Blog

  • Bodyboarder está desaparecido na Costa de Caparica

    Bodyboarder está desaparecido na Costa de Caparica

    Um bodyboarder desapareceu ontem, domingo, na Costa de Caparica, no distrito de Setúbal, tendo a Polícia Marítima e os Bombeiros desencadeado, durante a tarde, uma operação de busca por terra e mar, disse o porta-voz da Marinha.

    “A Polícia Marítima e os bombeiros efetuaram uma patrulha no areal até à Praia Nova, pela linha de costa”, disse à Lusa o comandante Fernando Pereira da Fonseca.

    “Foi ainda enviada de Sesimbra uma lancha de fiscalização rápida da Marinha” que também participa nas operações busca, acrescentou.

    As buscas, segundo o porta-voz da Marinha, foram suspensas com o cair da noite, mas foram retomadas esta segunda-feira com o nascer do sol e com a ativação de todos os meios disponíveis.

    O comandante Fernando Pereira da Fonseca referiu ainda que cerca das 19h de ontem um familiar deslocou-se aos Bombeiros da Costa de Caparica para informar sobre o desaparecimento deste bodyboarder que é do sexo masculino.

    A Polícia Marítima, que foi chamada ao local, acabou por detetar a viatura do desaparecido na zona urbana da Costa de Caparica, referiu ainda o porta-voz.


    Fotografia: Sérgio Coriel

  • NLand Surf Park vendido à Kelly Slater Wave Co

    NLand Surf Park vendido à Kelly Slater Wave Co

    Na guerra das piscinas de ondas artificiais, a novidade passa pela aquisição da NLand Surf Park pela Tumbleweed Opco, uma empresa subsidiária da Kelly Slater Wave Co. – que detém o Surf Ranch. 

    A NLand Surf Park fica em Austin, Texas, foi inaugurada em maio de 2017, e, segundo se diz, vendeu o seu complexo por mais de 4.5 milhões de dólares americanos no passado dia 21 de dezembro. 

    O NLand Surf Park utiliza a versão 1.0 da Wavegarden, a mais básica, mas pode agora vir a sofrer uma atualização (em algumas secções) para que possa rivalizar com a BSR Cable Park, também situada no Texas mas na cidade de Waco. 

    A ver vamos. 

  • A melhor forma de entrar em 2019

    A melhor forma de entrar em 2019

    Deixamos três momentos que se destacaram na primeira sessão do ano para o bodyboarder Rodrigo Rijo. Explorando o espaço aéreo, de diferentes formas, algures pela sempre fantástica e adorável ilha de São Miguel, Açores. 

    O mote está dado. Bom ano novo para todos! 


    Fotografia: Francisco Garcia | Instagram

  • Charles Ward 2018

    Charles Ward 2018

    Charles Ward charging Tasmania during the year 2018. It’s a nice compilation! 


    Edited by Green Sea Media | Music by Zhu & Nero – Dreams

  • Internacional de Pipeline garantido até 2021

    Internacional de Pipeline garantido até 2021

    Há vários meses que a guerra pelas licenças de eventos de surf estalou no Havai. A própria WSL (World Surf League) e a Câmara de Honolulu (Oahu, Havai) viram-se envolvidas na polémica no início do ano, relativamente à atribuição e pedido de licenças para as várias provas que têm lugar a cada temporada no arquipélago havaiano, levando mesmo a comunidade a supor de que o Havai estaria fechado para eventos de surf. 

    No entanto, tudo acabou por ficar esclarecido com a divulgação das novas licenças e datas para o próximo triénio (até 2021). Além do Big Wave que tem lugar em Maui, do Eddie Aikau em Waimea Bay e o Da Hui Shootout, também constam deste novo pacote de licenças 6 provas da WSL e uma de bodyboard – o Mike Stewart Pipe Challenge. 

    Indo de encontro à notícia adiantada pela Vert, depois de um hiato de um ano, precisamente por ter visto a licença ser negada, o bodyboard está de regresso a um dos seus principais palcos – Pipeline. A prova, que tem período de espera entre 24 de fevereiro e 8 de março, já perto do final da temporada havaiana, deverá usar 4 dias para realizar a competição de bodyboard e bodysurf (1 dia). 

    Falta saber se contará pontos para a APB Tour e qual a grelha e número de competidores + convidados que será utilizada. Em todo o caso, boas notícias!

    – Sunset Open (QS1,000), Sunset Beach, 18 – 28 janeiro

    – Volcom Pipe Pro (QS3,000), Banzai Pipeline, 29 janeiro – 10 fevereiro

    – HIC Pro (QS3,000), Sunset Beach, 28 outubro- 10 novembro

    – Hawaiian Pro (QS10,000 + Triple Crown), Haleiwa Beach, 13 – 24 novembro

    – Vans World Cup (QS10,000 + Triple Crown), Sunset Beach, 25 novembro – 7 dezembro

    – Billabong Pipe Masters (WCT + Triple Crown), Banzai Pipeline, 8 – 20 dezembro

    Mike Stewart Pipe Challenge, Banzai Pipeline, 24 fevereiro – 8 março

  • 20 dias na (Nicar)água

    20 dias na (Nicar)água

    Os países tropicais são, para mim, o mais próximo do paraíso na Terra. Calor, água quente, praias desertas e natureza em estado selvagem. A que se juntarmos offshore o dia todo, pouco crowd e ondas perfeitas, estamos provavelmente a descrever uma das muitas praias da Nicarágua. 

    Infelizmente, neste momento [N.R.: no momento em que se realizou a viagem] a Nicarágua tem um senão, a revolta do povo perante o regime quase ditatorial do Presidente Daniel Ortéga levou a uma resposta violenta por parte do governo levando à morte de centenas de pessoas nos últimos meses.

    Tudo começou por volta de março em conversa com o meu amigo e bodyboarder, Hugo Santos, em que decidimos que iríamos viajar juntos neste verão. Fomos sugerindo alguns países e discutindo alguns prós e contras. Numa sessão com o meu osteopata Tiago Boto, ele revelou-me a vontade de fazer uma surf trip na Nicarágua, o que disputou alguma curiosidade em mim. Após alguma pesquisa e conversa com amigos que já lá tinham estado, verifiquei que era um destino muito pouco explorado por bodyboarders e com muito potencial. 

    “(…) cometemos um erro básico ao decidirmos sair do aeroporto para passar uma noite num hotel próximo”

    Em meados de abril, comprámos a passagem aérea para Manágua (capital do país) e uma semana depois deu-se o início das manifestações e de toda a violência. O país parou durante o mês de maio e junho e mais de 400 pessoas morreram nos confrontos. Perante as notícias que nos iam chegando, pensámos seriamente em desistir da viagem e rumar a outro destino. Felizmente, nas semanas que antecederam a nossa partida as coisas acalmaram e surgiu a oportunidade de conhecer este país, com algum risco, é verdade, mas sem crowd.

    No fim de julho lá partimos, eu e o Hugo, um pouco ansiosos com a situação do país, mas com muita vontade de partir à descoberta. Entretanto, já se encontrava por lá o fotógrafo Marco Gonçalves que, por questões profissionais, só esteve connosco durante as duas primeiras semanas tendo de partir mais cedo. Uma das escalas da viagem foi no Panamá onde ocorreu uma alteração no plano da viagem levando-nos a passar uma noite na sua capital. Aqui cometemos um erro básico ao decidirmos sair do aeroporto para passar uma noite num hotel próximo… 

    No dia seguinte, totalmente descansados, fomos fazer o check-in para o último troço da viagem para chegar à Nicarágua, mas pediram-nos o boletim de vacinas com a vacina da febre amarela, isto porque visitamos o Panamá e este é um país endémico. Neste momento o coração começou a bater, pois eu não tinha o tempo de incubação da vacina suficiente e o meu amigo nem sequer tinha a vacina. 

    Apesar de muito pedir que nos deixassem ir, não nos deixaram entrar no último voo e as malas já estavam despachadas para a Nicarágua. Uma das soluções seria, no meu caso, esperar 6 dias no Panamá e o Hugo tomar a vacina lá e esperar 10 dias. Esta solução era impensável, então pensámos na melhor alternativa. Acabámos por decidir mudar o voo para a Costa Rica, onde não é preciso vacinas e entrar por terra na Nicarágua. Com sorte passaríamos no controlo fronteiriço sem que suspeitassem que não tínhamos as vacinas… 

    “(…) enquanto esperávamos a entrada de ondas no line up, passou um crocodilo a cerca de 20 metros”

    E assim foi, conseguimos mudar o voo para a Costa Rica sem custos adicionais, mas só tivemos vaga num voo no fim do dia (mais 7/8 horas de espera). Ainda tentámos que as malas de porão saíssem no Panamá, mas não conseguimos, tivemos somente a garantia da responsável da companhia aérea a dizer que colocaria as nossas malas no voo para a Costa Rica.

    Chegados à Costa Rica e já com transfer marcado para a manhã seguinte, é-nos informado que as malas ficaram no Panamá. A alternativa passava por esperar as malas na Costa Rica (dois dias) ou ir até ao aeroporto de Manágua buscar as malas sem grandes garantias de estas lá estarem. Já com o transfer pago e marcado para a Nicarágua, vimo-nos perante uma decisão difícil. Acabámos por decidir ir à aventura e atravessar os dois países até Manágua. E assim foi, na manhã seguinte já estávamos a caminho da Nicarágua por terra, depois de 8 horas e de atravessar a fronteira (a medo, mas onde conseguimos o visto de entrada) chegámos ao aeroporto de Manágua. Fomos reclamar as nossas malas, mas só a mala da roupa tinha chegado, faltava a das pranchas. Ficámos a saber que ainda estava no Panamá. Perante esta notícia, depois de garantirmos que nos enviavam as malas para casa, rumámos ao nosso destino final, San Juan del Sur, onde já nos esperava o fotógrafo. Finalmente apreciámos algum descanso e uma refeição. 

    San Juan del Sur foi de sonho… O vento soprava offshore todo o dia, bastava a maré estar boa e ondas começavam a rolar, muitas vezes sozinhas, porque o crowd é inexistente, tirando alguns locais surfámos muitas vezes sozinhos. Na cidade quase não havia turistas.

    Na melhor onda de San Juan del Sur, um wedge perfeito para bodyboard, conhecemos o Brent Woods, um americano bodyboarder/fotógrafo que vivia numa casa que construiu muito perto do pico. Recebeu-nos muito bem, pois não é normal ver grupos de bodyboarders por aqueles lados. Deu-nos várias dicas de swell e spots, acabando mesmo por nos revelar uma onda secret que só surfámos no final da trip.

    Passada a semana inicial, onde se juntou o Tiago Boto ao grupo, iniciámos uma nova fase da viagem, rumamos à Hacienda Iguana para surfar a mais famosa praia da Nicarágua, Praia Colorado. Passámos uma semana a surfar ondas médias similares a Supertubos, mas já com algum crowd. A melhor parte eram as condições de luxo que esta quinta totalmente americanizada oferecia (restaurantes, piscinas, ar condicionado e segurança q.b.).

    Na semana seguinte fomos até ao norte com o objetivo de surfar The Boom. Ficámos instalados num surf camp em cima da praia em frente a esta famosa onda. A onda em si revelou-se perfeita para bodyboard: triângulos com tubos secos e rampas muito divertidas. De referir que foi a água mais quente que alguma vez surfei. 

    Existem poucos sítios no mundo em que está offshore 24 horas por dia”

    Nesta altura, o Marco já tinha partido para Portugal, pelo que não temos fotos desta onda. Por outro lado, nesta semana chegou a última parte do grupo, os locais de Peniche, João Martins e Armindo Boto. No norte, o vento já não é offshore o dia todo, pelo que os dias eram passados a relaxar e na expetativa que chovesse para que o vento virasse offshore novamente. Numa dessas tardes aproveitámos para sair do surf camp e conhecer um dos maiores vulcões da Nicarágua. Foi uma experiência brutal e ao mesmo tempo um pouco assustadora, pois, no momento que atingimos o topo, o vulcão decidiu libertar uma nuvem gigante de fumo e areia. No fim tudo correu bem.

    Com um novo swell a entrar, decidimos explorar o secret que o americano nos revelou. Ele alinhou connosco e arrancámos. Chegados à onda ficamos maravilhados – uma esquerda comprida de reef super tubular e sem ninguém. Passamos vários dias a aumentar a quilometragem de tubos. Numa dessas sessões, enquanto esperávamos a entrada de ondas no line up, passou um crocodilo a cerca de 20 metros que, pelos meus cálculos, tinha cerca de 2 metros. Saímos imediatamente de água e o pico ficou sozinho a dar altas ondas. 

    Com o final do swell chegou também o fim da nossa viagem. Nicarágua foi dos destinos que mais me surpreendeu, nunca esperei ver tanta qualidade de ondas neste país. De frisar que existem poucos sítios no mundo em que está offshore 24 horas por dia. Como consequência da situação política do país, tive a sorte de poder surfar altas ondas sem ninguém, mas dada á abundância de ondas, mesmo em situações normais de crowd, este é um sítio que vale a pena visitar.    


    Texto: Daniel Fonseca | Fotografia: Marco Gonçalves & Brent Woods

  • Dias de perfeição

    Dias de perfeição

    Mais um momento que nos chegou às mãos fruto dos dias de perfeição a que os bodyboarders estiveram sujeitos na última semana. Desta vez a rainha é a bela Praia da Cresmina, uma reduzida baía rodeada de falésias situada ao lado do Guincho (Cascais), por isso também conhecida como Pequena do Guincho. 

    “Foi uma surfada especial já que cresci no Guincho, mas agora moro em Leça da Palmeira. Na água estava só eu, o Bernardo Alvim, Vasquinho Inglês e o Pedro Amaral. Sabe sempre bem surfar só com amigos de infância”. 

    Foram estas as palavras de Tiago Cardoso que, na imagem, se encontra a iniciar a curva do bottom, sob o olhar atento do amigo Vasquinho (a remar no inside). 

    A todos, continuação de boas festas! 

  • Nutrição – antes e pós Bodyboard

    Nutrição – antes e pós Bodyboard

    Muitos de nós, surfistas, ao acordarmos, pensamos em Bodyboard e ondas. Muitas vezes, saímos de casa ainda de noite para apanharmos as primeiras ondas ao primeiro raiar do Sol. No entanto, após o longo jejum do sono, é importante que o nosso corpo receba os nutrientes necessários para o que o espera – a atividade física.

    O organismo necessita de substâncias externas para funcionar e cada sistema tem a sua particularidade de gerar energia a partir dos alimentos. Existem muitas maneiras de nos nutrirmos, mas o grande desafio no caso do Bodyboard é fazê-lo de modo que o resultado traga o maior benefício possível para o praticante.

    Pré Bodyboard

    Como acabámos de acordar e o surf e o que se segue, há que preparar algo energético, rápido e fácil. Deixamos duas opções onde se fornecem proteínas, gordura saudável, carbohidratos, vitaminas e antioxidantes: 

    – Copo de água, ovo cozido,frutos vermelhos (mirtilos, amoras, morangos), 1 a 2 bolachas de milho ou arroz com uma fatia de queijo, chá verde (preferencialmente, preparado no dia anterior); 

    – Copo de água, Iogurte natural com granola ou frutas secos (amêndoas, avelãs, não muito, com uns pedaços de fruta fresca, por exemplo), seguido de café que acelera o metabolismo. 

    Pós Bodyboard

    Logo após a prática de Bodyboard é preciso hidratar o corpo, seja com água natural, bebidas isotónicas, chá verde quente (em garrafa térmica) com uma colher de sopa de mel biológico (indicado para o inverno) ou água misturada com gengibre, limão e pau de canela (indicado para o verão). 

    Depois, se continuarmos mais algum tempo pela praia, há que repor as reservas energéticas e proteicas. Para tal podemos recorrer a uma peça de fruta acompanhada de um iogurte ou então alguns frutos secos se se tratar de um mero snack. 

    Para uma refeição mais completa, caso o objetivo seja permanecer mais algumas horas na praia, devemos optar por saladas e/ou legumes (tomate, milho, cenoura, alface verde e roxa, rúcula, couve vermelha, curgete, etc.), fruta variada, frutos secos, ovo mexido ou cozido, atum, peito de peru, massa acompanhada de carne. 

    O importante é não repetirmos os ingredientes do pequeno-almoço, snack ou almoço, e procurar alternar as fontes de energia, proteínas, vitaminas e minerais, essenciais para a realização de desporto. 

    Para a prática de uma atividade física sem quaisquer danos corporais é imprescindível que os músculos estejam na sua capacidade máxima de energia Boas ondas!