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  • Conhece o calendário do Nacional Open e Esperanças em 2020

    Conhece o calendário do Nacional Open e Esperanças em 2020

    Os Circuitos Nacionais de Bodyboard 2020, Open e de Esperanças, foram divulgados hoje de manhã na sede da Federação Portuguesa de Surf, situada em em plena Praia de Carcavelos, contando com a presença de alguns atletas, do presidente da FPS e também do atual promotor/organizador dos circuitos.

    Naquela que se crê ser “A melhor edição de sempre do Circuito Nacional de Bodyboard”, foram reveladas as quatro etapas que irão dar corpo ao calendário da presente temporada para a categoria Open. A saber:

    1ª etapa Póvoa de Varzim, 28 e 29 de março
    2ª etapa Santa Cruz, 16 e 17 de maio
    3ª etapa Nazaré, 3 e 4 de outubro
    4ª etapa Peniche, 7 e 8 de novembro

    Uma temporada mais extensa, disputada entre março e novembro, ao contrário do ano passado, com um hiato de quatro meses entre as duas primeiras provas e as restantes duas.

    As novidades são muitas e prendem-se essencialmente com:

    • Aumento considerável do prize money (total circuito de 10 mil euros). Em cada etapa, portanto, o prémio a distribuir será de 2500 euros;
    • Transmissão live stream (Youtube e Facebook) em todas as etapas;
    • Novo naming sponsor, o Crédito Agrícola, que veio dar uma nova vitalidade e dinâmica à competição.

    Quanto aos Circuitos Nacionais de Bodyboard Esperanças, o calendário anunciado é o seguinte:

    Formação
    1ª etapa Peniche, 24 de maio
    2ª etapa Póvoa de Varzim, 24 de outubro
    3ª etapa Carcavelos, 1 de dezembro

    Competição
    1ª etapa Ericeira, 6 e 7 de junho
    2ª etapa Póvoa de Varzim, 10 e 11 de outubro
    3ª etapa Carcavelos, 28 e 29 de novembro

  • Bodyboard na Nazaré

    Bodyboard na Nazaré

    Uma espécie de grito de revolta ou de afirmação do realizador Ben de Sá, também ele um dos filhos da terra e bodyboarder, que procura mostrar que o bodyboard é a raiz da Nazaré e que não está morto. 

    Com os locais Dino Carmo, António Cardoso e o próprio Ben de Sá, mas também o campeão mundial Tristan Roberts, os ex-campeões mundiais Iain Campbell e Pierre-Louis Costes, Miguel Adão, Maxime Castillo, Kalani Lattanzi e António Saraiva.

  • Official announcement from the IBC + 2020 Calendar

    Official announcement from the IBC + 2020 Calendar

    EN // Announcement:

    The International Bodyboarding Corporation is a non-profit organisation that represents and promotes bodyboarding across the World at all levels from grassroots development through to professional world tour events.

    As of 11 February 2020, Corporacion Internacional de Bodyboard (International Bodyboarding Corporation when translated into english) has been officially registered as a non-profit organisation based in the Chilean city of Antofagasta. As the IBC, falls into 1 of two non-profit types groups under the law of Chile. Cultural organisations involving elements such as art, music, theatre etc are known as a foundation (Fundacion). Bodyboarding, recognised as a sport, sits within the second of these groups and as such had to be registered as a corporation under Chilean law.

    The IBC will unite all riders (professional and amateur), national and regional associations, clubs and other related bodyboarding entities, bodyboarding schools and coaching groups, social upliftment initiatives centred around bodyboarding, photographers, filmmakers, event organisers, technical staff and the fans of bodyboarding.

    The IBC has a primary goal of developing and supporting bodyboarding around the world and empowering regional areas to develop the sport. Through the work done in growing bodyboarding within countries such as Chile, Brazil, Peru, Portugal, Spain and the Canary Islands over the last six years, the various members behind the IBC have developed an academically proven framework to use bodyboarding as tool for social upliftment and change by connecting more people with joys of wave riding and the opportunities that come with it.

    Events on the world tour have a positive influence on the local communities. Not only do these events unite entities involved in bodyboarding, but it brings together local municipalities and government groups who work alongside the promoters.

    This collaboration leads to social upliftment within the local communities through increased tourism revenues, inspiring and giving people the opportunity to pursue positive avenues, such as bodyboarding. This development of the local communities is happening across the world, from South America, to Europe and to Africa.

    In countries such as Chile, Peru and Brazil, bodyboarding is an increasingly constructive outlet for children, giving them the chance to experience the stoke that wave riding offers. The groundwork that has been done in the likes of Portugal, Spain and across the Canary Islands is creating a whole new generation of riders. Even in countries such as South Africa (home of the last 3 World Bodyboarding Champions), the development of the next generation is under way. More and more grassroot type initiatives are also being increased across the USA and Australia. It is time to ensure all these different entities come together for the betterment and advancement of bodyboarding.

    Bodyboarding, as a vehicle of positive change, opens many more doors for the acquisition of funds for events that form part of the World Tour. Government funding is a reality and so is the option of securing larger sponsors for events. It is no longer about soley investing money directly into a sport, it is about investing money to develop the local communities through bodyboarding.

    During the current transition period, the IBC consists of an interim committee made up of the individuals who set up and created the IBC in Chile. This group along with professional riders, event promoters, technical event staff, judges, photographers and filmmakers have been working tirelessly together to set the foundations on which the next era of bodyboarding will be built.

    The interim committee will remain in place until June 2020, when the first IBC AGM will take place during the Antofagasta Bodyboarding Festival in Antofagasta, Chile. At the inaugural AGM, the official IBC committee will be voted in.

    From July 2020, the IBC will consist of a balanced committee that represents the global bodyboarding community including the professional riders, promoters, technical staff, judges and more that make up the bodyboarding community. At this point, the real hard work of the IBC can get underway.

    Leading upto to the AGM in June of this year, the structure of the world tour and the success of the various contests is being led by the promoters behind these events that comprise the current world tour.

    Since October 2019, there have been ongoing negotiations between the IBC and the professional riders, represented as the Association of Professional Bodyboarders (APB), and the IBC is excited to announce that all involved have come to an agreement and have pledged their support and commitment to the sport and the future development of bodyboarding.

    Whilst the official IBC committee will be voted in during the Antofagasta Bodyboarding Festival taking place in June of this year, the whole 2020 world tour will be treated as a transitional entity in order to be ready to run a solid world tour tour in 2021.

    The 2020 world tour consists of 4 main divisions: 

    1. Men (9 events)
    2. Women (8 events)
    3. Pro Junior (3 events)
    4. Dropknee (4 events) 

    Location details, ratings and prize money for the 2020 World Tour calendar: 

  • Magic Unicorn

    Magic Unicorn

    Watch Pedro Levi enjoying the typical Portuguese Carnival in a funny way with funny waves at Supertubos, Peniche, Portugal.

  • Simão Monteiro: “Agarrei algumas das melhores imagens e honrei os velhos tempos”

    Simão Monteiro: “Agarrei algumas das melhores imagens e honrei os velhos tempos”

    Simão Monteiro prepara-se para lançar “Lost Files” dentro de alguns dias. Trata-se de um novo clipe que junta algumas imagens que estavam esquecidas no disco duro do seu computador. Aproveitando a ocasião, lançámos-lhe algumas questões para saber um pouco mais sobre o projeto em si e também do que tem andado a fazer. 


    Antes de mais, fala-nos um pouco do teu background como bodyboarder. Onde começou? Como? E quem te influenciou?

    Comecei a fazer bodyboard numas férias de verão na Zambujeira do Mar e foi desde aí, com a influência da minha irmã e do meu pai que também praticam, que se formou esta paixão. A minha família foi sempre muito ligada ao mar e os meus pais sempre fizeram os possíveis para que eu e a minha irmã criássemos essa ligação, também porque o mar e o desporto em si são super saudáveis e é um momento onde estamos em sintonia com a natureza e connosco próprios.

    Pessoas como o Bernardo Abreu, Paulinho Costa, Zsolt Lorincz, João Imaginário, Paulo Dias, Cisco Monteiro, entre outros, foram grandes influências no meu desenvolvimento, tanto a nível técnico como a nível pessoal, trouxeram-me valores e ensinaram-me o mais importante que é divertir-me e superar-me. Os meus amigos com quem surfo regularmente são os que me dão a maior pica e são super importantes para mim, porque é com eles que eu evoluo e tenho aprendido mais ultimamente. Tenho a sorte de serem bodyboarders muito talentosos e de chorar a rir sempre que estou com eles.

    A minha família foi sempre muito ligada ao mar 

    E como se processa essa recente viagem para a Austrália? Qual o objetivo de uma estadia tão prolongada?

    Desde que os meus pais me ofereceram o filme “The Road”, com 12 anos, ganhei instantaneamente uma paixão pela Austrália. É lá que se encontram das melhores ondas do mundo e dos melhores riders, sem dúvida alguma.

    O desejo de explorar e surfar ondas míticas, lugares lindos que só via em filmes, era gigante. E poder fazer isso com amigos seria a melhor coisa do mundo. Então eu fui em busca desse sonho. Poder ver amigos meus como o Bó, Serrão, Fred, Zé, Daniel, Yot, entre outros, a fazer isso antes de mim, ajudou-me a ganhar mais confiança. Só não sabia que iria ter que esperar tantos anos. (risos)

    Primeiro decidi cumprir com as minhas responsabilidades escolares e acabar o meu curso universitário, para então ter total liberdade e apoio dos meus pais para seguir essa aventura, sem deixar nada para trás. Decidi que se iria viajar para tão longe, era para ser uma aventura grande e queria aproveitar para explorar aquele lado do mundo. O meu maior foco foi evoluir no bodyboard, surfar as ondas da minha vida e desenvolver-me pessoalmente e fazer o meu trabalho interior. O facto de vivermos muito tempo no mesmo sítio, com as mesmas pessoas, os mesmos hábitos, as mesmas ondas, as mesmas rotinas, muitas vezes criam um sentimento de estagnação e parece que estamos numa fila para a vida que todos esperam que tenhas: normal. E isso por vezes afasta-nos do nosso caminho, que só nós podemos percorrer e que é tão especial e precioso para cada um de nós. Eu comecei a perceber que ficar era perigoso, daí que decidi arriscar e avançar. E acreditem que não foi nada fácil e tive momentos lixados, mas a recompensa foi gigante!

    Como correu e que ondas apanhaste?

    Foi uma aventura cheia de altos e baixos com muitas histórias e reviravoltas pelo meio, onde conheci pessoas fantásticas, tive muitas aventuras e fiz muitas trips para lugares lindos com altas ondas e amigos, sempre rodeado de natureza e em contacto com um tipo de vida selvagem riquíssima, muito difícil de encontrar na Europa. Tive experiências de trabalho super variadas que me deram muita bagagem profissional, passei tempo sozinho, que permitiu conhecer-me melhor e puxar por mim em várias áreas, pois eu era a única pessoa de quem dependia, e isso trouxe-me muita experiência e conhecimento como ser humano. Aprendi a saber ser feliz comigo e com aquilo que tenho no presente. A ser mais grato. No fundo, senti que cumpri com os meus objetivos de melhorar o meu surf e aproximar me mais da pessoa que ambiciono ser. Foi uma experiência com direito a tudo e cheio de crescimento!

    Penso que os melhores sítios foram Margaret River, South Australia e South Coast (New South Wales), todos repletos de ondas incríveis. Talvez as que tenha curtido mais foi Mitchells Wedge, o deserto da South Australia que está cheio de reefs de classe mundial, e depois surfar Nuggan e Aussie pipe que são ondas perfeitas esculpidas para bodyboard, com rampas de sonho. parecem desenhadas à mão. Além disto, depois existe a natureza sempre presente, é normal surfar com golfinhos, ver cangurus, pássaros exóticos e uma floresta e vegetação com uma presença intensa. Um paraíso! Mal posso esperar por voltar. Como fiquei algum tempo ainda deu para fazer duas temporadas (dois meses em 2018 e outros dois em 2019) na Indonésia, que fica perto da Austrália, mas uma cultura super diferente e com as ondas que todos sabemos. Foi um extra e uma aventura incrível.

    É impressionante a consistência de boas ondas em Portugal

    De regresso a casa, como está a correr a temporada?

    O voltar está a ser incrível. Portugal recebeu-me com muito boas ondas, boas temperaturas e este inverno até esta última semana tem sido non-stop. É impressionante a consistência de boas ondas em Portugal, isto se pudermos, tivermos disponibilidade e dinheiro para fazer uns quilómetros extra. Numa semana normalmente temos sempre pelo menos dois ou três dias que vão dar altas ondas em algum lado do país que, quando comparando com a Austrália, apresenta distâncias mais curtas e fazer umas horas de carro é tranquilo, apesar do nosso sistema de portagens fazer uma espécie de pequeno assalto à carteira. Porém, estou muito contente e a aproveitar Portugal como nunca e com outros olhos. Outra coisa que tenho reparado é que tem havido mais respeito e bom ambiente em vários spots mediáticos e talvez conhecidos pelo contrário, o que é ótimo!

    Fala-nos do teu novo filme… 

    O clipe que estou prestes a lançar é uma compilação de filmagens com alguns anos que ficaram perdidas em computadores e drives. Decidi agarrar algumas das melhores e honrar os velhos tempos que passei antes de arrancar para a Austrália. As imagens são praticamente todas em Portugal, um pouco de norte a sul do país e representam uma versão antiga do meu surf, editado pelo Steven Gillon que foi um grande parceiro neste projeto. 

    Uma das partes da minha preparação vai ser investir mais na minha imagem

    Sabemos que há mais a caminho. Pretendes fazer lançamentos de clipes de forma mais regular?

    A decisão de lançar este clipe faz também parte de uma ideia de mostrar o meu surf antigo e atual. Um segundo vídeo já está em processo de construção e vai mostrar aquilo que andei a surfar nestes últimos dois anos, com ondas na Austrália, Indonésia e também Portugal. Mal posso esperar para vos mostrar!

    Última questão. Que objetivos a curto prazo?

    Quero muito continuar a viajar e a evoluir, surfar novas ondas e conhecer novas culturas. É o que me move. Ainda não sei bem o que vai acontecer ao tour mundial este ano, mas estou a preparar bases para poder viajar para a América do Sul e se tudo fluir, fazer o mundial de bodyboard e representar Portugal o melhor que conseguir! Uma das partes da minha preparação vai ser investir mais na minha imagem, daí que podem esperar mais de mim a esse nível.Obrigado pela oportunidade e pela conversa. Boas ondas! xxx

    * Vê mais sobre as aventuras na Austrália aqui e aqui

  • Valentina, the dream voyage

    Valentina, the dream voyage

    Flashback from 2015. Pierre-Louis Costes, Jared Houston & Lewy Finnegan fuel their lust for adventure in this years instalment from Pride Bodyboards. After hearing whispers of a remote fantasy island, legend becomes reality as they traverse its diverse coastline in search of treasure.

    Discover in this movie the progressive ride of Pierre-Louis Costes, Jared Houston and Lewy Finnegan on surf breaks that were never filmed before.

    Directed, filmed and edited by Miller Best

  • De Bodyboard no meio da floresta

    De Bodyboard no meio da floresta

    Imagine um lugar inusitado para se praticar bodyboard. É provável que tenha pensado em algum ponto geográfico de ondas cristalinas e tubos perfeitos. Alguma vez já cogitou surfar na floresta? Mude o cenário. Vá da praia para o rio. Dos peixes e tubarões para as cobras e jacarés. Pororoca. Sim, talvez você já tenha ouvido essa palavra.

    Por Letícia Parada / Kpaloa
    Fotografia de Jeremy Dias

    A Pororoca, que em tupi significa estrondar ou estourar, é um fenómeno natural resultante do encontro das correntes fluviais com as águas oceânicas. O tal “estrondo”, tão intenso que derruba árvores enormes e provoca mudanças no leito dos rios, atrai surfistas do mundo inteiro. Um desses atletas é a bodyboarder profissional Alexandra Ereiro “Xandinha”, do Team Kpaloa, que se aventura nas Pororocas desde 2007 e que em 2015 tentou bater um recorde na mesma. Recentemente ela foi atrás de mais uma Pororoca e acabou por nos contar como correu a aventura.

    Você já surfou muitas vezes a Pororoca. Qual é a sensação?

    Surfar a Pororoca é algo mágico. A onda da Pororoca é perfeita, diferente e inédita sempre. Imagina uma onda que vem do mar para dentro do rio e forma uma imensidão cabulosa? O barulho é assustador.

    O barulho? Como assim?

    Como o rio tem várias entradas, dependendo de onde você estiver é possível escutar o barulho da onda entrando lá fora. E as aves, as cotias, as cobras, os jacarés, insetos se retiram. E a gente que está ali assiste tudo isso. É muita adrenalina.

    (…) vá com alguém que realmente tenha experiência em surfar a Pororoca

    Falando em adrenalina, qual é a diferença entre surfar no mar e surfar a Pororoca?

    O cenário em si gera uma adrenalina enorme. No mar a gente espera a ondulação, sabendo que peixes podem se aproximar, e de repente um tubarão também. Mas na Pororoca é diferente porque você vê os animais te alertando, do tipo “olha, vai vir a onda… ela já está vindo”. Eles estão aguardando isso acontecer.

    Como você costuma se preparar para surfar a Pororoca?

    Sempre me preparei fisicamente na academia, mas o preparo maior é o psicológico, sem dúvida. Até porque eu não tenho uma alta frequência de treino no mar, já que passo meses sem surfar porque aqui em Belém não tem praia. No litoral do Estado tem a praia do Atalaia que fica há 4 horas daqui, e a praia de Mosqueiro que é de água doce, mas só rola onda de agosto a novembro. Então, quando o calendário do circuito brasileiro é divulgado, eu costumo viajar 15 a 20 dias antes da competição para treinar.

    O cenário em si gera uma adrenalina enorme

    Independente de onde uma pessoa vá surfar, o planejamento é essencial para evitar determinadas situações. Pensando nisso, existe algum risco em surfar a Pororoca?

    É isso mesmo. Você precisa ir com uma logística. Sem isso, você corre vários riscos, como aconteceu comigo uma vez: eu fui nadando até o local, e um jacaré pulou atrás de mim. Mas quando se tem uma equipe, uma logística, a gente não vai pela margem. Vamos pelo rio adentro, em uma “banana”, ou em uma lancha. O meu conselho para qualquer surfista que nunca foi à Pororoca é: vá com alguém que realmente tenha experiência e seja especialista em surfar a Pororoca.

    Você lembra de ter passado alguma situação difícil que causou medo na Pororoca?

    Sim, agora em fevereiro aconteceu esse momento com o jacaré no rio Mearim, no Maranhão. Eu cheguei lá um dia antes de toda a logística, ou seja, antes do jet ski, antes da banana. Fomos surfar cedinho no dia seguinte. Eu, cinco amigos e algumas pessoas do local, fomos andando pela margem e depois tivemos que entrar no rio que já estava sendo sugado, estava puxando muito. Quando a gente pulou no rio, escutámos um barulho bem atrás de nós. Vimos um rabo. Era um jacaré. Ele estava camuflado, coberto de lama e não tínhamos visto antes. Eu entrei em desespero pela primeira vez na minha vida depois de 10 anos surfando as Pororocas do Brasil.

    Eu tenho uma aproximação maior com a Pororoca do que com o mar

    Quando estamos entre surfistas e falamos em Pororoca logo vem a curiosidade sobre a distância e o tempo. Qual foi a Pororoca mais longa que você já surfou? Quanto tempo você surfou a mesma onda?

    Meu tempo máximo foi de 15 minutos na Pororoca do rio Mearim, sem nenhuma intervenção de jet ski. Em 2013, surfei sozinha uma Pororoca maior no Rio Araguari durante 7 minutos.

    De modo geral, o que a Pororoca te ensinou?

    Muita coisa. Me deu força, sabe? Eu sempre tive respeito pela natureza, sempre respeitei o mar. Mas a força, a energia maior, a coragem, vieram da Pororoca, desse fenómeno. E apesar de ser uma atleta competidora, às vezes eu sinto medo do mar. Tenho mais medo do mar do que da Pororoca. Eu tenho uma aproximação maior com a Pororoca do que com o mar. xxx

  • Iain Campbell is your 2020 Pipeline Invitational winner

    Iain Campbell is your 2020 Pipeline Invitational winner

    “You are more than ‘dick-draggers’. You are more than ‘boogers’. You are the hope of this whole planet.” And so commenced Tom Morey’s blessing of the Mike Stewart Pipeline Invitational 2020.

    Pipeline greeted organizers, judges and competitors with waves ranging from 4 to 8 feet and trade winds locked in for the first day of competition.

    Kainoa McGee didn’t get up ‘Jack Stance’ during his heats, but he did find enough tube time riding prone to see him advance into Round 3 of competition. Other greats of the sport were not so fortunate – Hauoli Reeves was unable to exit a larger north swell tube; Kai Santos also found bigger set waves but was unable to convert them into scores; Chris Burkhart found some rides but the scores didn’t go his way; and Ben Severson was in typical tube-hunting form but other riders in his heat scored bigger.

    While the riders couldn’t find a way to stay in the competition, they sure managed to get their fill of stoke. And passion, and the love of this incredible and versatile wave-riding vehicle, is what the Mike Stewart Pipeline Invitational was all about.

    Other standout riders of the event included Tyler Atwater from Australia, Tsuyoshi Maeyama from Japan, Lucas Caiado and Dudu Pedra from Brazil, Pierre-Louis Costes from France, Keahi Parker and Dave Hubbard from Hawaii and Kuko Font from Puerto Rico, who all managed to post higher heat score totals during their first heats and keep the crowd cheering.

    The final day of the 2020 Pipeline Invitational was Friday February, 28th with waves in the 6 to 8 feet range at the Banzai Pipeline. The swell arrived and looked epic. The spectacle was very special and some said that as has been awhile since the event has been held in conditions like this.

    In the end, the South African Iain Campbell, World Champion in 2017 and second at Pipe in the same year, beat everyone and got away with the trophy and prize of the official second stop of the APB Tour 2020. 

    Final results: 

    01. Iain Campbell (South Africa) 18.83

    02. Tanner McDaniel (Hawaii) 17.94

    03. Jeff Hubbard (Hawaii) 15.43

    04. Sammy Morretino (Hawaii)13.84


    Leia aqui a História do Pipe Masters