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  • HARDY EM BALI

    HARDY EM BALI

    Esse grande bodyboarder australiano que dá pelo nome de Ryan Hardy passou uma longa temporada em Bali, na Indonésia. Agora, depois do seu regresso à amada Austrália, traz-nos esta primeira compilação em vídeo onde nos mostra bem as pérolas que por lá andou a apanhar.

  • RAFAEL OREL NO MEIO DA CIDADE

    RAFAEL OREL NO MEIO DA CIDADE

    10/11/2014 – Este foi um dia absolutamente épico, com muitas rampas, numa das joias secretas que se encontra escondida no meio da cidade carioca.


    Texto: Rafael Orel | Fotografia: Flávia Palazzo

  • T(R)OLICES DE HALLOWEEN

    T(R)OLICES DE HALLOWEEN

    Muito se tem falado sobre a atitude dos bodyboarders e da essência deste desporto que tanto tende a ser menosprezado e desvalorizado. Esta semana, surgiu nas redes sociais o texto do surfista João “Flecha” Meneses que se tornou viral na nossa comunidade pela assertividade das suas sábias palavras. Até então, desconhecia totalmente este “surfista com alma de bodyboarder” tendo subido a pique no meu respeito e consideração. Este texto, veio não só vincar uma ideologia que pensava ser partilhada por poucos como também injetar uma dose extra de motivação para encarar com mais ‘pica’ a tal essência do bodyboard.
    Nos últimos tempos, eu e o meus amigos, temos procurado sair de Leça em busca de novas ondas, não só pelo crowd que se tem instalado, mas também pela aventura, pela busca de novas ondas, pela sensação do desconhecido e por todas aquelas coisas que já sabemo. Ontem à tarde, como é costume, começámos com os planos: “Vamos? Não Vamos? É noite de Halloween, ‘bora mas é sair! Siga jogar póquer?”

    O interesse em ir dropá-las não era marcante, mas estava presente, como sempre. Por volta da meia-noite o Francisco Raio liga-me: “6:30 na bomba, ‘bora?” BORA! Foi música para os meus ouvidos. O restante texto vai reportar esta sessão numa onda mutante de fundo de pedra pouco conhecida no norte. Para muitos esta aventura pode parecer de algum exagero e um tanto ou quanto sobrevalorizada, mas, para nós, os quatro humildes bodyboarders desprovidos de grande técnica, foi algo com muito significado. Algo que aos nossos olhos apenas riders como Ricardo Faustino e Luís “Porkito” Pereia, entre outros, alcançam. Foi a pura superação. Às 7h da manhã, eu, Francisco Raio, Gonçalo Machado e o grande Telmo Moranguinho, estávamos a iniciar, não a noite, mas antes a nossa manhã de Halloween. Mal sabíamos que o “monstro” nos ia presentear com tantas doçuras e travessuras. Chegámos ao local com a festa no início. Bem, e estava de gala!

    [OUTSIDE] Frenéticos, começamos a vestir-nos e o nervoso miudinho instalou-se. Descemos a encosta, fizemos meia dúzia de alongamentos e, num período entre os sets, sem hesitar, BORA! Remámos a todo gás evitando a zona de impacto entre as rochas. Já não havia volta a dar, o compromisso estava feito. O nervoso miudinho tinha desaparecido e, em seu lugar, surgiu a concentração que nos manteve alerta perante as travessuras que o “monstro” estava pronto a pregar. A onda é super imprevisível e muito traiçoeira. A típica mutante. Foi a minha segunda vez neste local, eles estavam a estrear-se. Começámos com uma abordagem fora do pico para perceber as condições. Os sets começaram a entrar e não demorou para nos chegarmos ao pico e começarmos a dropar na zona mais crítica. Entre drops aéreos, tubos e chapeladas, foi uma manhã que não trocaríamos pela mais americana noite de Halloween.

    [INSIDE] A sessão acabou com o “monstro” a mostrar as suas garras, pregando-nos a pior partida de Halloween. Entrou o maior set da manhã quando eu e o Machado estávamos no inside e fomos completamente varridos por bombas de 2,5m. O Raio estava a salvo no outside a delirar com as bestas que quebravam. Já o Telmo, de GoPro e sem prancha, levou com o lip da maior onda da sessão em plena zona de impacto e ainda com o restante set. Fomos em seu auxílio muito rapidamente e deu para perceber que tinha apanhado a coça da vida dele. Mas estava tudo bem, foi a galhofa total. No fim, já cá fora e em conversa, chegamos à conclusão que é mesmo isto que nos move, é isto que nos faz sentir apaixonados por um desporto fora de moda, é isto que nos faz ficar em casa a dormir em vez de ir festejar a noite de Halloween. Nunca estivemos tão de acordo com o grande João “Flecha” ao dizer que o “Bodyboard é um desporto que encarna toda a magia do Mar.”


    Texto: Gonçalo Dias | Fotografia: Telmo Moranguinho | Facebook

  • TRISTAN ROBERTS B&W

    TRISTAN ROBERTS B&W

    7/11/2014 – Tinha sido domingo o último dia de Tristan Roberts em Portugal, antes de regressar a casa, na África do Sul, após participar no Sintra Portugal Pro. Neste dia optámos por ir à Cova do Vapor de manhã, mas o mar não estava aquilo que procurávamos e decidimos rumar a Peniche, tentando a sorte nos Supertubos.

    Estavam a decorrer os trials para o WCT, mas ainda assim investimos numa sessão num pico ao lado da área de competição e esperámos pelo final da prova. Mal acabou, o Tristan foi o primeiro a saltar lá para dentro e, apesar da pouca luz existente, ainda deu para sacar umas chapas como esta.

    Vê também o vídeo com o Tristan Roberts, aqui.


    Texto & fotografia: Bruno Norberto | Facebook

  • DEFINIDA A SELEÇÃO PARA O CHILE

    DEFINIDA A SELEÇÃO PARA O CHILE

    A Federação Portuguesa de Surf, responsável pela seleção e preparação dos atletas que representam Portugal em competições internacionais de desportos de ondas, anuncia os sete atletas que irão compor a Seleção Nacional de Bodyboard presente no Campeonato Mundial de Bodyboard, a acontecer entre 6 e 14 de dezembro, no Chile.
     
    Os atletas convocados para representar Portugal na competição mundial são Manuel Centeno, Hugo Pinheiro (na foto) e João Barciela (BOpen), Teresa Almeida (Feminino Open), Diogo Pimenta (Dropknee), e ainda Miguel Adão e Madalena Guerra (Júnior).
     
    Os bodyboarders reuniram-se no passado dia 29 de outubro, no Centro de Alto Rendimento em Peniche, num estágio onde foram intensivamente treinadas tanto competências práticas como teóricas. Foi no seguimento deste estágio que se definiram os atletas para representar Portugal, bem como estabelecidos os objetivos para a Seleção Nacional de Bodyboard no Campeonato do Mundo.
     
    João Aranha, Presidente da Federação Portuguesa de Surf, refere “O Campeonato Mundial representa uma oportunidade de voltar a provar o potencial de Portugal no mundo do Bodyboard, e sei que os atletas se sentem muito orgulhosos por representar o país nesta competição mundial. Estamos totalmente confiantes nesta equipa, que tem vindo a apresentar resultados impressionantes ao longo de todo o ano!”
     
    A Seleção de Bodyboard parte para o Chile no dia 3 de dezembro, o que permite alguns dias para que os atletas portugueses se adaptem às condições locais, antes do início da prova. Com a equipa nacional, segue também o treinador Eduardo Birra e o fisioterapeuta Gonçalo Saldanha.


    Fotografia: Miguel Nunes

  • 60 SEGUNDOS NO MEXPIPE

    60 SEGUNDOS NO MEXPIPE

    O big wave rider brasileiro Dudu Pedra esteve recentemente em Puerto Escondido e, como é habitual, não deixou escapar a oportunidade de usufruir ao máximo do Pipeline Mexicano. Nestes curtíssimos sessenta segundos deu para ficar a saber duas coisas: que conseguiu boas imagens e que a temporada passada em Zicatela valeu bem a pena. Boom!

  • FRONTÓN KING 2014 – TEASER

    FRONTÓN KING 2014 – TEASER

    Está aí mais uma edição do Frontón King com mais uma boa dose de loucura e insanidade a ter lugar no Frontón. O período de espera está compreendido entre 21 de novembro e 14 de dezembro e, além dos talentos locais, espera-se também a presença de alguns riders internacionais (n.a.: Alguns já andam pelas ilhas!).

    Fiquem sintonizados para mais novidades…

  • À CONVERSA COM TIAGO PIMENTÃO

    À CONVERSA COM TIAGO PIMENTÃO

    Tiago Pimentão é o novo Campeão Nacional de Dropknee, o primeiro da história do desporto em Portugal, título conseguido há pouco mais de uma semana. Com vista a darmos a conhecer à comunidade um pouco mais sobre o novo campeão decidimos colocar algumas questões em cima da mesa.

    Campeão Nacional Dk. Que significado tem conquistar o título e ainda por cima logo o primeiro da história do bodyboard?
    Para mim tem um grande significado, porque há muito que se pede para ter no nacional a categoria de Dropknee e sendo o primeiro sabe sempre bem ganhar. Fico muito contente, claro.

    De uma forma geral, que achaste do circuito?
    Bem, eu não sou de julgar muito as pessoas nem a maneira como fazem as coisas. Tenho a minha maneira de pensar e cada um tem a sua. Porém, penso que há pontos a melhorar, como em tudo. Em todos os campeonatos há sempre um ou outro aspeto que pode ser melhorado. De qualquer forma, o circuito foi bem disputado com grandes atletas de norte a sul a competir com grande nível, o que deu para dar um bom espetáculo.

    A divisão Dk não teve grande adesão, mas parece-nos que tem pernas para andar. Que recado darias aos fãs do Dk que optaram por não marcar presença?
    Percebo perfeitamente o porquê de muitos não terem participado este ano. O Dropknee é uma modalidade que nem toda gente faz e os que fazem são pessoas mais velhas, muitos deles com filhos e trabalhos. Devido a isso não puderam participar visto que algumas das provas foram durante a semana e não ao fim de semana como é habitual.

    Quem gostarias de ver a correr o tour em 2015?
    Eu gostaria de ver todos os que não puderam comparecer este ano. Temos grandes nomes, como o meu grande amigo e ídolo Nuno “Batata” Leitão, mas temos também o “Patachão”, David Rafachinho, João Onofre e o João André, entre outros, todos muito bons que andam por aí a partir tudo.

    O estágio da Seleção Nacional em Peniche foi uma novidade. Estás esperançoso que possas agora vir a representar a nação no mundial do Chile?
    Sim, o estágio foi uma boa novidade e andei bastante nervoso nesse dia para mostrar serviço e dar o meu melhor. A esperança é sempre a última a morrer, como todos sabem, e seria um orgulho poder representar o meu país em qualquer parte do mundo.

    Que tipo de rider és?
    Eu sou um rider completo, se é que posso usar este termo. Gosto de Dropknee, é verdade, DK4life, mas também gosto de mandar umas boas manobras em prone.

    Quais são as tuas grandes referências no Dk?
    A minha grande referência, como muitos sabem, é o meu mano “Batata”, mas desde puto que vejo filmes do Paul Roach a partir e foi desde aí que ganhei a loucura por fazer Dropknee. Gosto muito também do Dave Hubbard que é uma verdadeira máquina.

    Para terminar, fala-nos um bocadinho de ti e de como começaste no bodyboard…
    Bem, tenho 34 anos e agora estou a viver no Baleal, em Peniche. Faço bodyboard desde os meus 9-10 anos. Comecei no Dropknee com uma B-Max da praça, isto quando ainda vivia em Faro. Quando fui viver para o Meco já lá andava um bodyboarder em Dk, chamado Vasco Teixeira, que me viu a fazer altas ondas com a tal tábua da praça e fez ver à minha família que eu tinha talento e merecia ter uma prancha como deve ser. Foi aí que a minha grande irmã Sofia Pimentão agarrou no seu primeiro ordenado e comprou a minha primeira tábua. Fez-se luz, pois sem essa prancha não estaria com o nível que tenho andado a mostrar. Obrigado mana!
    dk2


    Fotografia: João Rosado (ação)