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  • À CAPELA COM DIOGO PIMENTA

    À CAPELA COM DIOGO PIMENTA

    25/01/2017 – O campeão nacional de Dropknee em 2015, Diogo Pimenta, aparece hoje em destaque mostrando-nos o quão generosas têm estado as ondas pela zona norte do país. No pico conhecido pela Capela, situado algures em Espinho, as sessões têm sido absolutamente épicas como o momento que aqui partilhamos bem exemplifica. 

    “A Capela ou, como alguns agora lhe chamam, o Pico do Zé da Banana, com 1,5m glass, altas direitas, cinco macacos na água e duas macacas bem interessantes também.”

    Disse-nos o rider portuense sobre as condições que se têm verificado. É a zona norte a debitar a sua quota parte de perfeição no inverno português. 


    Fotografia: Vitor “Wild Surf”

  • SER LOCAL

    SER LOCAL

    Não gosto de localismo! Mas sou local! O que eu procuro dizer, na verdade, é que sou contra o localismo e em igual medida sou contra a falta de consideração pelo local.

    Felizmente, nasci e vou vivendo perto de uma das melhores praias para se surfar, entre o Douro e o Minho. Tenho picos para mar grande, mar pequeno, onda deitada, onda cavada, comprida, tubular ou quebra coco. Há quem compare um destes picos com a Indonésia, um outro com uma versão da Praia Norte da Nazaré.

    Desde menino, quando ainda nem imaginava ter algum dia dinheiro para comprar uma prancha, já percorria todas estas praias, quer sozinho quer em brincadeiras com os pares. Dei nomes a praias, aprendi o nome de muitas, vi dunas desaparecerem, animais mortos a darem à costa, barcos a encalhar e o mar a cuspir todo o mal que lhe fazemos. 

    Já chamei à atenção de quem anda ou acampa sobre as dunas e envolvi-me em ações coletivas de limpeza. Já vi pessoas a morrerem afogadas. Por outro lado, já salvei muitas pessoas desta tragédia, como já me salvaram a mim. Já vi pessoas a serem amadas entre dunas e já lá também amei.

    O mar não é de ninguém, ou melhor, é de todos e creio que não preciso aqui citar o artigo da constituição que nos esclarece sobre isto. Basta o exercício racional de que nem todos nós temos a sorte de ter uma praia surfável à porta de casa ou de vivermos na linha de costa.

    Ninguém tem o direito de reclamar uma praia e as suas ondas como sendo sua(s), mas todos nós temos o dever de respeitar as regras de “surf” e de mostrar empatia por quem nelas vive e surfa diariamente. Temos, acima de tudo, que conhecer as regras para o free surf e estar bem conscientes que chegar ao pico é perceber quem já lá está a aguardar por uma onda. Nunca passar o seu lado da prioridade… Por outras palavras, a famigerada “voltinha”.

    Cumprimentar e sorrir, fica sempre bem. 

    Reparar quem tem a cara mais queimada pelo Sol, em pleno inverno, é uma forma de perceber quem nisto investe! Lembrar que estão a surfar naquela onda e naquela determinada praia, porque, muito provavelmente, foi descoberta por um dos “gajos” que está na água… e, graças ao “ripple effect”, a informação acabou por chegar até a ti. 

    Surfar por lá uma vez e no dia seguinte trazer duas carrinhas cheias de amigos que tiram fotos para partilhar nas redes sociais não é o procedimento mais adequado. Também tenho as minhas e gosto de partilhar, pois, como um amigo meu disse, “Todos temos um ego.” Contudo, é importante lembrar que ao iniciarmos a nossa liberdade estamos a terminar com a do outro. 

    Logo, editem as fotos não deixando pontos de referência para identificar, nem partilhem a localização. Há quem tenha investido muitas horas e muitas surfadas falhadas para entender como funciona o pico. Ao mostrarem insensibilidade por estes aspetos estão a desrespeitar o local e a praia que até poderia ser “secreta”.

    Em suma, ser local é sobretudo zelar pela praia, ser um bom cícerone e manter um ambiente sadio e de respeito pelas regras comuns. É explicar os perigos da praia e estar atento ao surfista que caiu da sua prancha. Sempre que possível, mediar os conflitos dentro de água e demonstrar uma postura apaziguadora.

    Enfim, é isto e muito mais. É um conjunto de memórias e vivências que nos leva a um sentimento de pertença muito próprio. É verdade, tenho a sorte de ter um local e gosto de ser local, mas também gosto de ser respeitado pelo local quando assumo o papel de visitante.


    Texto: Hélder Aires

  • BLACK ROCK IS DEAD

    BLACK ROCK IS DEAD

    Up in the North of Portugal things are getting nasty. Watch the local crew – Tiago ‘Moita’ Silva (former National champ), Luís ‘Pigmeu’ Figueiredo, Rui ‘Pi’ Campos, Luís Barbosa, Isaac Moreira, Filipe Campos, Sérgio Rodrigues, among others – taking advantage of the Black Rock (Pedra Negra), a spot in Póvoa de Varzim, during the month of December.


    Images and edit by Manuel Martins (Wow Filmes)

  • ONDAS DA PRAIA DO NORTE FOMENTAM VISITAS E TURISMO NA ZONA

    ONDAS DA PRAIA DO NORTE FOMENTAM VISITAS E TURISMO NA ZONA

    O Forte de S. Miguel Arcanjo, aberto ao público desde 2015, durante todo o ano, recebeu mais de 250 mil visitantes nos últimos dois anos. Este é mais um bom exemplo de como o Surf – no sentido lato da palavra – pode e deve ajudar a economia local, a sociedade e o turismo em geral. Não duvidem, parte do seu sucesso advém, obviamente do Surf (que absorve todas as formas de wave riding).

    Juntamente com as ondas da Praia do Norte, o Forte da Nazaré tem sido um forte atrativo para a deslocação de mais turistas e visitantes ao Sítio da Nazaré. 

    É nele que se encontram várias exposições históricas e documentais, como “O Forte de S. Miguel Arcanjo: Guardião da Memória”, e fotográfica “Praia do Norte”, e ainda outras temporárias que servem para apresentar os trabalhos de artistas da região. 

    Contudo, é também no Forte que podemos ver outros atrativos que se prendem mais com a mente dos surfistas, como o Centro Interpretativo do Canhão da Nazaré, que surgiu de uma parceria entre a Câmara Municipal e o Instituto Hidrográfico, e a tão recentemente badalada Surfer Wall

    A primeira exposição, inaugurada em 2015, está presente no local com vários conteúdos, como uma maquete 3D do canhão e informação sobre o submarino alemão U-963, afundado no final da 2ª Guerra Mundial ao largo da Nazaré. 

    Já a segunda, a Surfer Wall, é um espaço museológico onde os big wave surfers internacionais que têm oportunidade de cruzar as águas da Nazaré expõem as pranchas com que enfrentaram as grandes ondas da Praia do Norte. Mike Stewart é o primeiro bodyboarder a estar representado (mais aqui). 

    Recentemente, vimos também a World Surf League tomar conta do espaço devido à realização do Nazaré Challenge, a primeira prova válida para o Big Wave Tour que se revelou uma jornada bem proveitosa, mostrando em pleno o potencial das suas ondas no campo do Big Wave Surfing. Um desafio difícil de esquecer que se diz agora ter gerado de retorno promocional da marca Nazaré a módica soma de 7,2 milhões de euros. 

    Entretanto, o espaço encerrou em dezembro e reabre portas dentro de dias, a 28 de janeiro de 2017, com novos conteúdos e temas, garante a autarquia. Portanto, se um destes estiveres pela Nazaré, para usufruir de uns triângulos ou simplesmente observar uma sessão de ondas grandes na PN, não hesites e aproveita para fazer uma visita.

    O custo de entrada é de 1 euro por pessoa (gratuita em crianças até aos 10 anos). 


    Fotografia: Hélio António

  • JOANA SCHENKER SURFA ‘THE WAVE’

    JOANA SCHENKER SURFA ‘THE WAVE’

    A atleta portuguesa Joana Schenker, atual tricampeã nacional e europeia e ainda quarta classificada na APB Tour 2016, vai marcar presença na boot 2017, nos dias 28 e 29 de janeiro, onde irá surfar a The Wave, a maior onda indoor artificial, com 9 metros de frente. Trata-se de uma das maiores feiras mundiais de náutica de recreio e desportos náuticos, a decorrer até ao dia 29 de janeiro, em Dusseldorf, na Alemanha.

    Esta presença faz parte da iniciativa portuguesa promovida pelo Sea of Portugal e tem o apoio da Câmara Municipal de Vila do Bispo. A participação de Joana Schenker visa acrescentar valor às demonstrações feitas na “The Wave”, localizada na Surfers Village (Pavilhão 2), contribuindo para a divulgação da grande novidade deste ano na boot e uma maior dinâmica e visibilidade de Portugal neste sector, a nível internacional.

    Assim, durante dois dias os adeptos de bodyboard e surf poderão conhecer e assistir às demonstrações da atleta, na Surfers Village, que já comentou o convite:

    “É uma experiência completamente nova, pois nunca fiz bodyboard numa onda artificial. Sei que é uma dinâmica e uma forma bem diferente do que surfar no mar, especialmente com uma prancha de bodyboard, uma vez que precisamos normalmente de ondas muito cavadas e verticais para fazer as manobras avançadas. Será um desafio e tenho muita curiosidade para ver o que é possível fazer na The Wave com uma prancha de bodyboard.”

    Natural de Sagres, concelho de Vila do Bispo, Joana Schenker leva na bagagem a missão de divulgar o bodyboard e a costa portuguesa que prima por “um potencial enorme no que diz respeito ao Bodyboard, com ondulação o ano inteiro e ondas para todos os níveis desde o iniciante até ao profissional.” 

    Sobre os spots onde treina diariamente, a bodyboarder acabou por dizer que “as praias da costa sul do concelho de Vila do Bispo são as melhores para a prática de bodyboard em Portugal e mesmo na Europa, graças ao recorte da orla costeira que recebe uma constante dose de swell e assim formam ondas triangulares e cavadas, excelentes para os desportos de ondas. Adoro Sagres, pois é um lugar que tem tudo, ondas, natureza, bom tempo e, acima de tudo, uma mística envolvente que não existe em mais nenhum outro lugar.”

    Boa viagem Joaninha! 


    Fotografia: Ricardo Alves

  • CEO DO FACEBOOK ENTRA EM LITÍGIO COM COMUNIDADE DE KAUAI

    CEO DO FACEBOOK ENTRA EM LITÍGIO COM COMUNIDADE DE KAUAI

    A história foi trazida a público no final de dezembro pelo Honolulu Star Advertiser e mencionava que algumas empresas detidas por Mark Zuckerberg apresentaram oito queixas no Tribunal de Kauai.

    Em causa, aparentemente, estão alguns nativos havaianos que vivem naquilo que o fundador do Facebook considera o seu “santuário de família”, de aproximadamente 700 acres, situado em Kauai. O bilionário, cuja fortuna está atualmente estimada em mais de 44 bilhões de dólares, pagou há cerca de dois anos a módica quantia de 100 milhões de dólares por uma vasta propriedade com vista para o mar. 

    No entanto, no terreno adquirido, vivem algumas famílias havaianas (conhecidas como kamaʻāina = filhos da terra) que, de acordo com a lei das ilhas do Pacífico, têm pleno direito a viver no “mais que tudo” retiro do geek das redes sociais. Os direitos desses nativos são na verdade ancestrais e datam de 1850, pode ler-se algures na peça. 

    Algumas das pessoas incluídas nos processos estão vivas, mas as empresas de Zuckerberg estão também a processar sete nativos já mortos. Como é habitual, as terras foram passando de geração em geração, e, em alguns casos, os descendentes detém os direitos da propriedade sem possuírem qualquer documentação oficial. Este facto é bastante comum pelas ilhas. 

    A árvore genealógica de cada família e as suas evidências terão um papel preponderante na decisão do tribunal, mas o que Mark Zuckerberg pretende com estas ações é fazer com que as famílias vendam as suas terras em hasta pública. Uma iniciativa onde, como se sabe, a melhor oferta ganha (e contra os incontáveis dólares do CEO do Facebook não há adversário que aguente!). 

    Entretanto, a semana passada, Zuckerberg fez uma espécie de retratação pública, num post do Facebook onde diz que o que pretende na realidade é que as pessoas recebam dinheiro “por algo que nem sequer sabiam ter direito”. O dono e senhor da maior rede social referiu ainda que “Ninguém vai ser forçado a sair da terra” e que tanto ele como a sua cara-metade, Priscilla Chan, amam o Havai, “queremos ser bons membros da comunidade e preservar o meio ambiente. Estamos ansiosos por trabalhar de perto com a comunidade local nos próximos anos.”

    É certo que na sua nova propriedade o empresário norte-americano cedeu uma parcela de terra para que os agricultores da zona pudessem cultivar e apoiou diretamente também a construção de um centro de abrigo para albatrozes. No entanto, a comunidade está desconfiada e diz que nada disso muda o facto de ter construído um muro em torno da sua nova casa quando os havaianos desejam manter a terra nas suas mãos. 

    Esta aquisição, segundo alguns, relembra a submissão a que os nativos das ilhas foram sujeitos pelos colonizadores, que viram as suas terras serem ilegalmente apropriadas, e coloca de parte a tradição, a cultura e o legado do povo havaiano.

    De um lado, os incontáveis dólares do CEO do Facebook. Do outro, o povo de Kauai. Quem vencerá?

  • SAI DA ZONA DE CONFORTO

    SAI DA ZONA DE CONFORTO

    23/01/2017 – Uma maneira de nos afastarmos do crowd por vezes significa que temos de aprender e gostar de surfar ondas difíceis e complicadas. Se sabes que no meio da confusão, entre agueiros e rebentações, há uma hipótese de apanhar uma onda especial, tornará as coisas muito mais recompensáveis!

    António Saraiva, o Bodecas, um dos mais criativos free bodyboarders da atualidade, não hesitou em confirmar: 

    “Creio que este foi um desses dias!”

    EN // A way of getting away from the crowds it also means you have to learn and enjoy surfing hard and shifty waves. If you know that in the middle of that shiftiness theres a chance you can score a special one, it will make things so much rewardeable! I guess this was one of those days!“


    Fotografia: Miguel “MTN” Nunes

  • MANUEL CENTENO COM VITÓRIA EUROPEIA EM BJJ

    MANUEL CENTENO COM VITÓRIA EUROPEIA EM BJJ

    Começam a faltar as palavras para Manuel Centeno que no passado mês de novembro averbou à sua extensa lista de conquistas o décimo título a nível nacional  (8 Open, 1 Júnior, 1 Master). É simplesmente impressionante o percurso competitivo do bodyboarder nortenho, que corre pela Deeply desde quase o início da carreira, que, além das conquistas já mencionadas, é ainda campeão europeu (5x) e mundial (2x) da modalidade.

    No entanto, não é só no bodyboard profissional que Manuel Centeno se tem dado bem. Em abril de 2016 também se tornou campeão Noticia_BJJ2nacional de BJJ, desporto vulgarmente conhecido por Brazilian Jiu-Jitsu. Na altura a conquista foi na divisão Master 1 (faixa branca, menos de 70 kg) com a promessa de que não ficaria por aqui. 

    Assim foi. Quase um ano volvido, depois de muitos treinos e suor deixados no tapete, o portuense sagrou-se esta semana campeão europeu de BJJ na categoria Master 2 (faixa azul, menos de 70 kg).

    O evento está a ter lugar até domingo no Pavilhão Multiusos de Odivelas. 

    Nas redes sociais, ainda a celebrar o incrível feito, MC anexou a foto em anexo e escreveu simplesmente:

    “Ainda não acredito que isto aconteceu!”

    O ano ainda agora começou, por isso, até dezembro, mais algumas surpresas devem rolar. Muito seguramente.  

    Parabéns! 


    Confere a entrevista exclusiva, realizada no início do ano, aqui