Author: Vert Magazine

  • ROME TO DUBAI

    ROME TO DUBAI

    Italian boy has moved from Italy to Dubai, two World locations apparently well known for the lack of swell and waves. However, sometimes things are not quite as they seems. 

    Our friend Davide Danti still having fun and been riding a few waves lately. Recently he went from Rome to Dubai taking advantage of non-stop swells. We got a word from him: 

    “I moved here (Dubai) two years ago to work as an Aircraft Dispatcher. I was in Alitalia but due to bad contracts they offer me to come here so I come knowing that there was no Bodyboard and waves at all. Instead I discovered a new World of Waves, empty shorebreaks and amazing skylines. A bigger swell is coming soon so I hope to get nice ones”.

    Photos in top are from Rome last swells and also Dubai. Enjoy!  

  • PARABÉNS LARA!

    PARABÉNS LARA!

    Texto retirado do artigo “Rostos Lusitanos” da Vert 110 (2014) com vista a celebrar o 38.º aniversário de Hélio Conde, o “Laranja”. PARABÉNS!

    (…) sentei-me numa esplanada com outro dos bodyboarders que figuraria nos livros da história do desporto em Portugal. Hélio “Laranja” Conde, 34 anos, é ainda um símbolo da fortaleza bodyboarder de Peniche e um dos mais acarinhados e humildes atletas daquele litoral. Era o espelho da originalidade e garra dentro de água, qualidades que só alguns predestinados têm no sangue. Quem não se recorda da secção do Laranja no filme “Liberdade de Movimento”, em que se lançava dos lips em manobras criativas e menos conhecidas no bodyboard, como El Rollos invertidos e Gorfs? 

    “Cresci com o bodyboard português, via muito o Gonçalo Faria, o Paulinho, a velha geração toda, e também via os australianos. Então achava que nós tínhamos potencial para sermos tão bons ou melhores que eles. Pensei, ‘se eles são capazes, então nós também somos capazes’. E comecei a brincar com isso dentro de água com os meus amigos, fazendo Frontflips e Backflips, que não altura não existiam. Depois até fui para a ginástica artística e trampolins para poder praticar melhor os movimentos, e daí surgir as tais manobras”, conta-me entre baforadas num Golden Virginia na esplanada do Danau Baleal Beach Club, onde trabalha.

    Laranja amadureceu na mesma época dourada do Batata e partilha com ele caraterísticas em comum: tem um discurso direto e despudorado, a competição não o atraía – apesar de alguns bons resultados, por exemplo, no mundial em Sintra – e vive o bodyboard com a mesma intensidade e ardor que há 15 anos atrás. Reparem, acorda às seis da manhã para ir buscar os miúdos para as aulas de bodyboard que leciona; deixa-los em casa antes de entrar ao trabalho; e regressa ao lar já ao fim da tarde para estudar as fotografias e vídeos dos treinos. Laranja respira bodyboard e tem com o mar uma ligação para a vida que agora se empenha a transmitir aos mais novos. 

    “O meu objetivo na água sempre foi divertir-me e superar-me a mim próprio. Se numa onda fazia um aéreo em que saía um metro fora de água, na seguinte tinha de sair dois metros. A relação com as ondas vem desde miúdo, cresci em frente ao mar e sempre tive contato com ele. Ganhei um à-vontade com o mar. Quando comecei a praticar bodyboard, gostei da velocidade que gerava quando deslizava numa onda. Ao projetar os primeiros El Rollos e 360 Aéreos reparei que isto dava para fazer imensas coisas. Daí que pensei que quanto maior surfasse, maior seriam as batidas nos lips, mais tempo estaria no ar e mais tempo teria para fazer as manobras que quero. E é tudo o que aprendi ao longo da vida que hoje transmito aos meus alunos.”


    Texto: Ricardo Miguel Vieira | Fotografia: Marco Gonçalves

  • MORREU O CEO DA QUIKSILVER 

    MORREU O CEO DA QUIKSILVER 

    De acordo com o município de Landes, a busca por Pierre Agnès foi dada por terminada. O importante dispositivo desencadeado na passada terça-feira ao largo de Hossegor e Capbreton, na costa sudoeste de França, para encontrar o CEO da Quiksilver, cujo barco foi encontrado vazio numa praia, foi desmantelado ontem ao final do dia pelas autoridades.

    “O barco de Pierre Agnès, de 54 anos, presidente do grupo Boardriders Inc, proprietário das marcas Quiksilver, Roxy e DC Shoes, foi encontrado esta manhã na praia de Boiteux em Soorts-Hossegor. Agnès saiu para o mar às 7h30 de terça-feira, 30 de janeiro”, escreveu a prefeitura de Landes em comunicado na passada terça-feira. 

    Pierre era um ávido e frequente pescador e acredita-se que estivesse a pescar sozinho, como fazia muitas vezes. O que terá sucedido permanece por esclarecer, mas uma teoria em concreto parece agora ganhar força e justificar, eventualmente, o seu desaparecimento. 

    Diz-se que terá posto o seu barco em modo automático, terá escorregado e caído à água sem conseguir voltar à embarcação uma vez que esta tinha o motor em andamento. A água estava fria, em torno dos 13/14 graus Celsius, e muito provavelmente não teria um fato de surf vestido. 

    Ora, mesmo sabendo que era um ótimo nadador, mas estando longe de terra, em água fria e com nevoeiro, portanto, sem qualquer ponto de orientação, fica difícil sobreviver sem ajuda humana. Eventualmente terá morrido de afogamento, mas esta é apenas uma das teorias que está a ser equacionada para justificar o sucedido. 

    Pierre Agnès era uma das pessoas mais influentes na indústria do surf, tendo trabalhado na Quiksilver durante 30 anos e ocupado a posição de CEO desde 2015. Recentemente, no início de janeiro, a empresa-mãe norte-americana das marcas Quiksilver e Roxy adquiriu a rival australiana Billabong, passando a deter os dois importantes nomes do surfwear.

    Que a sua alma descanse em paz.

  • OLHAR O PASSADO

    OLHAR O PASSADO

    Texto publicado inicialmente na Vert nr. 97 (dezembro 2009).

    Nota: Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência – mesmo passados 8 anos. 

    Num dos poucos dias que tive o especial prazer de apanhar boas ondas ultimamente, dei por mim a pensar no discurso comum de quem me rodeia, no que ao bodyboard diz respeito e ao seu “estado” de uma maneira geral. Quase todos já percebemos que tempos houve em que os principais intervenientes na indústria, digamos, eram melhor remunerados, face ao custo de vida, do que são provavelmente agora. A recessão económica global acentuou-se bastante nos últimos 2/3 anos e isso justifica, confesso, algumas opiniões mais pessimistas relativamente ao futuro deste nosso, no mínimo, estilo de vida. 

    De resto, há muitas e várias razões para um desinvestimento acentuado do que vulgarmente conhecemos por “gigantes da surfwear”. É simples. Não precisam de o fazer para ter retorno, algo que não me incomoda só a mim, mas também todos os que amam isto como algo profundo e essencial nas suas vidas. Já se discutiu vezes sem conta um certo “preconceito” latente entre as várias abordagens de Wave Riding. Também vos digo, já me incomodou mais e acho que devemos dar um passo em frente e calcular onde queremos chegar, porque se chegámos onde estamos, não foi por acaso. 

    Para mim a evolução não tem necessariamente que passar por circuitos milionários, ordenados chorudos ou uma indústria saudável e vigorosa. Isso nunca aconteceu, mas ainda cá andamos e andaremos. Sabem porquê? Porque temos uma identidade e uma história, a qual devemos saber fazer passar às novas gerações. Quem não conhece o passado, dificilmente enfrentará o futuro. E a história do bodyboard tem intervenientes e é real, aconteceu! 

    Como aconteceu em Pipeline o primeiro dez unânime de todos os juízes após um rollo aéreo do Mike; ou a mesma manobra executada por Guilherme em condições dantescas e que mudaram para sempre a abordagem do boogie na mais famosa bancada do universo.

    Após tudo ter começado mais a sério em Sandy Beach, já muito aconteceu. Criaram-se lendas, fizeram-se campeões e quebraram-se muitas barreiras. Isso ninguém nos tira e faz parte do nosso próprio património. 

    Se seguirmos o nosso rumo, sem grandes alaridos, penso que as coisas vão acontecer naturalmente. Também foi naturalmente que ao boogie e aos seus protagonistas ficou reservado o direito de descer as ondas mais pesadas do planeta. Não consigo por isso aceitar que tenhamos de nos resignar ou revoltar. Temos é que usufruir e seguir as nossas convicções ou ambições, como queiram. 

    Apesar de tudo, as nossas emoções continuam a ser testadas quando estamos bem “deep” dentro de um tubo ou rodamos de olhos abertos num rollo a voar. Isso nem a pior das conjecturas consegue mudar – é que é sempre bom e intenso. Apesar dos escassos recursos, a alma pode e deve ter a sua recompensa com uma simples boa sessão na água. Devemos focar-nos na ambição de dar o melhor para mudar as coisas, mas não fazer disso uma bandeira, sejamos positivos e que continuemos a ir à água por muito tempo. Por mim, enquanto conseguir andar, prometo lá ir porque o que me move é a paixão e essa só a sinto a aumentar com o arrastar dos anos.

    Percorremos o trajecto até aqui e isso faz-me acreditar que o faremos no futuro, até porque cada vez temos mais exemplos de quão empreendedores podemos ser quando queremos. O conceito Special Edition é um bom exemplo para ilustrar esta ideia. Tenho a certeza que teremos sempre a nossa história e os nossos actores, os quais mostraram ao mundo, principalmente na última década, que perante tanta atitude, tanto comprometimento e ousadia diante a natureza de uma maneira tão óbvia, um dia haverão de ser recompensados. 

    Por mim, cá espero continuar com esta paixão arrebatadora, tal como quando comecei com a “velha” Morey Boogie no final dos anos 80. Desculpem lá dar-me para o sentimento. 

    Boas ondas! 


    Texto: Bruno Lisboa | Fotografia: Pablo Jimenez

  • SURF REPORT ATÉ 5 DE FEVEREIRO 

    SURF REPORT ATÉ 5 DE FEVEREIRO 

    Temporada de inverno a mostrar-se generosa nos últimos dias com garantia de mais ondas e swell até à próxima segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018. Confere a previsão: 

    31 de janeiro, quarta-feira

    Seguindo a tendência de terça-feira, o vento vai manter-se fraco a moderado do quadrante leste de manhã (até às 12h) rodando para norte à tarde. Swell de NO cai de 1,6m (terça-feira) para 1,3m (quarta-feira) com 12 segundos de período, mas ainda assim a garantir surf nos beach-breaks mais consistentes, como Moledo, Mariana, Aguçadoura, Leça da Palmeira, Espinho, Costa Nova, Murtinheira, Praia do Norte, Belgas, Santa Cruz, São Julião, Praia Grande, Costa de Caparica, Monte Clérigo, Amado e também o barlavento e sotavento do Algarve. Ondas em geral entre 0,5 e 1,0m, mas a PN poderá debitar vagas um pouco maiores. A matinal é de aproveitar. 

    1 de fevereiro, quinta-feira

    Ainda com vento fraco de manhã (a aumentar com o passar das horas) a situação começa a mudar com a nortada a dar sinal durante todo o dia. Ondulação de NO também em crescendo, sendo de 2,1m com 9 segundos de período de manhã e ao final do dia de 3,3m com 15 segundos de período. Matosinhos, com 1 metro, é a melhor opção a norte; Cabedelo da Figueira, Supertubos e a Linha de Cascais conquistam as atenções ao centro; Arrifana e alguns spots do barlavento e sotavento algarvios levam a preferência a sul.  

    2 de fevereiro, sexta-feira

    Ondulação ainda de NO a cair de 3,9m para 2,6m com 14 segundos, com o vento a querer mudar de norte para ENE com o passar das horas. Vamos ter uma situação de quase offshore ao longo da costa, o que significa que spots como Viana do Castelo, Praia da Barra, Praia do Norte, alguns reefs da costa oeste, Ericeira, Costa de Caparica, Arrifana, Ponta Ruiva e Tonel estarão a funcionar, com surf entre 1,0 e os 2,0m.  

    3 de fevereiro, sábado

    Vento a assumir-se de leste de manhã, de intensidade fraca, a rodar para o quadrante norte a partir das 12h. Ondulação ainda de NO a cair de 1,8m para 1,6m com 11 segundos de período. Os beach-breaks mais consistentes da costa voltam a levar a preferência: Moledo, Arda, Leça, Costa Nova, S. Pedro de Moel, Foz do Arelho, São Julião, Praia Grande, Costa de Caparica, Zambujeira do Mar, Carrapateira e Tonel. A matinal é de aproveitar.  

    4 de fevereiro, domingo

    O vento volta a intensificar-se e oscila entre o quadrante norte e este-nordeste. Swell também sobe de 2,0m até 3,0m com 13 segundos de período. Matosinhos, com cerca de 1,0m, é a principal opção no Porto, Cabedelo da Figueira a funcionar com ondas de 1,0 a 1,5m, o Canhão da Nazaré poderá revelar algumas bombas entre os 3,0 e 5,0 metros, Supertubos com cilindros de 1,0 a 2,0 metros, Carcavelos a animar a comunidade com ondas de 0,5 a 1,0m (dependendo das marés), Margem Sul com ondas de 1,0 a 1,5m, São Torpes, Arrifana e Beliche (0,5m). 

    5 de fevereiro, segunda-feira

    A semana a iniciar com swell consistente de 3,0 metros vindo de noroeste, 13 a 14 segundos de período. Vento forte de norte a dar ligeiros toques de ENE. As opções do dia anterior mantêm-se, mas definitivamente com mais vento. Spots mais abrigados e virados a sul, como Matosinhos, Supertubos/Molhe Leste, Carcavelos, São Pedro, São João do Estoril, Arrifana e Zavial, a levarem a preferência nas opções. 

    Boas ondas! 

  • ISRAEL 

    ISRAEL 

    Kiril Shchegolsky e Mor Cooper exploram um reef-slab no norte de Israel, deixando indicar que, por vezes, os locais mais estranhos e menos óbvios, podem proporcionar boas surpresas! 

  • INVERT TO REVERSE

    INVERT TO REVERSE

    Um grande momento de bodyboard para fazer a atualidade do dia, com o açoriano Pedro “Pedrim” Correia em destaque nas águas de São Miguel através de um Invert to Reverse – manobra que inicia com o Invert e termina com um Reverse Air. Enjoy! 


    Fotografia: Carlos Duarte

  • O POTENCIAL ESCONDIDO

    O POTENCIAL ESCONDIDO

    Texto retirado do artigo “Frames com História” da edição nr. 100 (junho 2010)

    A Crazy Left é um pico surpreendente! Não são raras as vezes que chego à baía dos Coxos, olho para ela e penso: 

    “Bah… não tem parede, é o drop e mais nada”. 

    Na verdade esta onda tem muito que se lhe diga. Muito por força do meu amigo Tomás Valente, que habitualmente está por lá em amena cavaqueira com o pessoal do bodyboard, comecei a visitá-la mais vezes. A onda dobra um pouco e de lado não se percebe bem o seu potencial, mas quando damos um passo atrás e subimos o monte… aí ela mostra-se em todo o seu esplendor! 

    Não Identificado, Crazy Left, 1600 | f5.6 iso 200 | 600mm


    Texto & fotografia: André Carvalho