Blog

  • NO OUTRO LADO DO GLOBO

    NO OUTRO LADO DO GLOBO

    Miguel Serrão, que se encontra a viver na Austrália há já três anos e que há bem pouco tempo deu que falar num campeonato local, faz a abertura de mais uma semana na plataforma digital Vert com um espetacular momento capturado este fim de semana algures pela costa de Nova Gales do Sul. 

    Do outro lado do globo, as boas condições a contrastarem bastante com o mau tempo que se fez sentir por cá, resultado da tempestade Félix que deixou a comunidade quase sem opções de surf. 


    Fotografia: Mitch Lovelock | Instagram 

  • MACHADO BROS

    MACHADO BROS

    Recordam-se da aventura dos irmãos Machado, Bernardo e Pedro, no Índico? Entre Sumatra e Java? No verão passado?

    Pois bem, depois do slide show que a Vert teve oportunidade de partilhar (aqui), eis que surgiu agora o vídeo que revela as melhores imagens de ação. Confere já! 

  • COVER BOY ‘NUNO LEÃO’

    COVER BOY ‘NUNO LEÃO’

    Aproveitando a espetacular imagem que nos chegou às mãos, capturada no final de fevereiro, resolvemos fazer um flashback nesta sexta-feira e recuperar uma peça publicada na Vert 100 (julho 2010), no especial entrevistas que recebeu o nome de “Família”. Um detalhe importante, para quem não sabe, é que Nuno Leão foi o protagonista da primeira capa da Vert Magazine. Recordemos então esse artigo:

    Nuno Leão, 43, Carcavelos, Professor do Ensino Básico

    Foste a figura da primeira capa. Que sentimento te despertou na altura?

    Na altura senti-me muito honrado e privilegiado, tendo consciência que, sendo a primeira capa, funcionaria como um marco difícil de ser esquecido, tal como acontece com tudo o que é primeiro! Foi, sem sombra de dúvida, uma realização pessoal, até porque tinha a ideia que ninguém era capa da renovada “Bodyboard Portugal” sem mais nem menos. De alguma forma projectou a minha imagem, talvez catalogada pelos inverts, pelo menos fazia por isso… (risos) Hoje em dia olho para ela e penso: “fogo, o tempo passou a correr! Parece que foi ontem.”

    De todas as outras capas que saíram, qual a que mais gostaste?

    Adorei uma com o Batata, pela onda, pela manobra (ARS) e, fundamentalmente, por ser em Carcavelos, a minha segunda casa. Na época essa edição (N.E.: Vert #28 de Junho 99) teve um impacto extraordinário na comunidade bodyboarder já que era uma onda muito forte e onde o atleta demonstrou muita coragem.

    Dos artigos que lês na revista, qual o que suscita maior interesse?

    Gosto muito de ler coisas relacionadas com competição devido ao facto de não poder seguir a maioria dos campeonatos e, claro, saber quem está a “partir a loiça”, além de conhecer, de alguma forma, a nova geração. Os artigos de viagem também fascinam e deixam-me de água na boa…

    A praia de Carcavelos ainda conquista o interesse de outrora?

    Sim, é uma paixão para sempre, um vício que a Sílvia (minha esposa) teve de habituar-se a compreender. É a terapia mais eficaz que conheço. Claro, logo a seguir a brincar com os meus filhotes (o Zé e a Joaninha)… Ainda hoje, por norma, bem cedinho, lá vou eu divertir-me nas ondas de Carcavelos. É uma escola magnífica, na verdadeira acepção da palavra. Bodyboarders como o Paulinho e o Bernardo dinamizam as suas escolinhas com muito profissionalismo e sabedoria. A eles aproveito para dar os parabéns pelo trabalho desenvolvido.

    Em 1991 foste vice-campeão europeu de cadetes… em casa! Qual foi a sensação de representar a nação e de a elevar a um lugar no pódio?

    Tudo aconteceu muito rápido. Tinha iniciado a competição há relativamente pouco tempo e fiquei algo surpreendido por ter sido seleccionado! No entanto, ainda bem que o fizeram, já que acabei por ser o atleta nacional melhor classificado. Representar Portugal foi fantástico e hoje diria que é uma tradição, para infortúnio das outras nações, sermos nós os vencedores habituais da competição.

    Que momentos recordas dessa época?

    As competições eram feitas por atletas onde imperava a amizade e o respeito. O slogan “perder ou ganhar é desporto” era aplicado na sua totalidade. Durante a competição divertia-me muito, apesar de algum nervosismo que por vezes se apoderava e condicionava a minha prestação. A viagem mais curtida foi a Cabo Verde, em que eu e o Elias vivemos boas experiências convivendo com uma cultura muito descontraída e onde a simpatia contagiava-nos. Diria que os tugas invadiram aquela belíssima ilha de São Vicente para participar no europeu, proporcionando belas actuações e levando para casa a taça, pela mão de Gonçalo Faria. Já agora, onde anda esse gajo? Um abraço para ele. (risos)

    Que atletas te inspiravam na altura?

    Um deles era e continua a ser o Paulinho. Pelo estilo e linha de onda, manobrando de forma limpa. Em tempos, o Pedro Elias e o “Canoa” (Comédias), não só por serem grandes amigos, mas por serem muito habilidosos na arte de surfar. Destaco também o Ratinho que era uma verdadeira “máquina” de competição. Nos dias de hoje faz-me lembrar o Manuel Centeno, também intratável (sem sentido pejorativo) dentro de água…

    Recordo que davas bons aéreos. Eras muito rápido a rodar e a encaixar manobras. Ainda hoje és assim?

    Eu costumo dizer que continuo a fazer aquilo que fazia. Os aéreos continuam a ser uma verdadeira obsessão. Contudo, os outros evoluíram e eu não! (risos) Mas estou a atravessar um bom momento, sinto-me bem fisicamente, o que facilita bastante, já que este é um desporto que puxa muito pelo “catrapázio”. No meio disto tudo preferia que fossem outros a dizê-lo, mas pelo sim pelo não digo-o eu! (risos)

    Que diferenças no bodyboard de hoje para o de antigamente?

    No passado o bodyboard teve uma enorme expansão. As marcas tinham muitos patrocinados, os campeonatos organizavam-se a partir de grandes estruturas e equipamentos, com excelentes prémios monetários. Porém, houve alguns excessos que viriam a revelar-se negativos para a evolução do desporto, numa visão económica, já que o nível dos bodyboarders portugueses continuou – e continua – a ser o melhor da Europa. Desde logo, foram criados mercados paralelos: de uma forma inconsciente, o patrocinado competia com a sua entidade patronal. Outro aspecto que ditou os condicionalismos económicos remete-nos à história do surf, implementado muito antes do bodyboard, e isso continua a fazer toda a diferença. Desde logo, o surf sai sempre beneficiado nas decisões e organizações dinamizadas pela Federação Portuguesa de Surf. Assumo que não disponho de muita informação, mas pelo que me foi dado a conhecer, o Circuito Nacional Open 2009 esteve para não se realizar. Daqui retirei um sentimento agridoce, já que esta competição foi dada como perdida, mas no final, felizmente, lá se realizou…

    Continuas então a seguir as novidades?

    Através da Vert – tanto a revista como o site – acedo a informações que de outro modo não poderia fazer. A nível internacional fico de boca aberta com o Mike Stewart. Impressionante o seu estado físico e psicológico. Sem dúvida, o bodyboarder mais influente de todos os tempos. Na realidade nacional destaco o Pitaça pela sua radicalidade. Quanto ao material técnico tenho visto inúmeras inovações, mas, por vezes, não percebo bem qual a funcionalidade, talvez por não experimentar.

    Hoje em dia qual é o bodyboarder que mais te cativa?

    Pela coragem e dedicação, o Porkito; o Paulinho, por tudo aquilo que atrás referi; e o Tozé, por continuar a fazer o seu bodyboard e pela lealdade com o desporto que amamos.

    No meio de tudo, qual é a melhor parte do bodyboard?

    O poder usufruir da força da Natureza sem qualquer prejuízo da mesma. Nos tempos que correm é uma preciosidade, contrariando a péssima tendência de muitos que frequentam a praia, que o fazem sujando-a e destruindo-a…

    Por último, quem reconheces como sendo o primeiro bodyboarder português?

    Diria o Miguel Theriaga. No entanto, tenho sérias dúvidas se foi realmente o primeiro… Eu não fui, disso tenho a certeza! (risos) Gostaria de lembrar o Pardal e o Horta, dois bodyboarders que infelizmente nos deixaram, já lá vão muitos anos. Gostava ainda de agradecer ao meu pai, que muito me apoiou nos campeonatos; ao Bana, antigo patrocinador e agora grande amigo; e, claro, aos muitos amigos que fiz no percurso de bodyboarder; e agradecer a todos aqueles que participam na realização desta revista, pela oportunidade de poder dizer algo (espero que positivo) aos leitores.


    Fotografia: Bernardo Vidigal

  • ALERTA AMBIENTAL NO MAR DA CALHA

    ALERTA AMBIENTAL NO MAR DA CALHA

    A Surfrider Foundation Europe – Lisboa fez hoje um alerta para o elevado risco de derrame de combustível que pode ser originado pelo navio “Betanzos”, com 118 metros de comprimento, encalhado desde a passada 3ª feira na barra do rio Tejo a norte do Bugio (vulgo Mar da Calha).

    Com vários dias para resolver a situação de desencalhar o barco e/ou retirar o combustível, e após o insucesso de diversas tentativas para retirar o navio, não foi traçado um plano de contingência que deveria ter tido em conta a retirada imediata do combustível quando, nos dias de terça, quarta e quinta-feira, as condições de mar o permitiam.

    A aproximação de uma ondulação muito grande (Surf Report aqui), já prevista desde do início da semana, aliada ao facto de o referido navio ter estado a ser fustigado pela ondulação nos últimos dias, pode significar que as 130 toneladas de combustível marítimo e as 20 toneladas de resíduos oleoso que transporta, venham a ser derramados na barra do Tejo provocando uma catástrofe ambiental para as praias da região da grande Lisboa.

    Os tripulantes do navio, entretanto, foram retirados ontem à tarde da embarcação por um helicóptero da Força Aérea. O armador do Betanzos aguarda agora a chegada de um rebocador de grandes dimensões e um cabo com maior capacidade de tração.

    A intenção, segundo referido ontem, era a de fazer uma nova tentativa esta sexta-feira, mas com o agravamento acentuado do estado do mar dificilmente se conseguirá cumprir esse propósito.

    Vamos esperar pelo melhor e aguardar por mais desenvolvimentos.

  • R.I.P. BZ NANDO

    R.I.P. BZ NANDO

    Fomos hoje confrontados com a morte de Fernando Fernandes, o “BZ Nando”, que em tempos povoou as páginas desta revista para nos falar da sua paixão sobre “barcos com slick arco-íris” (vide Vert 110 de 2014). Nando tinha 48 anos, era instrutor de condução e sucumbiu vítima de problemas cardíacos. 

    Ficam as memórias da sua passagem por este mundo que não serão seguramente esquecidas. A Vert junta-se à família e amigos nesta hora de dor, aproveitando para endereçar também as devidas condolências. 

    Transcrição do artigo publicado na Vert 110: 

    Vintage Quiver: BZ Ben Severson & BZ Pro/Am Slick

    Estas pranchas têm um valor de recordação incalculável e só quem viveu e surfou naquele tempo [há mais de 20 anos atrás] sabe do que falo. Comprei a Ben Severson na antiga Windsurf Guincho do Centro Comercial Amoreiras, em Lisboa. Custou-me mais de 70 contos na época (o equivalente a 350 euros) e escolhi-a porque um amigo meu tinha uma e dizia maravilhas da prancha. Além disso, o Tozé [Fonseca] e o Paulinho [Costa] andavam com essas pranchas e para nós, menos experientes, eles eram uma referência. Já a Pro/Am comprei em segunda mão para oferecer a um sobrinho e iniciá-lo no desporto. Lembro-me que o puto adorou, ficou sem palavras quando viu uma prancha de tal gabarito. Mas mais tarde enveredou pelo surf e devolveu-me a relíquia.

    A minha primeira experiência com a Ben Severson foi na Fonte da Telha. Estava um meio-metro mal medido, mas a pica era tanta para a estrear que a saquei logo da capa e entrei no mar. Era uma prancha muito vistosa, o slick bastante colorido, dava muito nas vistas. Lembro-me bem do stress que era passar a rebentação com estes barcos. Com a Pro/Am era mais fácil, porque era mais estreita, mas sempre gostei mais da Ben Severson.

    A história que melhor me recordo foi passada com a Ben Severson numa sessão fotográfica que tentei realizar num dia perfeito na Praia Grande, algures em 1994. Apanhei uma direita massuda e oca e, quando me vou a fazer ao tubo, fui apanhado pela onda. Ia morrendo, não me lembro de ter ficado tanto tempo submerso. Tive de sair e lá se foi a sessão planeada, mas o tamanho do mar não permitia erros.

    “Naquela altura não percebíamos nada de nada no bodyboard. Acreditávamos que, quanto maior fosse a prancha, melhor a performance”

    Apaixonei-me pelo bodyboard a fazer carreirinhas na Costa de Caparica com uma prancha de esferovite, em inícios de 1980. Influenciado por um amigo, experimentei e gostei imenso. Daí para a frente sonhei em ter uma prancha a sério. Depois, um outro amigo também se entusiasmou pelo desporto e por volta de 1986 já andávamos com umas pranchas Scott Hawaii a fazer as primeiras ondas no outside. Foi na mesma época em que nasceu o meu grupo de surfadas. Éramos quase meia dúzia e juntávamo-nos no pontão do “Barbas” e na praia do CDS, Costa de Caparica. Hoje dão histórias inesgotáveis de uma juventude saudável, de amizades puras entre surfadas, surf trips e borgas.

    Todos estes eventos aconteceram num período em que não percebíamos nada de nada no bodyboard. Acreditávamos que, quanto maior fosse a prancha, melhor a performance. Depois limitávamo-nos a ir para a praia, sem saber as previsões do mar e aprendíamos uns com os outros, tentando interpretar como se fariam as manobras que víamos nas revistas.

    Estas pranchas estão agora em minha casa, bem guardadas e protegidas, como se de um tesouro se tratasse. Lembram-me a minha juventude, o quanto me sentia bem em surfar com elas. Foram momentos mágicos que vivi. Hoje estou velho e cansado. Mas ainda apanho uma marrecas. Sou um old school apaixonado pelo bodyboard.


    Fotografia: Catarina Fernandes

  • JOANA SCHENKER QUER VENCER NA CAPARICA

    JOANA SCHENKER QUER VENCER NA CAPARICA

    Em Dia Internacional da Mulher, Joana Schenker prepara-se para voltar ao lugar do crime e atacar, mais uma vez, o Circuito Nacional e Europeu! O palco é o Caparica Primavera Surf Fest 2018 (CPSF). 

    “Gosto muito da etapa da Caparica por variadas razões: a organização é excecional, o prize money é muito bom para a nossa realidade – homens e mulheres iguais –  e ainda por cima tenho ganho sempre. Como não gostar?!”, confessou a bodyboarder algarvia. 

    Joana Schenker, que em 2017 partiu do Nacional da Caparica, a primeira prova do ano, que venceu, para os títulos Europeu e Mundial.

    Circuito Europeu, aliás, cujo calendário foi apresentado esta semana e que este ano faz a sua estreia no Caparica Primavera Surf Fest. Facto que Joana não esquece:

    “Este ano, o Caparica Primavera Surf Fest é ainda mais importante para mim, pois terei de defender o título nacional e europeu. Não vou ficar esmagada pela responsabilidade, apenas vou desfrutar da competição e, claro, espero ganhar. Seria a cereja no topo, não é?”

    Para seguir atentamente, nas águas da margem sul, a partir de 22 de março. 

    Toda a programação do CPSF2018 aqui.  

  • THROWBACK TO A FEBRUARY SESSION

    THROWBACK TO A FEBRUARY SESSION

    Throwback clip to an epic morning held at Supertubos, Peniche – February, 22nd 2018. Crew were Daniel Fonseca, Bodecas, Tó Cardoso, Dino Carmo, Carlos Elias and the surfers Gui Fonseca and Pedro Boonman. #TBT


    Filmed by Tomás Bello (land) & Diogo d’Orey (water). 

  • DIA INTERNACIONAL DA MULHER

    DIA INTERNACIONAL DA MULHER

    No Dia Internacional da Mulher resolvemos destacar uma imagem incrível de Teresa Almeida, campeã mundial ISA em 2014, a fazer aquilo que gosta por casa – a Praia do Norte. Oficialmente, as celebrações do Dia Internacional da Mulher começaram a ter lugar a partir de 1909, num luta por igualdade de direitos, tendo sempre como objetivo recordar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres. 

    Porque o sol quando nasce é igual para todos… 

    Na verdade, o mundo feminino é uma força crescente, até pela Vert Magazine que, em termos estatísticos e em massa de seguidores nas redes sociais, se situa agora em cerca de 16%. Sem dúvida, um crescimento abismal face aos 5% que se verificava há um ano atrás. Isto leva-nos a ser mais sensíveis e a ponderar melhor as futuras publicações da sempre polémica rubrica “Aloha Friday”. 

    Todos os dias são vossos, mas este é especialmente dedicado a vós. Façam o favor de continuarem a inspirar-nos, de serem felizes e de perseguir sempre os vossos sonhos. 

    Feliz Dia Internacional da Mulher! 


    Fotografia: Hélio António