o que eu queria mesmo era participar na próxima competição.

    Encontrei o meu equilíbrio de treino entre o Bodyboard, Jiu Jitsu, Pilates e a Natação, e a época competitiva de 2016 começou.

    Em março fiz as duas finais do Nacional de Bodyboard, fui uma semana para Sagres apanhar um bom swell e aproveitar para relaxar. Quando regressei ao Porto tinha duas semanas para preparar-me para o Campeonato Português de Jiu Jitsu, que é o Campeonato Nacional onde não se podem inscrever estrangeiros, ao contrário do Campeonato Nacional Open de Jiu Jitsu.

    Para além do treino, gosto de estudar, de ver vídeos, ler artigos, descarregar aplicações, já dei por mim no chão da sala a fazer posições sozinho, e já pedi à Joana uma ou outra vez que se pusesse em determinada posição para eu simular um movimento. Eu não faço isto com um objetivo, eu dou por mim a fazê-lo.

    Queria ver como é que lidaria com um tipo de competição deste tipo, que género de ansiedade é que iria sentir e como é que a iria gerir. Na verdade, na competição de Bodyboard estou num momento em que, de maneira geral, não sinto grande ansiedade e consigo colocar-me num estado mental em que considero fixe para competir.

    No entanto, no Jiu Jitsu, a competição é contra alguém, e alguém que está ansioso, nervoso, agressivo e reactivo. E isto pode facilmente gerar ansiedade.

    No dia do campeonato senti ansiedade várias vezes, mas consegui controlá-la e criar um estado mental razoável, positivo. Na verdade tinha imensa vontade de competir, mas a verdade é que acabei por competir de uma forma muito impulsiva, com mais força do que técnica, e onde não estava ligado comigo mesmo. Acabou por correr bem e ganhei o campeonato.

    Cinco dias depois de ter regressado do Mundial de Itacoatiara, onde ainda cheguei a fazer dois treinos em Niterói, participei no Portugal Grand Slam, que foi realizado no Porto. Este é um Campeonato Nacional onde se somam os pontos individuais para se definir a equipa Campeã Nacional.

    Nesta competição entrei completamente ligado a mim mesmo, com muita vontade de competir e de contribuir para a vitória da nossa equipa. Correu muito bem, venci o campeonato na minha categoria e a nossa equipa venceu três dos quatro títulos em disputa. Foi top!

    No presente, sinto que este desporto está a contribuir para uma excelente forma física a nível de cardio, força e explosão, mas apesar de se treinar bastante a flexibilidade, não dispenso o pilates (Pilates Aviz Estudio) onde trabalho flexibilidade e também faço reforço muscular. Misturando tudo isto com a natação, acabo por ter um treino super completo para qualquer desporto de ondas.

    Relativamente a treino tenho a opinião de que não existe uma fórmula específica de sucesso. Existem vários caminhos entre as várias vertentes a serem treinadas. Normalmente dá-se muita importância à vertente física, técnica e táctica. E negligencia-se a mental. A parte humana. 

    O que me dá a mim motivação para treinar, confiança para competir, e bem estar de uma forma geral, é, muito provavelmente, diferente de outra pessoa. Portanto, os desportos complementares para um determinado tipo de treino, podem funcionar para uns e não tanto para outros. Em todo o caso, cada um de nós deve tentar encontrar o seu ponto de equilíbrio.

    No Jiu Jitsu desejo continuar a treinar e a evoluir, enquanto me estiver a sentir bem e a curtir, e a contribuir para um bom desempenho dentro de água. E já agora participar no Campeonato Europeu que se vai realizar em Lisboa em janeiro de 2017. 


    Texto: Manuel Centeno

  • CAMPEONATO ESPANHOL DE FLOWBARREL

    CAMPEONATO ESPANHOL DE FLOWBARREL

    Foi no passado sábado, 30 de julho, que a Wave House Mallorca levou a cabo o Campeonato Nacional de FlowBarrel. Poderia ter sido um campeonato como outro qualquer, mas, tratando-se de uma flowrider, a ação acabou por ser única.

    Com um nível altíssimo, os bodyboarders e surfistas, em três categorias distintas, encarregaram-se de fornecer o show a um público atento e apaixonado. 

    No final, Charlie B. Good venceu no Bodyboard, enquanto Fernando Chromický dominou as duas categorias de Surf que estiveram em disputa. 

    No próximo dia 20 de agosto vai ter lugar o Campeonato Nacional Flowrider pelo que a ação vai continuar e não deve ser perdida pelas Ilhas Baleares da nossa vizinha Espanha. 

    Bodyboard

    01. Charlie B. Good

    02. Alex Sebastian

    03. Angel Muñoz 

    Strapless

    01. Fernando Chromický

    02. Darío Giuseppe

    03. Charlie B. Good 

    Strapped

    01. Fernando Chromický

    02. Miguel Ángel Casado

    03. Darío Giuseppe

    https://vimeo.com/177344764


    Fotografia: Edu Bartolome

  • ASSOCIAÇÃO SEALAND INAUGURA NOVA SEDE

    ASSOCIAÇÃO SEALAND INAUGURA NOVA SEDE

    Foi no passado sábado, 30 de julho, que a Associação Sealand de Santa Cruz passou a ter o seu próprio espaço físico.

    Foi na presença da Vice-Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Eng. Laura Rodrigues, do Presidente da Junta de Freguesia da Silveira, Luís Pedro, e de várias dezenas de sócios e atletas que a placa comemorativa do dia foi oficialmente inaugurada.

    A Associação Sealand foi criada em 2012 e desde então tem sido uma voz presente na promoção e defesa da Praia de Santa Cruz, tanto numa vertente desportiva como em ações sociais, de sustentabilidade e de artes. Inscrita também como clube de surf na Federação Portuguesa de Surf, já conta com mais uma dezena de federados, ambicionando aumentar este número para o ano de 2017 e ser também um polo de formação de novos guerreiros e campeões de ondas.

    A sede vai estar aberta aos sábados, das 15 às 19h, para todos aqueles que queiram visitar, obter informações ou para qualquer outro tipo de assunto relacionado com Santa Cruz. 

    Neste mesmo espaço, conta já com uma exposição de vários artistas da zona, como é o caso de John Surf Art, Troféus Kogia e DizArte.

    Para o próximo mês de setembro, a Sealand está já a preparar a 3ª etapa do Circuito Intersócios de Surf e Bodyboard e ainda dois eventos de skate que vão meter, mais uma vez, Santa Cruz em movimento.

    Mais info na página oficial do Facebook

  • O ÚLTIMO INVERNO POR PORTO RICO

    O ÚLTIMO INVERNO POR PORTO RICO

    Em Porto Rico a época por excelência das ondas é entre outubro e abril. Neste vídeo podemos ver os “highlights” da temporada de inverno 2015-16. Enjoy! 

  • REPORT: AS ONDAS DO FIM DE SEMANA

    REPORT: AS ONDAS DO FIM DE SEMANA

    Tirando um ou outro dia, o vento norte ainda não se afastou em definitivo da costa portuguesa. Não podemos queixar-nos, pois o fenómeno é comum nesta altura do ano. O truque é aproveitar as primeiras horas da manhã e os finais de tarde.

    Para esta sexta-feira o swell dá um ligeiro toque, por isso, confirma o que por aí vem:

    29 DE JULHO, SEXTA-FEIRA

    Ondulação de noroeste a subir até aos 1,5 metros ao longo do dia e com vento fraco de norte praticamente inexistente até às 15h. O período não é o melhor, apenas de oito, mas isso deve ser garantia de algumas ondas em várias zonas do país. A norte, destaque para Leça da Palmeira, mas também a praia do Bico (em Viana do Castelo) e outras praias consistentes como a Barra e a Mariana que deverão apresentar ondas de 0,5m. A zona oeste terá ondas de metro com destaque para S. Pedro de Moel, Foz do Arelho e Sta. Cruz. Um pouco mais abaixo, o Reef e o Backdoor, bem como a Foz do Lizandro, na Ericeira, são spots a não perder. A sul, ondas que não passarão do 0,5m, com as melhores opções a serem a Carrapateira e o Amado. 

    30 DE JULHO, SÁBADO

    Até às 12h, toda a costa praticamente sem vento, o que pode dar azo a boas sessões matinais, mas depois a nortada dá sinal aumentando de intensidade até ao final da tarde. O auge do swell dá-se às primeiras horas da manhã, registando 1,7m com período 8 orientado de NO. Prevêem-se algumas ondas a norte, entre meio e 1 metro, especialmente na maré vazia. Procurar os beach-breaks mais consistentes. Na região centro e na zona de Lisboa é de conferir a Ericeira logo de manhã, bem como alguns beach-breaks da zona como São Julião, Praia Grande e Guincho. Na costa sul mantêm-se as apostas para a Carrapateira e Amado. 

    31 DE JULHO, DOMINGO

    Swell a manter-se de NO, mas a baixar ao longo do dia para 1,3 metros com 7-8 de período. O vento de norte também marca presença logo de manhã a aumentar de intensidade ao longo do dia. A norte, com alguma sorte, poderemos encontrar ondas de 0,5m na Praia da Barra e Mariana, mas batidas pelo vento. Ao centro as opções mantêm-se nos spots a norte do Guincho e do cabo da Roca. No sul, a previsão não é a melhor, mas um ou outro beach-break da costa vicentina poderá fornecer ondas de 0,5m. 

    Bom fim de semana! 

  • #FLASHBACKFRIDAY

    #FLASHBACKFRIDAY

    29/07/2016 – A atração dos bodyboarders portugueses pela Cave tem crescido nos últimos anos como uma espécie de sintoma coletivo de “quanto mais pesado e aterrador, melhor.” Pedro Levi a rasgar uma bolha centrifugadora da Ericeira e a marcar o ritmo na exploração de ondas de consequência.

    Imagem publicada no The Freedom Issue by Vert, disponível aqui

    ENG // Portuguese bodyboarders attraction for Cave has been soaring throughout the years. It almost feels like the community contrived a collective symptom of “the heaviest, the better”. Here is Pedro Levi bursting through a foamy bubble on Portugal’s heaviest and scariest breakpoint.

    Image published on the Freedom Issue by Vert, available here


    Texto: Ricardo Vieira | Fotografia: Hélio António

  • CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DA RESERVA MUNDIAL DE SURF DA ERICEIRA

    CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DA RESERVA MUNDIAL DE SURF DA ERICEIRA

    Após a inauguração do Centro de Interpretação da Reserva Mundial de Surf da Ericeira, em junho passado, eis que nos é agora apresentado o vídeo sobre o making of do projeto. Para além do processo de desenvolvimento do mesmo, o vídeo leva-nos numa visita guiada pelo centro com um grande destaque para a experiência interativa proporcionada pela mesa digital de quatro metros, onde ficamos a conhecer as sete ondas e as suas respetivas caraterísticas, a biosfera, o estado meteorológico, a fauna, a flora e todas as suas ofertas e equipamentos da reserva.

    O Centro de Interpretação da Reserva Mundial de Surf da Ericeira tem como principal objetivo apresentar a reserva e explicar os seus principais atributos.

    A visualização detalhada dos dados sobre as caraterísticas naturais e as condições de surf da região é possível graças à proximidade entre o design e a tecnologia. Através de um sistema de video-mapping interativo e inovador combinado com aplicações personalizadas, os visitantes podem explorar facilmente essas informações. Este é, assim, um marco em termos de transmissão de dados complexos em termos geográficos, meteorológicos e oceanográficos em reservas de surf.

    Neste projeto, foi desenvolvida uma estratégia de design centrada no utilizador, em que vários designers e um arquiteto foram convidados a participar. Através de uma investigação detalhada, compreendeu-se o contexto global da área em termos do passado e do presente. Foram realizadas entrevistas com surfistas, moradores e visitantes. Estes testemunhos, com experiências, conselhos e segredos podem também ser vistos no Centro de Interpretação. Além disso, o Centro fornece informações atualizadas sobre o tamanho, a força e a intensidade das ondas.

    A informação é transmitida através de um sistema de comunicação avançado, contendo entre outros video-mapping, que é composto por uma tabela interativa com relevo batimétrico da Ericeira Reserva Mundial de Surf e iPads com informações sobre as sete ondas. A mesa digital dinâmica e lúdica incentiva o público a participar e adquirir conhecimento.