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  • SOMETHING TO THINK ABOUT

    SOMETHING TO THINK ABOUT

    O novo clipe de Dallas Singer está qualquer coisa de fabuloso. À partida, os quatro minutos e meio de duração poderiam ser um forte indicador de seca a caminho… e até ação em demasia, mas os desempenhos que o rider australiano empreende ao longo desse tempo é deveras apaixonante e agarra-nos de alma e coração ao monitor.

    O Dallas Singer é o tipo de bodyboarder que conquista a nossa atenção, pois tanto podemos vê-lo a atravessar grandes cilindros como a voar que nem uma “alminha” ou até a cravar o rail.

    Além disso, tem bom gosto. Sempre que lança um clipe não o faz apenas por fazer. É exigente, opta por uma seleção de imagens apertada e rigorosa e recorre sempre a bons editores de vídeo – como é o caso do Robert Sherwood – para se destacar da concorrência.

    “Something To Think About” (Algo para pensar sobre) passa-se na Indonésia, naquela onda que todos conhecemos e fazemos questão de não dizer o nome, e, acreditem, deixou-nos a pensar/sonhar para o resto da tarde…

  • MATINAL EM SÃO JACINTO

    MATINAL EM SÃO JACINTO

    03/09/2014 – O facto de estar sozinho não incomodou o bodyboarder Duarte Barros, que aproveitou para curtir ao máximo as primeiras horas da manhã em São Jacinto.


    Fotografia & texto: João Correia | Facebook

  • LEÇA DA PALMEIRA, TERRA MAIS BONITA DE PORTUGAL

    LEÇA DA PALMEIRA, TERRA MAIS BONITA DE PORTUGAL

    02/09/2014 – “Leça da Palmeira, terra mais bonita de Portugal.” É o que a música canta… se é ou não é, não sei, mas por momentos certamente que o foi. Pelo menos neste fragmento de segundo que a fotografia retrata.

    Obter esta fotografia naquele dia foi algo que não estava mesmo à espera, até porque tinha ido à praia para surfar e não para fotografar. Porém, após ter feito umas ondas, saí da água desiludido: as ondas estavam pequenas, moles e sem força. Enquanto ia vestindo a roupa reparei que, à medida que a maré ia vazando, o mar ia crescendo e o paredão começava a dar um ar da sua graça. Nisto começo a ver os locais a irem para o pico e a darem um festival de tubos atrás de tubos, a cravar bem o rail naquelas ondas triângulares e a voar.

    Assistia ao espetáculo de braços cruzados, sem câmara na mão e bastante aborrecido por não poder registar aqueles momentos. Isto até decidir pedir uma máquina emprestada a um amigo que estava a ir embora.

    A partir daí, já bem disposto, aguardei o momento certo para dar o clique. O set entra e todos se fazem à onda, mas só o felizardo e bem posicionado João Paciência a conseguiu apanhar de uma forma irrepreensível: drop complicado e executado na perfeição, saindo do tubo com um bafo para acabar na perfeição.


    Fotografia & texto: Telmo Moranguinho

  • PAREDÃO E O 1º DE SETEMBRO

    PAREDÃO E O 1º DE SETEMBRO

    01/09/2014 – De manhã bem cedo o mar já dava sinais de que iria melhorar. E foi isso que aconteceu. A meio da manhà já se viam cada vez mais tubos e foi só esperar mais um pouco para o espetáculo começar.

    Esta foi uma sessão espetacular que poderá não se repetir tão cedo. Mas melhor do que ter presenciado este momento, só mesmo estar no lugar do bodyboarder Filipe Maçães!


    Fotografia & texto: Bruno Mar

  • PRIMEIRA COMPETIÇÃO DE BODYSURF

    PRIMEIRA COMPETIÇÃO DE BODYSURF

    É já nos dias 6 e 7 de setembro que decorre em São João da Caparica a segunda edição do Sumol Surfamily, um evento que pretende juntar as inúmeras famílias do surf em Portugal, em dois dias que celebram o surf, o mar e a família.

    Este ano, a iniciativa traz uma novidade em Portugal – a realização da primeira competição oficial de Bodysurf homologada pela Federação Portuguesa de Surf.

    O Bodysurf é considerado uma das formas mais puras de surfar, uma vez que se pratica com o corpo, mas por vezes igualmente com o auxílio de uma pequena prancha na mão e um par de barbatanas.

    A Ahua é a marca responsável pelo desenvolvimento do Bodysurf em Portugal e, para Nuno Mesquita, fundador da marca, a realização deste evento pela primeira vez em Portugal é “muito bom! Fizemos recentemente um encontro de Bodysurf, onde a adesão foi enorme e o espírito de partilha ainda maior.

    Espero que esta primeira competição oficial traga muita gente à praia, inclusive alguns surfistas e bodyboarders, que ajudem a desenvolver a modalidade e a elevar o nível da mesma no nosso país. Mas sobretudo espero ver sorrisos na cara e muita alegria no final do dia”, confessa.

    A Ahua terá ainda algumas pranchas de mão – handplanes – para experimentação na praia, bem como alaias, pranchas de madeira originais. Para além disto, será ainda desenvolvida uma clínica de Bodysurf e um workshop de construção de handplanes.

    Conscientes que o futuro do nosso planeta é importante, a Surfrider Foundation Europe, através da sua delegação de Lisboa, vai também promover uma limpeza de praia, ao fim do dia 6 de setembro.

    Todas as atividades no Sumol Surfamily 2014 serão gratuitas, exceto as competições, para as quais é necessária uma inscrição, em www.sumolsurfamily.org.

    No entanto, como ajudar não custa e é cada vez mais importante nos dias que correm, o Sumol Surfamily associou-se novamente ao projeto Surf For Food, procurando angariar alimentos para doar a uma ou mais famílias da zona da Costa de Caparica. Este será o preço que cada família terá de pagar para participar nas atividades – trazer um bem não perecível (arroz, enlatados, leite, etc).

    P.S.: BTW, na imagem é Mike Stewart! 😉

  • TEASER 2 VERT #110 (ALMA LUSITANA)

    TEASER 2 VERT #110 (ALMA LUSITANA)

    Após um ano de ausência, voltámos aos escaparates com o lançamento da edição #110.

    Por vezes, é preciso recuar um passo ou dois para conseguir seguir em frente e, nesse sentido, agradecemos a paciência e voto de confiança de todos os nossos leitores, amigos e clientes.

    Fundada em 1994, há precisamente 20 anos atrás, eis que em 2014 voltamos a assinalar a nossa presença com duas edições da Vert em banca.

    A primeira delas já se encontra disponível desde junho e a segunda só será expedida no próximo mês de novembro.

    Caso não encontres em banca e desejes adquirir, contata-nos através do seguinte email: loja@vert-mag.com

    O teaser que aqui partilhamos é o segundo que assinala o lançamento da edição e foi editado pelo nosso amigo Francisco Melim.

  • BLAKE PARKER

    BLAKE PARKER

    Numa calorosa tarde de verão em Agosto, blakeparker, um desconhecido utilizador do Tumblr, inicia uma conversação comigo através daquela plataforma de blogging.

    – You Portuguese?
    – Proudly, mate! 😀
    – Awesome. I’m an aussie living in London. Just spent 3 weeks travelling up the coast [of Portugal]. Such an epic place! Do you boog?

    À última pergunta, a amizade está indiscutivelmente estabelecida.

    Como se lê na sua alcunha de internauta, trata-se de Blake Parker, fotógrafo de 22 anos natural de Newcastle, East Coast Australia, que agora vive em Londres, Reino Unido. Parker tem uma ligação a Portugal por via da namorada alfacinha e até visitou este canto europeu há poucas semanas atrás, passando mesmo pela Ericeira e pelas ondas do Reef.

    Professor primário no dia-a-dia e fotógrafo nos tempos livres, Parker dedica-se às chapas de bodyboard, surf e tudo o que se relacione com ondas e até conta com algumas publicações na Riptide. Contudo, a curiosidade pela fotografia não se encerra pelo mar, pelo que agora se estreou na arte da fotografia analógica e na captura das culturas que o rodeiam.

    Após meia dúzia de trivialidades trocadas através do Tumblr, Parker aceitou o convite para partilhar com a VERT os seus 15 momentos favoritos captados até hoje no mar e contar-nos o que o influencia e o que procura captar com nas suas fotografias.

     

    Por que são estes os teus 15 momentos favoritos?

    Escolhi estas imagens porque acarretam significativas memórias na minha mente. Uma metade das imagens são de casa [East Coast] e representam sessões fantásticas, seja por quem estava a surfar, pela qualidade das surfadas ou pela luz que havia no momento. A outra metade são de viagens e aqui acredito que o que vejo durante uma viagem e que me leva a criar uma fotografia é tão importante quanto uma imagem de bodyboard ou do mar. Durante estas jornadas vi coisas simplesmente incríveis.

    O que procuras captar quando fotografas uma onda ou um bodyboarder?

    Procuro captar a essência dos spots onde me encontro e não tanto focar-me apenas nas ondas e nos bodyboarders. Registar a qualidade de um lugar e o surf que está a acontecer ao mesmo tempo permite que a fotografia ganhe um outro valor. Além disso, uma imagem que contém pormenores do local onde foi tirada permite-me recordar de forma mais vívida aquela sessão. Creio que é isto que está a evoluir na minha fotografia desde que me mudei da Austrália para Londres.

    O quê ou quem é que influencia?

    Há tantos fotógrafos fantásticos – principalmente ligados ao bodyboard – que não consigo apontar ninguém em particular. Sempre gostei muito do Ray Collins, Mark Tipple e Trent Mitchell. De um modo mais geral, gosto imenso de ouvir histórias e ver vídeos das pessoas que amam ou têm alguma relação especial com o que quer que façam na vida. No fundo, que se está a divertir mais, está a criar coisas fantásticas, o que é algo que mantenho sempre em mente. Neste momento, a minha motivação para a vida e para a fotografia é trabalhar o máximo possível para ter dinheiro para viajar e quem saber ter a sorte de calhar num emprego que me permita ter este estilo de vida.

    Quando e porque é que começaste a fotografar?

    Iniciei-me no inverno de 2011. A minha família comprou uma DSLR para principiantes e consegui convencê-los a deixar-me levar para a praia, sobre promessa de que cuidaria bem da máquina. Então, depois do surf, ficava sempre fotografar a ação dentro de água. No inverno seguinte, os meus pais foram de férias, o que me fez ficar sem máquina. Então guardei algum dinheiro e comprei uma Canon 7D. Desde então tenho comprado material para melhorar aquele que já tenho.

    Por onde andaste em Portugal este Verão? Como foi a experiência?

    Portugal foi épica! Se houvesse alguma oportunidade de trabalho por aí, não hesitaria em mudar-me. O estilo de vida e a atração pelo oceano é algo que me apela aos sentidos. Tive sorte pela oportunidade em visitar alguns sítios ao longo do litoral, juntamente com a família da minha namorada, o que me permitiu emergir um pouco na cultura portuguesa. Também apanhei algumas ondas na Ericeira, foi muito divertido. O ambiente dentro de água também é muito bom, é mais relaxado, menos competitivo em comparação com a Austrália.

    Que planos tens para o futuro próximo em termos de viagens e fotografia?

    Tenho duas viagens planeadas para França no final do ano para surfar e fazer snowboard. Espero que tenha sorte em apanhar algumas ondas enquanto lá estiver. Enquanto fotógrafo, espero continuar a evoluir e a divertir-me no processo. Estou também a iniciar-me em fotografia analógica de 35mm, o que me permite manter as coisas frescas e interessantes. No próximo ano conto continuar atrás de umas valentes slabs, possivelmente nas Islândia ou novamente na Escócia e Irlanda. Até mesmo Portugal ou Canárias. E, claro, continuar explorar Inglaterra.


    Fotografia: Blake Parker | Site Oficial | Tumblr | Lighton35

     

  • #TBT FRONTÓN BY ALEXIS DIAZ

    #TBT FRONTÓN BY ALEXIS DIAZ

    Filho de J. Carmelo Diaz, um grande impulsionador da movida “bugui” nas Ilhas Canárias, Alexis Diaz seguiu as pegadas do pai na gestão e distribuição da WR Rider para o mercado mundial. Há uns anos fundou também a Mutant, uma nova alternativa em wetsuits, que tem dado que falar no mercado europeu e canário.

    Para além disso, é fotógrafo de ação – como gosta de se rotular – e bombeiro profissional desde 2002. É um dos velhos amigos e incansável colaborador da revista, um competidor nato cujo percurso marcou uma geração. Aos 41 anos, Alexis soma mais de três décadas de experiência na água e não dá mostras de querer abrandar tão cedo.

    Dando uma olhada na presente galeria, que nada mais é do que um throwback a algumas sessões memoráveis no Frontón, poderás dar conta do seu trabalho. Enjoy!