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  • Objetivo: Aliviar as dores musculares

    Objetivo: Aliviar as dores musculares

    As dores musculares são um sintoma muito frequente entre os desportistas que pode ser desencadeado por diversos fatores. Por norma, verificam-se após a prática da atividade física (neste caso, o Bodyboard) e ocorrem devido a um processo inflamatório nas fibras musculares que pode perdurar por várias horas e/ou dias*. 

    O motivo mais comum das dores musculares é o excesso da atividade física. Para cada causa existe um tratamento diferente, mas o ideal é deixar o corpo recuperar, repousar e alongar bem (antes e pós prática). 

    Em alguns casos, é necessária a aplicação de anti-inflamatórios, massagens nas regiões afetadas e também o uso de compressa/toalhas (frias ou quentes, dependendo da situação) para ajudar a suavizar a dor. 

    A aplicação de uma compressa fria na zona afetada é recomendada quando a dor resulta, por exemplo, de um estiramento, de uma contratura muscular, pancada ou simplesmente cansaço após a intensidade do(s) treino(s). 

    Por norma usa-se gelo (saco envolto por uma toalha ou pano) ou uma embalagem retirada do congelador a uma temperatura que não exceda os 15º graus Celsius. Neste caso, o frio contrai os vasos sanguíneos, ajudando a diminuir o metabolismo na região afetada e o inchaço. 

    Já a aplicação de uma compressa quente (que pode ser também uma bolsa de água quente) é indicada quando a causa da dor foi provocada por uma tensão muscular ou hematoma. O calor dilata os vasos sanguíneos, melhora a elasticidade dos tecidos e ajuda a relaxar a musculatura. 

    Casos há, porém, que necessitam de um tratamento alternado entre o frio e o quente (o chamado contraste térmico), cuja combinação ajuda a reduzir os efeitos inflamatórios. 

    Por norma, a dor aparece algumas horas após o treino e atinge o seu auge em 24h-48h. A terceiro dia diminui consideravelmente, pois as fibras musculares regeneram-se naturalmente. 


    * Se a dor não diminuir em 72 horas, pode ser algo que não seja normal. Nesse caso, aconselha-se a seguir a evolução atentamente, diminuir o ritmo e, se esta persistir, procurar ajuda profissional.

  • Bodyboarders e a prática de Jiu-Jitsu

    Bodyboarders e a prática de Jiu-Jitsu

    Numa primeira análise, o Bodyboard e o BJJ (= Brazilian Jiu-Jitsu, na origem apenas Jiu-Jitsu) são muito diferentes. Porém, existem algumas semelhanças entre os dois que levam, por exemplo, vários bodyboarders a aderir à sua prática. 

    Caso do gaulês Amaury Lavernhe, campeão do mundo em 2010 e 2014, do canário Yeray Martinez, e do brasileiro Chico Garritano (faixa preta 4º Dan), chefe de juízes do circuito mundial, mas também dos portugueses Vitor Sousa “Titó”, Carlos Guerreiro “Turco”, Ricardo Rico, Romeu Ribeiro, Luís Coelho, João André, Fábio Duarte, Gonçalo Pinheiro (que se tornou recentemente campeão nacional e passou a faixa azul), Bernardo Machado (que também venceu uma prova recentemente) e, claro, Manuel Centeno, que já leva 3 títulos nacionais e 1 europeu na sua conta pessoal. 

    Hoje em dia, diz-se que há um cruzamento entre as práticas destes dois desportos que não tem necessariamente a ver com a força nem o ego, mas com o respeito, a humildade e o poder de superação. 

    Tal como todas as outras artes marciais, o BJJ também exige perseverança, foco, prática e disciplina. Quem o pratica, procura acima de tudo aprender e melhorar. Convenhamos, o Bodyboard também assenta nestas premissas.  

    Que semelhanças entre ambos? 

    No BJJ o espaço de atuação é reduzido e por vezes temos que aprender a acalmar-nos, a trabalhar com o momento. A parte psicológica também tem muita influência, pois trata-se de dominar a mente e o corpo. Isto é muito semelhante ao oceano e aos desafios (constantes) encontrados pelos bodyboarders. Manter a calma sob pressão é essencial. Por isso, talvez os bodyboarders vejam o Jiu-Jitsu como um treino muito produtivo, mas também algo que confere resultados reais à pratica do seu desporto de eleição.

    Força, equilíbrio, reação, timing e confiança são algumas das vantagens que o Jiu-Jitsu Brasileiro explora e acrescenta ao Bodyboard. 

    Para Manuel Centeno há dois aspetos que saltam à vista. “O primeiro é que o BJJ é um tipo de desporto que obriga a um nível de concentração em que somos obrigados a focar-nos totalmente nele e não no dia-a-dia. Apesar de ser muito físico, relaxamos mentalmente. Às vezes até mais do que o Bodyboard onde, por vezes, quero esvaziar a cabeça e não se consegue de forma tão eficaz.

    Depois, quando comecei no BJJ foi para ver como lidava com a ansiedade competitiva, algo que deixei de sentir tão intensamente no Bodyboard, onde já controlo mais e não fico nervoso como dantes. Numa competição de luta essa energia reaparece. Foi exatamente isso que me levou a competir, quis ver o que iria sentir e como iria reagir.” 

    O multicampeão nacional salienta ainda que o BJJ “é um desporto interessante que está a evoluir muito, pois há muitas combinações de técnicas, não é algo estanque.” O veterano bodyboarder do norte explica: “No bodyboard, por exemplo, vão aparecendo manobras novas mas é muito raro, neste aspeto evolui-se mais noutro tipo de ondas e condições. Já no BJJ todos os dias se evolui uma vez que existem milhares de técnicas e combinações diferentes, ainda mais sabendo que cada técnica se adapta melhor a um tipo de fisionomia. Eu gosto bastante desta parte de estar em constante evolução.” 

    Tal como tivemos oportunidade de enumerar antes, Manuel Centeno também realça as vantagens que o BJJ traz no campo físico. “O Jiu-Jitsu mantém a forma física, pois é super exigente. Para além de surfar, para manter a forma teria que nadar ou complementar com outros desportos, mas o BJJ nesse aspeto é muito bom. Explosão, resistência e flexibilidade, mais pulmão, é algo que se trabalha bastante”, termina por dizer. 

    História (muito reduzida)

    Jiu-Jitsu é uma arte marcial japonesa que utiliza técnicas de golpes de alavancas (chaves), torções e pressões para derrubar e dominar um oponente. A sua origem, como sucede com quase todas as artes marciais mais antigas, ainda que incerta, remonta às escolas de samurais, a casta guerreira do Japão. 

    Com o tempo esta arte acabou por conquistar enorme popularidade no Brasil, terminando por ser denominada de Jiu-Jitsu Brasileiro – desenvolvida a partir do Judo (Ne waza = luta de chão) do mestre Kano (no início chamava-se “Kano Jiu-Jitsu”). 

    Em 1913, um dos destacados instrutores do Centro Kodokan, Mitsuyo Maeda, também conhecido como “Conde Koma”, foi enviado a terras de Vera Cruz com a missão diplomática de receber os imigrantes japoneses e fixá-los no país.

    Em Belém, o Conde Koma teve um aluno muito especial: Carlos Gracie. Este recebeu os ensinamentos por parte de Mitsuyo Maeda devido à afinidade deste com o seu pai (Gastão Gracie). Por sua vez, veio a ensinar a arte a todos os seus irmãos, em especial Hélio Gracie. Tanto Carlos Gracie como Luiz França foram os grandes inovadores do Jiu-Jitsu Brasileiro (BJJ) – que é o que se pratica atualmente no mundo inteiro. 

  • A Moment to relax – Naro Costa

    A Moment to relax – Naro Costa

    Welcome to Joatinga Beach, Rio de Janeiro, Brazil, where Naro Costa shows us how to relax. Enjoy!

  • Apresentado o calendário nacional para 2019

    Apresentado o calendário nacional para 2019

    O calendário nacional de bodyboard para 2019, apresentado hoje na sede da Federação Portuguesa de Surf (FPS), contemplou três circuitos que abrangem alguns dos principais spots de ondas do país, a serem realizados entre março e novembro. 

    Para o Circuito Nacional Open (que engloba competição Masculina, Feminina e Dropknee) começa em Peniche já em março, região pontuada por algumas das melhores ondas do país, com destaque para a “rainha” Supertubos, palco de grandes competições internacionais de desportos de ondas, passando pela Costa de Caparica, um dos berços históricos da modalidade em Portugal, seguindo para as ondas de exceção de Santa Cruz, depois Carcavelos, outra praia emblemática, e concluindo nos excelentes beach breaks de São Jacinto em Aveiro.

    1ª etapa23 e 24 de março, Peniche, Open, Fem & Dk

    Organização: FPS / PPSC

    2ª etapa13 e 14 de abril, Costa de Caparica, Open, fem & Dk

    Organização: FPS / Câmara Municipal de Almada

    3ª etapa18 e 19 maio, Santa Cruz, Open, Femi & Dk

    Organização: FPS / Associação Sealand

    4ª etapa25 maio, Carcavelos, Feminino

    Organização: FPS / Aqua Carca 

    5ª etapa1 e 2 junho, São Jacinto, Open & Dk

    Organização: FPS / ASA

    Na conferência de imprensa também foi apresentado o Circuito Nacional de Bodyboard Esperanças, quer na vertente formação como na vertente competição. Fica a conhecer as datas das etapas e os locais:  

    Nacional Bodyboard Esperanças (Formação)

    1ª etapa, 4 de maio, Vila do Conde, FPS / CFVC

    2ª etapa, 8 de junho, Peniche, FPS / PPSC

    3ª etapa, 5 de outubro, Póvoa de Varzim, FPS / CNPovoense 

    4ª etapa, 1 de novembro, Carcavelos, FPS / Aqua Carca

    Nacional Bodyboard Esperanças (Competição)

    1ª etapa, 11 e 12 de maio, Nazaré, FPS / CDAN

    2ª etapa, 9 e 10 de junho, Ericeira, FPS / ESC

    3ª etapa, 19 e 20 de outubro, Póvoa de Varzim, FPS / CNPovoense

    4ª etapa, 2 e 3 de novembro, Carcavelos, FPS / Aqua Carca

  • Na boca do lobo

    Na boca do lobo

    Fantástico momento que nos chega de Rafa Medina em Lanzarote, reconhecido bodyboarder canário, num “caramelito” típico destas fantásticas ilhas atlânticas que em tudo enaltece o Bodyboard. Vamosssss!


    Fotografia: German Abreu | Instagram

  • 10 dicas para te manteres quente no inverno

    10 dicas para te manteres quente no inverno

    Com a chegada do inverno todos nós, bodyboarders, sentimos o arrefecimento da temperatura do ar e da água. Porém, é quando chegam as melhores e maiores ondas!

    Como surfar não é a única coisa na vida, mas é definitivamente a melhor, aqui ficam 10 essenciais dicas para uma prática sem frio em plena estação de inverno:

    1 // Aumenta o ritmo dentro de água, ou seja, fica menos tempo por sessão, mas apanha um maior número de ondas para te obrigar a estar sempre em movimento. Movimento = aquecimento. 

    2 // Escolhe um horário onde a temperatura é mais alta. Opta por surfar entre as 11h e as 15h, deixa as matinais e os finais de tarde para outra altura do ano.

    3 // Veste um equipamento adequado e de qualidade. Um fato de neoprene com um mínimo de 4 milímetros no tronco + capuz são condições sine qua non para os dias de muito frio.

    4 // Protege os ouvidos. Proteções auriculares são um “must” para prevenir as exostoses (redução do diâmetro do canal auditivo), mas podes usar simplesmente um capuz em neoprene que já ajuda a combater o frio nos dias de mais vento. Uma cabeça quentinha significa mais tempo na água. 

    5 // Faz sempre um bom aquecimento (e completo) antes de entrar na água.

    6 // Evita entrar com o fato molhado da surfada anterior. Se surfas regularmente, pelo menos no inverno, é muito importante ter dois fatos de surf à disposição – assim nunca terás de vestir um fato completamente molhado. 

    7 // Chega à praia com roupas quentes (gorro, casaco, luvas) para não arrefeceres o corpo antes de entrar na água.

    8 // Equipa-te o mais rápido possível (vestir e despir o fato de neoprene).

    9 // Tenta ter algo quente para quando saíres da água (termo com sopa, chá, casaco, aquecedor do carro ou opta por dar uma corrida no estacionamento!)

    10 // Tomar um duche de água bem quente quando chegares a casa – de forma a relaxar todos os músculos do corpo, em especial os do tronco e coluna que são sempre muito requisitados na prática de surf.

    Boas ondas! 

  • Flipflop – o veleiro colorido feito de plástico reciclado

    Flipflop – o veleiro colorido feito de plástico reciclado

    Como parte de uma campanha que pretende acabar com o uso de plásticos de utilização única, foi lançado aos mares no passado sábado, no Oceano Índico, o primeiro veleiro feito totalmente de plástico reciclado – para ele foram colecionados mais de 10 toneladas de resíduos de plástico. 

    Tendo como objetivo começar uma revolução na utilização do plástico, o barco, de 9 metros de comprimento, denominado de Flipflopi, navegará do Quénia até à Tanzânia. É um barco concebido pela comunidade queniana que foi construído a partir de plástico marinho e de chinelos reciclados. 

    Procura-se agora documentar o percurso do Flipflopi, começando pela drástica proibição do plástico que ocorreu em 2017 no Quénia. De facto, o país impôs duras penas, que poderiam chegar até aos quatro anos de prisão, para todos os que produzissem, vendessem ou carregassem um saco de plástico, estando neste momento outros países africanos a seguir o exemplo, como é o caso do Uganda, do Burundi e da Tanzânia.

    O projeto pretende aumentar a consciencialização dos perigos que decorrem da utilização de plásticos de utilização única, dos quais cerca de 12 milhões de toneladas são despejadas no mar a cada ano, em vez de serem recicladas ou reaproveitadas.

    A criatividade e inovação que está por detrás do barco e a incrível habilidade da equipa que o produziu são, no mínimo, inspiradoras. 


    Podes saber mais sobre a expedição do Flipflopi neste link

  • Chasing Dreams – Episódio 2

    Chasing Dreams – Episódio 2

    É o segundo episódio da webseries Chasing Dreams – The Process. Desta vez, Miguel Ferreira fala-nos do seu processo de treino e de como supera os resultados menos positivos que fazem parte da competição.

    Aproveita e revê aqui o episódio 1.