Portuguese rider Hugo Maduro during a recent trip to the North Coast of Gran Canaria. Filmed & edited by Jorge Lekun Berri
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‘BUKIT’ COM NICOLAS ROSNER
Novo vídeo de Nicolas Rosner, rider do Magoito e das praias de Sintra, cruza a península de Bukit, em Bali, Indonésia. 4 minutos a não perder.
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LACHLAN CRAMSIE É O NOVO CAMPEÃO AUSTRALIANO
Lachlan Cramsie acaba de vencer o 2017 Sun Zapper Knights Beach Pro, terceira etapa da ABA Tour, e dessa forma garantiu também os pontos necessários para se tornar campeão australiano de bodyboard, sucedendo assim a Joe Clarke que havia sido o campeão na época passada.
Cramsie, de Queensland, alcançou a terceira vitória consecutiva no circuito australiano e na temporada, numa competição disputada no Sul da Austrália, em Port Elliot, e que contou com boas ondas de 1 metro, alguns tubos e rampas para sair a voar.
Por altura da final, com as ondas ligeiramente maiores, adivinhando a chegada de uma tempestade, Lachlan Cramsie bateu-se com Liam Lucas que, apesar da boa resposta, acabou a prova na segunda posição. Os resultados finais da etapa:
1. Lachlan Cramsie 13.00 pontos
2. Liam Lucas 11.66 pontos
“Sou o campeão australiano! Estou muito feliz! Um enorme obrigado a todos os que me apoiaram, amigos e família espalhada pelo globo! Não estaria aqui sem o vosso apoio, portanto, obrigado a todos!,” disse o novo campeão da Austrália.
A última etapa da ABA Tour, o Bodyboard King Northern Beaches Pro, tem lugar na Nova Gales do Sul entre 16 e 18 de junho.
Entretanto, vê as “armas” de Lachlan Cramsie e Joe Clarke na shop online:
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MAFOOS LOMBARD VENCE TAND INVITATIONAL 2017
Mafoos Lombard venceu a edição 2017 do Tand Invitational, realizado na África do Sul. O evento voltou a reunir 16 convidados, de acordo com a organização os melhores do país e verdadeiros especialistas em slabs, incluindo o antigo bicampeão mundial Andre Botha que voltou a ser 3.º classificado tal como o ano passado.
Com ondas entre 1,5 a 2 metros e tubos perfeitos, os atletas tinham tudo o que era preciso para dar show, voando sem rumo ou cruzando cilindros bem pesados. Na final, muito disputada, Matthew “Mafoos” Lombard bateu Mark McCarthy, Andre Botha e Henk Esterhuysen e acabou por reclamar o troféu na slab de Tand.
Resultados finais:
01. Mathew Lombard
02. Mark McCarthy
03. Andre Botha
04. Henk Esterhuysen
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TRUCK SURF: O CAMIÃO QUE É HOTEL
Está a chegar uma nova forma de viajar. Daniela Carneiro e Eduardo Ribeiro, ambos amantes de surf e locais de Espinho, há muito que têm vindo a viajar pelo globo. Na maior parte das vezes, optavam por usar uma caravana de forma a explorarem a zona onde se encontravam. Com ela faziam novos amigos, conheciam novas culturas e aventuravam-se em novos surf spots!
Foi então que pensaram em criar um modelo de negócio onde pudessem partilhar este estilo de vida cuja liberdade de viver é por si só uma experiência única. Surgiu então o Truck Surf Hotel que oferece o melhor alojamento móvel, aulas de surf, muita aventura diária, várias experiências outdoor e contacto quase permanente com a natureza.
“Quisemos criar algo diferente para partilhar este estilo de vida e oferecer às pessoas a flexibilidade de viajar em conforto tendo as melhores experiências outdoor. Com isso em mente criámos o Truck Surf Hotel que oferece a oportunidade de explorar picos de surf sem ninguém e as melhores ondas, montanhas e parques naturais, viver uma cultura diferente através de um hotel luxuoso sobre rodas que vai a qualquer sítio”
O projeto é inovador na área do turismo e propõe uma nova forma de viajar através de um luxuoso camião hotel. Tratando-se de um veículo de seis rodas, a flexibilidade para viajar é enorme levando obrigatoriamente à descoberta e exploração de diferentes locais para a prática de surf.
O Truck Surf Hotel é constituído por um camião Mercedes Actros, que possui um sistema hidráulico incorporado que permite expandir paredes e teto, de modo a transformar-se num espetacular hotel de dois pisos sobre rodas. O piso superior apresenta 5 quartos duplos com ar condicionado e capacidade para 10 pessoas; o piso inferior tem uma cozinha, uma sala de estar, uma casa de banho, um chuveiro, o quarto da equipa e ainda um lounge terrace.
O Truck Surf Hotel neste momento está ainda a ser transformado por uma empresa especializada e certificada, mas promete estar disponível muito em breve e mantém o objetivo de oferecer o melhor conforto em alojamento móvel.
Entretanto, para conhecer todas as ofertas e saber mais sobre o projeto basta clicar aqui.
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UMA ONDA PARA A VIDA
Parece automático. Sempre que há um swell forte e uma grande probabilidade de quebrarem altas ondas, não hesito em falar com as pessoas com quem mais gosto de surfar e partilhar bons momentos. Foi o caso deste dia em que, no dia anterior, falei com todos e ninguém acreditou que os Supertubos pudessem dar.
Todos me diziam que não valia a pena, que estaria demasiado grande, que a praia iria estar cheia de close outs… então seguiram todos para o Molhe Leste.
Mais uma vez parti sozinho na minha missão, volume no máximo, música a partir tudo e sem dizer uma palavra até chegar à Praia do Medão, vulgo Supertubos. Mal saí do carro deparei-me com alguns close outs bem gigantes até que vi o Manuel Centeno já a fazer a avaliação das condições.
A primeira coisa que me disse foi: “Ó pá… Olha que não sei!”
Eu respondi: “Isto é já p’rá água!”
Já estavam três surfistas no pico, mas nenhum bodyboarder. Isso foi o suficiente para mim. As condições eram as seguintes: de meia em meia hora entrava um set que parecia por momentos Puerto Escondido com 9-12 pés, o offshore era perfeito, nem uma nuvem no céu, mas muitos close outs de 3 metros a fechar de uma ponta a outra.
Eu não estava à espera do tamanho do mar, mas a vontade era tanta desde a Nazaré que entrei de imediato na água, bem em frente ao pico e sem levar com nenhuma das mais portentosas na cabeça. Nisto, esperava pacientemente no pico, à espera de uma daquelas esquerdas, quando fui dando conta que os surfistas saíam, um a um, da água.
Surfei duas horas seguidas sozinho nos Supertubos, pois o Manel acabaria por entrar apenas mais tarde, na maré mais vazia, com um amigo. Havia um fio de pesca no inside no qual toquei duas vezes e isso sim, assustou-me mais do que o tamanho dos sets. Pensei até em sair da água porque não queria tocar no fio uma terceira vez.
Fiz altas ondas até que chegou o meu mano, Luís “Ben” Coelho. Assim que ele entrou na água fizemos o habitual sinal no outside, mas com a forte corrente que se verificava nem conseguimos cumprimentar-nos. Foi nesse momento que ele me avisou que estava a entrar uma série gigante lá bem fora. Decidi remar com tudo para dentro, pois a primeira onda parecia perfeita.
Remei ao máximo para entrar, ela condensou muito e deslocava-se de forma quase lateral à praia. A esquerda parecia Pipe. Ouvia os gritos do “Ben”, mas quando comecei a dropar já não ouvi mais nada a não ser o barulho do lip a quebrar ao meu lado. Quando desci quase perdi a linha do rail e fiz o bottom até ao limite, o lip já tinha passado por cima de mim e já estava a bater ao meu lado e eu ainda sem terminar o meu primeiro bottom. Estiquei tudo para a frente da prancha e viajei no cilindro mais largo que alguma vez vi nos Super. Até o bafo asfixiou aquele momento e levei com a junção de frente sem sair do tubo.
Sem câmaras comigo, nenhum fotógrafo na praia naquele momento, bastou-me ficar com a imagem na cabeça. Até descobrir esta foto de Tom Kitson para me aperceber que, afinal, esta era a tal onda.
Texto: Tó Cardoso | Fotografia: Tom Kitson
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REVELADO O CALENDÁRIO DO CIRCUITO EUROPEU 2017
O calendário do ETB – European Tour of Bodyboard 2017 acaba de ser revelado. Vem um nadinha atrasado, pois estamos quase em junho, mas neste caso mais vale tarde do que nunca.
A boa novidade é que pelo menos três etapas (duas masculinas e uma feminina) têm lugar em território nacional. Trata-se do Ocean Spirit European BB Pro, em Sta. Cruz, e do Aveiro EuroBodyboard Pro, em Aveiro, no masculino. Já nas senhoras é o Miss Activo Cup que tem lugar em Ílhavo.
Santa Cruz, no oeste português, dará assim o pontapé de partida ao circuito europeu na presente teporada, apresentando a prova com o maior prize-money (7 mil euros) e também a que oferece mais pontos ao longo de 2017 (1400 pts). Tem lugar entre 20 a 23 de julho.
Além do masculino e feminino, o ETB apresenta ainda este ano a competição Pro Junior destinada a novos valores do bodyboard e atletas sub-18. Apontem as datas na agenda e comecem a preparar-se.
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‘JAVA EXPERIENCE’ COM FRANCISCO HORTA
Há precisamente um ano descrevia à Vert Magazine como tinha sido mais uma aventura pela Indonésia. Desta vez, para não variar, terminei a temporada de inverno em Portugal com mais uma viagem ao mesmo sítio que tão bons momentos me tem proporcionado. Aproveitei ainda o inicio da temporada por lá, pois é sempre sinónimo de bom swell e pouco crowd.
Ao início o plano era ir sozinho novamente, mas, após meia dúzia de mensagens trocadas, o surfista português Pedro Boonman não pensou duas vezes e decidiu-se juntar a esta trip. Quando chegámos o mar estava muito mau, o Pedro começou então a torcer o nariz e a questionar se tínhamos feito a melhor escolha. Típico.
Na manhã seguinte acordámos e nem parecia que estávamos no mesmo sítio. Quebravam altas ondas, tubos atrás de tubos, meia dúzia de bodyboarders canários a destruir, eu a agradecer por estar novamente naquele paraíso e o Pedro sem palavras para descrever o que estava a ver.
Acabou por ser uma semana intensa de ondas e com o mar a subir de dia para dia, a confiança estava cada vez maior até que o pior aconteceu. Numa direita, dropei atrás do pico, agarrei o “bottom” complicado, encaixei no tubo, o Diogo D Orey que estava a fotografar de fisheye na zona mais crítica da onda começou a gritar de êxtase, e, depois acordei na areia em cima de uma prancha de surf.
Lembro-me de ter sido arrastado pelo “foam ball” e de vir ao de cima com dificuldades em respirar, gritei para o Diogo e depois o que sei foi de ver as filmagens que os canários me mostraram. Felizmente, tudo correu bem porque não estava a surfar sozinho e porque rapidamente todos os que estavam na água ajudaram a socorrer. Um grande obrigado a todos vocês.
Acima de tudo, esta experiência serviu-me de lição e espero que de alguma maneira, sirva para quem está a ler este texto. Devemos sempre respeitar o mar seja qual for o seu aspeto e saber muito bem quais são os nossos limites, pois um pequeno erro ou azar pode ser o suficiente para deixarmos de fazer aquilo que mais amamos, surfar.
Aproveita e revê as imagens do ano passado, aqui.
Texto: Francisco Horta | Fotografia: Diogo d’Orey, Kim Feast & Thiago Okazuka


