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  • PORTUGUESES DE PARTIDA PARA EURO BODYSURF EM FRANÇA

    PORTUGUESES DE PARTIDA PARA EURO BODYSURF EM FRANÇA

    Uma dezena de atletas portugueses estão de partida para França, onde se irá disputar a segunda etapa do Campeonato Europeu de Bodysurf, que este ano teve pela primeira vez início em Portugal, Peniche. A prova terá lugar no fim de semana de 10 e 11 de junho, em Anglet, juntando atletas franceses, portugueses e marroquinos.

    Entre os representantes portugueses, destaca-se a presença dos campeões nacionais de 2016 e 2015, Miguel Rocha e António Stott, bem como de Pedro Collaço, atualmente o atleta melhor classificado no ranking europeu na categoria Open após a primeira etapa (7.º lugar), e Tomás Calmeiro. 

    Os atletas Rui Lopes, António Pedro, Pedro Collaço e Edmundo Barata irão disputar a categoria Masters (+35 anos), que na primeira etapa foi dominada pelos bodysurfers portugueses.

    Pela primeira vez, a comitiva lusa garante também a participação feminina, contando com as presenças de Anita Lino, Teresa Ayala, vencedora da categoria Master feminina na primeira etapa, e Marta Leitão, atual líder do ranking europeu na categoria feminina Open e experiente competidora de Bodyboard. 

    “Estou muito entusiasmada por ir pela primeira vez participar numa prova de Bodysurf fora de Portugal e por ter a companhia de mais duas “waterwomen” portuguesas nesta estreia. Com esta viagem pretendo sobretudo continuar a evoluir no Bodysurf, aprender com as atletas mais experientes e dar o meu melhor a representar o Bodysurf feminino nacional,” resume a atleta.

    Depois das passagens por Portugal e França, a terceira e última etapa do Euro Bodysurf Tour realiza-se em Marrocos, em novembro, sagrando os campeões europeus de Bodysurf 2017 nas diversas categorias.


    Para mais informações: www.bodysurfeurope.com

  • REPENSAR OS PATROCÍNIOS

    REPENSAR OS PATROCÍNIOS

    Não é segredo. Os patrocínios do mundo do Bodyboard estão a ficar cada vez mais escassos. É certo que um ou outro atleta, não muitos, não concordará com esta ideia. Quiçá devido à sua boa imagem e popularidade internacional, ainda goza de um contrato de patrocínio generoso e royalties que lhe permitem continuar a “viver o sonho” e a fazer o que mais gosta.

    No entanto, para muitos outros, a angariação de um sponsor está verdadeiramente escassa. Principalmente para aqueles que procuram preencher a sua prancha com um logótipo forte e capaz de suportar uma intensa época competitiva. Embora tal não deixe de ser estranho, sabendo que os desportos de ondas estão numa curva ascendente a nível global, talvez a questão de fundo se prenda mesmo com a forma como os patrocínios estão a ser vendidos às marcas e empresas. 

    Hoje em dia, face ao desaparecimento cada vez mais premente das revistas, talvez faça mais sentido vender sponsorships consoante o “engagement” que vão tendo nas redes sociais e nos vídeos publicados. Ou seja, alcance, número de gostos e visualizações acabam por dar direito a um determinado valor que consta de uma tabela de pagamentos elaborada para o efeito. No entanto, por mais “shots” bem sucedidos que se façam neste campo, todos eles acabam por ter um efeito efémero (entenda-se, de curta duração, passageiro, temporário). 

    O contrato à moda antiga, que a maior parte conhecia, com direitos e deveres bem definidos para ambas as partes, feito por temporada ou para vários anos, está em franco desuso. É fácil perceber porquê, deve-se ao “emagrecimento” financeiro generalizado das marcas. 

    Portanto, de futuro, talvez os patrocínios esporádicos, aplicados por estação, de curta ou média duração, por evento ou até por objetivo bem definido, passem a fazer parte da carreira e do dia a dia de um atleta. Um pouco como acontece na internet e nos sites onde as campanhas têm um foco específico durante determinado tempo. 

    Não deixa de ser estranho, mas é precisamente a ideia de hipérbole que se pretende aqui. Estas são as regras do mundo atual. Um mundo regido pelos feitos imediatos e mediáticos, pela popularidade fugaz e, infelizmente, um mundo onde parece haver cada vez menos euros destinado aos atletas. 

    Este texto é francamente especulativo, mas foca-se essencialmente numa realidade que está a afetar muitos bodyboarders – a ausência de um “main sponsor“. 

    Meus amigos, urge repensar e adaptar. Rapidamente. 

  • REGIONAL DA MADEIRA EM PORTO DA CRUZ

    REGIONAL DA MADEIRA EM PORTO DA CRUZ

    No passado fim de semana a praia do Porto da Cruz, na Ilha da Madeira, recebeu a 2.ª etapa do Brisa Circuito Regional de Bodyboard 2017. Numa organização da ASRAM – Associação de Surf da Região Autónoma da Madeira com  o Ludens Clube de Machico (LCM) e Iate Clube de Santa Cruz (ICSC), aconteceu também o 1.º Bodyboard Camp de 2017 e “expression sessions”.

    A prova reuniu 20 participantes e viu André Câmara, do LCM, tornar-se o grande vencedor na categoria Open. O atual líder do ranking regional, Tomás Rodrigues, do ICSC, disputou a final mas acabaria por ficar em 2.º lugar. Os restantes lugares do pódio foram preenchidos por Miriam Caires, LCM, em 3.º, e Filipe Fernandes, ICSC, em 4.º.

    Na categoria feminina, Miriam Caires levou a melhor com Alexandra Barreto (LCM), que ficou em 2ª lugar, e Carolina Ornelas, do CAM, que fficou na terceira posição.

    Nas esperanças femininas de bodyboard (Sub-18), Alexandra Barreto venceu, seguida de Luísa Pereira (LCM), em 2.º, Laura Pereira (LCM), em 3.º, e Joana Martins (ICSC), em 4.º lugar.

    Nos Sub-18 Masculino a vitória coube a Filipe Fernandes (ICSC) seguido de Pedro Olim (2.º) e Pedro Borges (3.º), ambos do LCM.

    A próxima etapa tem lugar na Fajã da Areia a 21 e 22 de outubro. 

  • PRAIA DA EMPA RECEBE MELHORES JUNIORES NACIONAIS

    PRAIA DA EMPA RECEBE MELHORES JUNIORES NACIONAIS

    É já nos próximos dias 10 e 11 de junho que tem lugar a terceira etapa do Circuito Nacional de Bodyboard Esperanças 2017. É a terceira de cinco etapas que atribuem os títulos das gerações mais jovens: Sub 12, 14, 16, 18 e Sub 18 Feminino.

    Esta prova, organizada pelo Ericeira Surf Clube e pela Federação Portuguesa de Surf, será realizada na Praia da Empa, Ericeira – entre os picos da Reserva Mundial de Surf, Pedra Branca e do Reef –, destinando-se aos bodyboarders que se iniciam em competições nacionais.

    Na liderança das categorias deste circuito temos, nos Sub 12, Francisco Ferreira, em Sub 14, Pedro Ferreira, em Sub 16, João Ferreira, em Sub 18, Miguel Ferreira, e em Sub 18 Feminino, Teresa Padrela.

    Inscrições abertas até 7 de junho, quarta-feira, neste link

    Para mais info: ericeirasurfclube@gmail.com

  • WAVE OF THE DAY: DANIEL FONSECA VS. MOLHE LESTE

    WAVE OF THE DAY: DANIEL FONSECA VS. MOLHE LESTE

    Wave of the day goes to Portuguese rider Daniel Fonseca in Molhe Leste, Peniche. Mixing carving, barrel time and serious progressive moves in one single wave. What? Score it!!!!

    Footage by Sofia Oliveira

  • TERTÚLIA ADA A 10 DE JUNHO

    TERTÚLIA ADA A 10 DE JUNHO

    Estabelecida nas Caldas da Rainha, e encontrando antecedentes na já extinta associação CADA, a ADA, Associação de Desportos Alternativos, é uma nova associação sem fins lucrativos que procura potencializar e revitalizar a prática de desportos alternativos, como o Surf, Bodyboard, KiteSurf, WindSurf e SUP, em toda a sua área marítima envolvente.

    De facto, quer a Lagoa de Óbidos quer a praia da Foz do Arelho, são dois dos espaços que esta associação pretende dinamizar por via da realização de futuras atividades. Para além disso, esta pretende captar a atenção dos jovens do concelho, levar o desporto até eles e, por consequência, ser um motor de motivação. 

    E como ponto de partida?

    Como ponto de partida a ADA, em parceria com a Toca da Onça – Bistro, e com o apoio da Twin Box Media, a Bird, Foz Surfcamp&School, Surfoz SurfShop e, ainda, Marketing Bernardo Horta, decidiu convidar o bodyboarder Francisco Horta e o surfista Miguel Blanco para darem início às Tertúlias ADA, um ciclo de conferências onde serão abordadas várias temáticas, e que, sem dúvida, poderão aprofundar o conhecimento de muitos e motivar uns tantos outros. 

    E o que é que estes dois vão falar?

    Bem muita coisa, mas interessa-nos saber como é que estes dois convivem com sessões mais pesadas, como na Cave e Peralta, o que fazem para se superar e como é que vencem ou lidam com o medo. Por outro lado, entre algumas fotos e vídeos, poderão ver o Horta a sair ileso de uns drops mal sucedidos e o Blanco a agarrar umas na remada na Cave. 

    Onde é e a que horas vai ser? 

    O local vai ser na Toca da Onça, um bistro com uma excelente atmosfera localizado em Caldas da Rainha, no n.º 4 da Travessa da Cova da Onça. O dia é já este sábado, 10 de junho, pelas 22 horas.

  • INDIGENA

    INDIGENA

    “Indígena” – O novo vídeo de clipe de Tó Cardoso cruza as ondas tubulares do México. O atleta da Nazaré fez o favor nos contar um pouco mais sobre a aventura: 

    “Mexico é um sonho para qualquer bodyboarder que procure explosão, power, velocidade, perfeição. O forte desta viagem foi Colorada, sem dúvida. Um pedaço de areia travado pelas pedras soltas numa única parte da praia isolada de Zicatela. Acabei por realizar um sonho de miúdo, surfar numa espécie de skate park em água a poucos metros da areia. Aí o bodyboard tornou-se fácil e rei. 

    Do outro lado é tudo diferente. Particularmente em Puerto Escondido, se não estiver de gala, então a conversa é outra. Desconhecia o potencial desta praia e nunca o sobrestimei por nascer numa praia tão poderosa como a Praia do Norte. Sou apologista que todo a natureza é forte em qualquer parte do mundo. O que mais me impressionou, até comentei com o meu amigo André Bernardo, foram os sets imprevisíveis que nasciam à nossa frente no outside. Nos dias grandes pensamos que estamos no outside, são e salvos, prontos para recuperar o folgo e, sem ninguém dar por nada, o canhão de Puerto Escondido apresenta-te o verdadeiro balanço do mar que rebenta com toda a força e por vezes com close outs onde não dá para fugir. Esses sets fantasma nos dias grandes são de cortar a respiração. 

    O treino é desgastante, depois de levar com o set o momento torna-se sufocante e não sei o que é mais quente se a água ou o ar. O facto de não ter o fato fez com que ficasse mais tempo no fundo. México é México e os locais têm todo o meu respeito por se mandarem àquelas bombas de alma e coração.”


    Edição: Semiotica Produções

    Captação de Imagem:  Jaciel Santiago, Yana Vaz & Nathan Stuart

  • AMADORA VAI TER PISCINA DE ONDAS; AUSTRÁLIA APRESENTA SURF LAKES

    AMADORA VAI TER PISCINA DE ONDAS; AUSTRÁLIA APRESENTA SURF LAKES

    O Dolce Vita Tejo quer criar um “shopping resort”, uma espécie de parque de diversões no centro comercial que permita aumentar o tempo de permanência dos visitantes. A notícia foi adiantada pelo Expresso a semana passada.

    O projeto, que está a ser analisado pela Câmara Municipal da Amadora, tem previsto a criação de um ‘rocódromo’ (paredes de escalada) e de uma piscina de ondas para surf, entre outras diversões que os responsáveis preferem não desvendar por enquanto mas que irão reforçar as iniciativas pontuais que vão surgindo na praça e as concentrações geradas pelas transmissões de jogos de futebol no ecrã permanente que ali foi colocado, com 130 metros quadrados (m2), um dos maiores da Europa.

    O Dolce Vita Tejo é ainda considerado o maior centro comercial de Portugal, com os seus 104.000 m2 de área bruta locável distribuídos por mais de 30 restaurantes, cerca de 300 lojas e 9000 lugares de estacionamento, entre outras valências.

    Surf Lakes com aprovação de “Occy”

    No outro lado do planeta, do dia para a noite nasceu um novo projeto de ondas artificiais. Depois da Wavegarden e da Kelly Slater Wave Co, eis que um grupo de investidores apresentou uma proposta para um “Surf Lake”, situado bem em frente ao Novotel Hotel de Manly. 

    Nos últimos 18 meses um modelo deste “lago do surf”, com a escala 1:5, tem vindo a ser testado num complexo privado em Melbourne. No entanto, os responsáveis referem que uma versão do tamanho real está agora a ser construída algures na costa central de Queensland. 

    A ideia original partiu de Aaron Trevis, um engenheiro mineiro e surfista frustrado que se juntou à Axstra Capital para reunir os fundos necessários para colocar de pé o projeto. Por um lado, Trevis quis criar os Surf Lakes para chamar a atenção de todos os surfistas através de ondas de 1 metro perfeitas. Por outro, a Axstra Capital viu na crescente popularidade do surf uma forma de ganhar algum dinheiro, fornecendo uma alternativa aos dias de flat e aos tubarões. 

    Noticia_SurfLakes2

    Na apresentação do projeto foram revelados alguns vídeos onde se pode ver uma direita mais tubular, para os mais afoitos, e uma esquerda mais comprida, lenta e gorda para surfistas de nível mais baixo. O lago em si, como se pode ver na imagem, detém a forma rectangular e, ao contrário da Wavegarden ou da KSWC, as ondas propagam-se através de uma plataforma que se encontra no centro. 

    A linha de ondulação circular atinge assim vários bancos e cria as ondas, cerca de oito no total: quatro esquerdas e quatro direitas, incluindo uma secção chamada de “Occy’s Peak”. O campeão mundial de surf de 1999, Mark Occhilupo, é, na verdade, um dos rostos públicos do projeto.  

    Os responsáveis referem que este novo complexo pode debitar 2400 ondas por hora (entre os oito picos), fornecendo sets aos utilizadores a cada 45 segundos. E para que o projeto não fique no papel, o complexo de Queensland estará pronto e a funcionar no final do ano. 

    É o futuro a chegar?