Author: Vert Magazine

  • INTER-SÓCIOS DE SANTA CRUZ ESTÁ DE VOLTA

    INTER-SÓCIOS DE SANTA CRUZ ESTÁ DE VOLTA

    Pelo terceiro ano consecutivo, Santa Cruz volta a ser palco de disputa entre os melhores atletas nas modalidades de surf, skimboard, bodyboard e bodysurf. A primeira etapa das três previstas, promovidas pela Associação Sealand, realiza-se já nos dias 30 e 31 de março. 

    O primeiro dia de competição (30 de março, sexta-feira) é dedicado ao Surf e ao Bodyboard, ficando o bodysurf e skimboard com o segundo dia de competição (31 de março, sábado).

    Para isso, os atletas interessados em participar terão de fazer a inscrição previamente, através do site da Sealand, na área de inscrições, ou presencialmente na sede, de quinta-feira a domingo, entre as 16 e as 19 horas. 

    As inscrições têm um valor de 10 Sealands por etapa e é obrigatório ser sócio da ASSC com as quotas em dia. 

    Os campeões em título são Cainâ Souza (Surf), Bruno Dias (Bodyboard), Rodrigo Carrajola (Bodysurf) e Afonso Ruiz (Skimboard) que assim levaram para casa um cheque viagem de 400€. 

    Para 2018, o prémio para o vencedor de cada circuito mantêm-se um cheque-viagem no valor de 400€, havendo ainda excelentes prémios para os mais regulares e para os primeiros classificados de cada etapa o que faz deste circuito um dos mais apelativos circuitos inter-sócios do país. 

    www.sealandsantacruz.com

  • CHAPTER

    CHAPTER

    NMD Board Co and Bodyboard Center present Chapter, the new video directed by Antoine Chicoye (Palm production) featuring bodyboarders Max Castillo and Teresa Almeida.

    Antoine Chicoye followed Max during the last two events of last year APB Tour season, Nazaré and Fronton. It presents the everyday life of a young couple sharing the same passion: Bodyboarding.

  • SESSÃO DO ANO

    SESSÃO DO ANO

    Okay, exagerámos. Pode não ter sido a sessão do ano, mas foi definitivamente uma das melhores que teve lugar na costa marroquina nestes primeiros meses de 2018. Em ação, cruzando um tubão monumental, provando que os bodyboarders marroquinos são realmente uma potência a ter em conta, encontra-se Ali Bendaghou. 


    Fotografia: Yassine Belhouari

  • 23 ANOS DE SHAPE COM GATO

    23 ANOS DE SHAPE COM GATO

    Esta semana está a ser especial para Carlos Fernandes, o “Gato”, head shaper da Refresh Boards, uma vez que celebra o incrível marco de 23 anos a shapear pranchas de bodyboard.

    Para os mais distraídos, deixem-nos que vos diga que o trabalho de Gato não tem passado ao lado de alguns dos melhores riders de referência mundial, tornando-o, sem qualquer margem de dúvida, num dos mais progressivos, interessados e procurados shapers da atualidade.

    Pesquisa, desenvolvimento, teste e inovação. Estas são algumas das caraterísticas que estão por detrás do seu incansável trabalho. Só na Refresh Boards, Gato já produziu mais de dez mil pranchas e lançou em simultâneo novos blocos e designs que atestam bem o seu profissionalismo numa carreira dedicada à modalidade.

    
“Faz precisamente 23 anos que comecei a shapear pranchas. Quero agradecer a todos os que ajudaram a tornar o meu sonho possível. Um sonho com altos e baixos, mas sempre com a confiança de que fiz um bom trabalho em prol do meu desporto! Muito obrigado a todos que me ajudaram, pois sem vocês nada seria possível!”, comentou.

    Cada um é livre de deixar o seu comentário no espaço em baixo, mas aqui pela redação da Vert só queríamos deixar claro que efetivamente existem bons profissionais e projetos em Portugal e que, por vezes, se conseguem lançar bons produtos que em nada perdem para a concorrência estrangeira. A Refresh é um bom exemplo.

    Parabéns e que venham mais 23 anos!


    Fotografia: Pedro Carvalho

  • WAVEHOUSE AT DURBAN

    WAVEHOUSE AT DURBAN

    Couple bodyboarding rides at the WaveHouse Durban during the Flowrider Championships. Enjoy. 

  • NO OUTRO LADO DO GLOBO

    NO OUTRO LADO DO GLOBO

    Miguel Serrão, que se encontra a viver na Austrália há já três anos e que há bem pouco tempo deu que falar num campeonato local, faz a abertura de mais uma semana na plataforma digital Vert com um espetacular momento capturado este fim de semana algures pela costa de Nova Gales do Sul. 

    Do outro lado do globo, as boas condições a contrastarem bastante com o mau tempo que se fez sentir por cá, resultado da tempestade Félix que deixou a comunidade quase sem opções de surf. 


    Fotografia: Mitch Lovelock | Instagram 

  • MACHADO BROS

    MACHADO BROS

    Recordam-se da aventura dos irmãos Machado, Bernardo e Pedro, no Índico? Entre Sumatra e Java? No verão passado?

    Pois bem, depois do slide show que a Vert teve oportunidade de partilhar (aqui), eis que surgiu agora o vídeo que revela as melhores imagens de ação. Confere já! 

  • COVER BOY ‘NUNO LEÃO’

    COVER BOY ‘NUNO LEÃO’

    Aproveitando a espetacular imagem que nos chegou às mãos, capturada no final de fevereiro, resolvemos fazer um flashback nesta sexta-feira e recuperar uma peça publicada na Vert 100 (julho 2010), no especial entrevistas que recebeu o nome de “Família”. Um detalhe importante, para quem não sabe, é que Nuno Leão foi o protagonista da primeira capa da Vert Magazine. Recordemos então esse artigo:

    Nuno Leão, 43, Carcavelos, Professor do Ensino Básico

    Foste a figura da primeira capa. Que sentimento te despertou na altura?

    Na altura senti-me muito honrado e privilegiado, tendo consciência que, sendo a primeira capa, funcionaria como um marco difícil de ser esquecido, tal como acontece com tudo o que é primeiro! Foi, sem sombra de dúvida, uma realização pessoal, até porque tinha a ideia que ninguém era capa da renovada “Bodyboard Portugal” sem mais nem menos. De alguma forma projectou a minha imagem, talvez catalogada pelos inverts, pelo menos fazia por isso… (risos) Hoje em dia olho para ela e penso: “fogo, o tempo passou a correr! Parece que foi ontem.”

    De todas as outras capas que saíram, qual a que mais gostaste?

    Adorei uma com o Batata, pela onda, pela manobra (ARS) e, fundamentalmente, por ser em Carcavelos, a minha segunda casa. Na época essa edição (N.E.: Vert #28 de Junho 99) teve um impacto extraordinário na comunidade bodyboarder já que era uma onda muito forte e onde o atleta demonstrou muita coragem.

    Dos artigos que lês na revista, qual o que suscita maior interesse?

    Gosto muito de ler coisas relacionadas com competição devido ao facto de não poder seguir a maioria dos campeonatos e, claro, saber quem está a “partir a loiça”, além de conhecer, de alguma forma, a nova geração. Os artigos de viagem também fascinam e deixam-me de água na boa…

    A praia de Carcavelos ainda conquista o interesse de outrora?

    Sim, é uma paixão para sempre, um vício que a Sílvia (minha esposa) teve de habituar-se a compreender. É a terapia mais eficaz que conheço. Claro, logo a seguir a brincar com os meus filhotes (o Zé e a Joaninha)… Ainda hoje, por norma, bem cedinho, lá vou eu divertir-me nas ondas de Carcavelos. É uma escola magnífica, na verdadeira acepção da palavra. Bodyboarders como o Paulinho e o Bernardo dinamizam as suas escolinhas com muito profissionalismo e sabedoria. A eles aproveito para dar os parabéns pelo trabalho desenvolvido.

    Em 1991 foste vice-campeão europeu de cadetes… em casa! Qual foi a sensação de representar a nação e de a elevar a um lugar no pódio?

    Tudo aconteceu muito rápido. Tinha iniciado a competição há relativamente pouco tempo e fiquei algo surpreendido por ter sido seleccionado! No entanto, ainda bem que o fizeram, já que acabei por ser o atleta nacional melhor classificado. Representar Portugal foi fantástico e hoje diria que é uma tradição, para infortúnio das outras nações, sermos nós os vencedores habituais da competição.

    Que momentos recordas dessa época?

    As competições eram feitas por atletas onde imperava a amizade e o respeito. O slogan “perder ou ganhar é desporto” era aplicado na sua totalidade. Durante a competição divertia-me muito, apesar de algum nervosismo que por vezes se apoderava e condicionava a minha prestação. A viagem mais curtida foi a Cabo Verde, em que eu e o Elias vivemos boas experiências convivendo com uma cultura muito descontraída e onde a simpatia contagiava-nos. Diria que os tugas invadiram aquela belíssima ilha de São Vicente para participar no europeu, proporcionando belas actuações e levando para casa a taça, pela mão de Gonçalo Faria. Já agora, onde anda esse gajo? Um abraço para ele. (risos)

    Que atletas te inspiravam na altura?

    Um deles era e continua a ser o Paulinho. Pelo estilo e linha de onda, manobrando de forma limpa. Em tempos, o Pedro Elias e o “Canoa” (Comédias), não só por serem grandes amigos, mas por serem muito habilidosos na arte de surfar. Destaco também o Ratinho que era uma verdadeira “máquina” de competição. Nos dias de hoje faz-me lembrar o Manuel Centeno, também intratável (sem sentido pejorativo) dentro de água…

    Recordo que davas bons aéreos. Eras muito rápido a rodar e a encaixar manobras. Ainda hoje és assim?

    Eu costumo dizer que continuo a fazer aquilo que fazia. Os aéreos continuam a ser uma verdadeira obsessão. Contudo, os outros evoluíram e eu não! (risos) Mas estou a atravessar um bom momento, sinto-me bem fisicamente, o que facilita bastante, já que este é um desporto que puxa muito pelo “catrapázio”. No meio disto tudo preferia que fossem outros a dizê-lo, mas pelo sim pelo não digo-o eu! (risos)

    Que diferenças no bodyboard de hoje para o de antigamente?

    No passado o bodyboard teve uma enorme expansão. As marcas tinham muitos patrocinados, os campeonatos organizavam-se a partir de grandes estruturas e equipamentos, com excelentes prémios monetários. Porém, houve alguns excessos que viriam a revelar-se negativos para a evolução do desporto, numa visão económica, já que o nível dos bodyboarders portugueses continuou – e continua – a ser o melhor da Europa. Desde logo, foram criados mercados paralelos: de uma forma inconsciente, o patrocinado competia com a sua entidade patronal. Outro aspecto que ditou os condicionalismos económicos remete-nos à história do surf, implementado muito antes do bodyboard, e isso continua a fazer toda a diferença. Desde logo, o surf sai sempre beneficiado nas decisões e organizações dinamizadas pela Federação Portuguesa de Surf. Assumo que não disponho de muita informação, mas pelo que me foi dado a conhecer, o Circuito Nacional Open 2009 esteve para não se realizar. Daqui retirei um sentimento agridoce, já que esta competição foi dada como perdida, mas no final, felizmente, lá se realizou…

    Continuas então a seguir as novidades?

    Através da Vert – tanto a revista como o site – acedo a informações que de outro modo não poderia fazer. A nível internacional fico de boca aberta com o Mike Stewart. Impressionante o seu estado físico e psicológico. Sem dúvida, o bodyboarder mais influente de todos os tempos. Na realidade nacional destaco o Pitaça pela sua radicalidade. Quanto ao material técnico tenho visto inúmeras inovações, mas, por vezes, não percebo bem qual a funcionalidade, talvez por não experimentar.

    Hoje em dia qual é o bodyboarder que mais te cativa?

    Pela coragem e dedicação, o Porkito; o Paulinho, por tudo aquilo que atrás referi; e o Tozé, por continuar a fazer o seu bodyboard e pela lealdade com o desporto que amamos.

    No meio de tudo, qual é a melhor parte do bodyboard?

    O poder usufruir da força da Natureza sem qualquer prejuízo da mesma. Nos tempos que correm é uma preciosidade, contrariando a péssima tendência de muitos que frequentam a praia, que o fazem sujando-a e destruindo-a…

    Por último, quem reconheces como sendo o primeiro bodyboarder português?

    Diria o Miguel Theriaga. No entanto, tenho sérias dúvidas se foi realmente o primeiro… Eu não fui, disso tenho a certeza! (risos) Gostaria de lembrar o Pardal e o Horta, dois bodyboarders que infelizmente nos deixaram, já lá vão muitos anos. Gostava ainda de agradecer ao meu pai, que muito me apoiou nos campeonatos; ao Bana, antigo patrocinador e agora grande amigo; e, claro, aos muitos amigos que fiz no percurso de bodyboarder; e agradecer a todos aqueles que participam na realização desta revista, pela oportunidade de poder dizer algo (espero que positivo) aos leitores.


    Fotografia: Bernardo Vidigal