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  • SUPER DE LUXO PARA BODYSURF

    SUPER DE LUXO PARA BODYSURF

    António Stott Howorth vence a primeira etapa do Campeonato Nacional de Bodysurf Montepio em condições de luxo em Supertubos, Peniche.

    O dia começou cedo para os atletas que tinham o check-in marcado para as 8h30 da manhã na praia de Supertubos em Peniche. Quando chegaram à praia o cenário era de luxo, ondulação de oeste e vento norte faziam com que as ondas na praia de Supertubos estivessem ao nível dos melhores dias.

    Mas foi pelas onze da manhã com a maré a subir na areia que a primeira bateria entrou na água. Com o vento a abrandar as ondas tornaram-se mais surfáveis para os bodysurfers que perseguiram ao longo de todo o dia as ondas maiores dos sets que rolavam sobre a bancada de areia dos Supertubos.

    Na praia o público foi chegando com o decorrer do dia, mostrando-se curioso e interessado no decorrer da prova ao longo do dia.

    Com o avançar das baterias foram alguns, os destaques da prova, por um lado Nuno Mesquita que com um estilo limpo traçou o seu caminho até à final, também David Bensaude que depois de uma eliminação prematura na única prova que se tinha realizado em 2014, mostrou um nível bom que o levou heat após heat até à final. Diogo Amaral da Figueira da Foz é outro dos destaques do dia. O seu controlo na onda e sobretudo dentro dos tubos levou-o até à final.

    De destacar ainda os atletas locais, Hélio “Laranja” Conde e Vasco Castro que avançaram até aos 1/4 de final, mostrando bom nível e sobretudo conhecimento da onda.

    A final começou já com a maré quase vazia, com ondas novamente mais tubulares, mas mais pequenas do que manhã. Diogo Amaral liderou durante quase a totalidade da bateria com uma seleção de ondas exemplar, no entanto a necessitar de uma onda de 2 pontos, António apanhou nos derradeiros minutos uma onda mais pequena que trabalhou intensamente até chegar a areia e que lhe rendeu os dois pontos necessários para levar para casa a vitória na primeira etapa do Campeonato Nacional de Surf Montepio.

    Para a organização, “Este foi um começo exemplar do circuito, com uma adesão fantástica dos atletas e sobretudo com ondas muito boas numas das melhores ondas de Portugal. Seguramente que este dia histórico será recordado por muitos nos próximos anos. Estamos expetantes agora para a próxima etapa no dia 18 de julho na Figueira da Foz.”

  • TEST-DRIVE: OAKLEY HOLBROOK PRIZM

    TEST-DRIVE: OAKLEY HOLBROOK PRIZM

    Aproveitando a recente entrada na época de verão, precisamente aquela onde o sol se faz sentir com mais intensidade e, por esse motivo, o cuidado em proteger os olhos acaba por ser mandatório; durante uma semana de junho testámos o modelo de óculos Holbrook. À partida, sabíamos que, tratando-se da inconfundível e emblemática Oakley, a qualidade e o design estavam assegurados. A cereja no topo do bolo foi mesmo a tecnologia inovadora das lentes Prizm que surpreendeu e se destacou pela positiva, revelando ser um ótimo trunfo no concorrido segmento dos óculos de sol. Confirma então o test-drive da equipa.

    Especificações:

    – Melhoria da acuidade visual, ajudando a ver de forma mais clara e a reagir mais rapidamente;
    – Melhoria do reconhecimento da cor para ajudar a encontrar o que queremos ver;
    – Otimização da capacidade de visão, o acompanhamento e a movimentação de objetos no campo periférico;
    – Melhoria do desempenho e da segurança ajudando a competir com confiança (se aplicável).

    Opinião: Testar estes óculos de sol da Oakley foi, na verdade, um prazer. Foi como se nos tivessem facultado alguns anos de vida no campo da visão, tal é a melhoria que estes trazem ao nosso dia a dia e na simples observação do meio que nos rodeia. Na base deste comentário estão, obviamente, as lentes Prizm que fazem toda a diferença e ajudam a manter os elevados padrões de qualidade reconhecidos à marca. Em suma, uma surpresa muito mas muito agradável.

    Positivo: Prizm. Prizm. Prizm! É esta a razão do sucesso. Esta tecnologia de lentes inovadora proporciona conforto e proteção adicionais, distinguindo-se de tudo o resto por permitir um realce extra na profundidade de campo, definição, contornos e detalhes cromáticos, do meio ambiente que nos rodeia. São todas estas caraterísticas, aliadas a uma construção sólida, que contribuem de forma decisiva para uma melhoria da experiência de usar óculos de sol. Se és um dos que passa muito tempo na praia, tal como nós, seja a olhar para as ondas, a julgar competições com o sol de frente ou simplesmente a cruzar a costa diariamente à procura das melhores condições, então acredita, os Holbrook Prizm são efetivamente o que precisas.

    Negativo: Nada de significativo a apontar. Talvez só mesmo o facto das primeiras horas de uso parecerem algo estranhas, como se nos tivessem fornecido capacidades adicionais de visão de um momento para o outro. No entanto, com o tempo os olhos habituam-se.

    P.V:P.: 189 Euros.

    Distribuição: Surfcloud, Lda. | Email | Tel.: 917929217.


    Fotografia: Boogie Gold | Modelo: Bernardo Tomé

    https://youtu.be/cyajqrrayXA

  • WATU KARUNG

    WATU KARUNG

    Alex Uranga e Andoni Izaga aventuraram-se por Java à procura de rampas e tubos… e encontraram! Um sítio fantástico, com muita cultura e pessoas tão amistosas que mais pareceu estarem no paraíso.

  • GO WITH THE FLOW

    GO WITH THE FLOW

    26/06/2015 – A expressão, traduzida para português, significa deixar-nos ir com a corrente. Por vezes apenas isso é necessário, mesmo tratando-se de uma bolha bem seca. Numa imagem do inverno que será quase impossível de observar durante os próximos dias na costa portuguesa, Hugo Macatrão inicia a jornada e deixa-se simplesmente… “go with the flow.”


    Fotografia: Hélio António

  • WILDCARDS DO ITACOATIARA PRO

    WILDCARDS DO ITACOATIARA PRO

    Já são conhecidos os quatro wildcards do Itacoatiara Pro, etapa inaugural da 2015 APB World Tour que tem lugar em Niterói, Brasil, entre 2 e 12 de julho.

    A liderar a lista encontra-se Guilherme Tâmega que detém seis títulos mundiais e dispensa demais apresentações. O brasileiro irá assim competir pela última vez em casa, em frente ao seu público, na APB World Tour. “Estou contente por ter sido contemplado com um convite para a prova, pois assim posso retirar-me do tour na minha casa e em frente ao meu povo,” comentou.

    A completar a lista de wildcards seguem-se mais três nomes de referência do panorama atual do bodyboard brasileiro: Dudu Pedra, José Otávio e Kalani Lattanzi.

    De acordo com Alex Leon, responsável da APB, são esperados para esta primeira etapa “mais de cem competidores do mundo inteiro”… e a verdade é que alguns dos nomes mais sonantes da modalidade já estão presentes neste fantástico reduto brasileiro.

  • VONZIPPER SUNSET BOAT PARTY

    VONZIPPER SUNSET BOAT PARTY

    A VonZipper Sunset Boat Party celebrou a chegada do verão, antecipadamente, com o final de tarde mais agitado, expressivo e divertido dos últimos tempos!

    Entre amigos, embaixadores, fãs e personalidades mediáticas, a VonZipper recriou o ambiente da marca a bordo do veleiro Príncipe Perfeito e proporcionou um pôr do sol memorável ao largo de Lisboa,  ao som dos NuBai Soundsystem.

    Sofia Ribeiro e Dengaz, embaixadores da VonZipper, Ruben da Cruz, Liliana Santos, Luísa Barbosa, Pimpinha Jardim, Francisco Spínola, Tekilla, Joana Freitas, Diogo Dias, André Branco e Afonso Lopes foram algumas das personalidades que aderiram ao espírito da rebeldia positiva e participaram na festa que marcou a chegada antecipada do verão. Também o bodyboarder Nuno Batata e os surfistas Frederico Morais, Tomás Fernandes, Filipe Jervis e Ana Sarmento embarcaram na celebração ao sabor da boa vida.

    “Em 2014, a Despomar abraçou o desafio da representação europeia da VonZipper e sentimos necessidade de assinalar esse marco, celebrando o espírito da marca num momento memorável. A VonZipper Sunset Party decorreu na data perfeita – com muito sol, calor e uma leve brisa -, e o ambiente criado entre os presentes foi incrível, num cenário lindíssimo ao largo de Lisboa. Tudo esteve alinhado para que a festa tivesse muita energia e boa disposição. As pessoas puderam desfrutar de um momento único e o nosso  objetivo era que pudessem tirar o máximo partido de tudo isso.”, afirmou Aécio Flávio Costa, Brand & Marketing Manager da VonZipper na Europa.

  • ARDIEL JIMÉNEZ TREINA PORTO RICO

    ARDIEL JIMÉNEZ TREINA PORTO RICO

    Um dos mais carismáticos bodyboarders canários de sempre, Ardiel Jiménez, detentor de dois vice-campeonatos mundiais em dk nos anos 2008 e 2009, um título de campeão espanhol em dk em 2010 e um mundial ISA em dk em 2011; acaba de ser nomeado Selecionador Nacional da equipa de bodyboard de Porto Rico.

    Depois de ter passado mais de metade da sua vida a competir, o canário decidiu aceitar este novo desafio aos 38 anos que é também um reconhecimento do seu trajeto enquanto atleta profissional de bodyboard.

    Ardiel já iniciou treinos de preparação com a equipa porto-riquenha pré-selecionada, fazendo avaliações individuais e várias simulações de heats.

    O objetivo imediato é a preparação para os Jogos Mundiais de Bodyboard da ISA (International Surfing Association) que têm lugar em Iquique, Chile, entre 6 e 13 de dezembro, e onde são esperadas mais de vinte seleções mundiais.

    Da nossa parte só nos resta endereçar os respetivos parabéns!

  • ENTRE O MAR E A MONTANHA

    ENTRE O MAR E A MONTANHA

    Hugo Matos, 35 anos, é um dos filhos da Praia da Barra, Aveiro. Bodyboarder há mais de vinte anos, é agora chegada a hora de nos falar de temas vários, como o estado do bodyboard, a produção de vídeos e até uma das suas grandes paixões, a neve e os Alpes suíços. Cavaqueira para conferir aqui e agora.

    Fala-nos um pouco do que tens feito nos últimos anos?
    A minha paixão pelo Bodyboard revelou-se muito cedo. Tinha 14 anos quando, numa bela tarde a meio da semana, saí do meu treino semanal de Karate para receber a minha primeira prancha de Bodyboard a sério. Era uma Madrid, verde fluorescente, com slick skin e tudo! Fiquei sem palavras, sem qualquer reacão… Já tinha experimentado a sensação de andar nas ondas, mas apenas numa Suntalon. Escusado será dizer que no dia seguinte estava no mar gelado da Praia da Barra a experimentar e a deliciar-me com a velocidade e controlo do novo “veículo”.

    Com o passar do tempo, evoluí e lancei-me nas competições regionais, nacionais e em alguns eventos europeus que por cá passaram (em Aveiro), mas sem grande sucesso. Sou atleta federado na Associação de Surf de Aveiro, esta que tanto me mostrou e fez evoluir ao longo destes anos todos, não só pelo fator aprendizagem, mas também pela camaradagem e amizade genuína que por lá encontrei.

    Sem as competições de Bodyboard, em grande parte pelo fraco apoio das marcas envolvidas, tenho feito como outros tantos que estão espalhados pelo país, mantenho o feeling do desporto e a paixão em desbravar slabs, percorrer longos e secos tubos ou acertar grandes aéreos. Isso sim é o verdadeiro Bodyboard. Uma vez Bodyboarder, para sempre bodyboarder… ou até que o corpo diga o contrário!

    Neste momento trabalho em audiovisual na minha empresa, a HandMade Produções, que oferece todo o tipo de cobertura de eventos e serviços audiovisuais. É um projeto individual a dar cartas dentro e fora de Portugal. Também trabalho como operador informático do sistema de pontuação dos juízes e operador de câmara. É a empresa Refresh que faculta estes dois tipos de serviços. Portanto, sou freelancer de fotografia, comentador de provas, instrutor de Surf e Bodyboard e ainda DJ em pequenas festas.

    E como se processa a ida para a Suíça? O que motivou a tua saída do país?
    Desde há 13 anos que vou para os Alpes suíços, sempre no inverno, para o meio da montanha em Davos, trabalhar e aproveitar a neve no Snowboard. Essa decisão aconteceu quando tinha 21 anos e queria mais da vida e do mundo. Não queria passar parte da minha vida a estudar, então “virei” emigrante em part time. Assim, passo metade do ano em Portugal ou a viajar, por sítios como Marrocos, Costa Rica, Brasil, Indonésia e Europa; e a outra metade a “derreter” neve nos Alpes.

    O facto de ter emigrado, ainda que no regime de part time, possibilitou-me outro tipo de condições monetárias e sociais, contato com mentes mais abertas numa mistura cultural diferente e versátil. E foi aí que o Snowboard surgiu e se tornou noutra paixão… Foi o meu escape para o absentismo do Bodyboard.

    Como foram esses tempos fora de casa?
    Inicialmente foi um impacto grande e uma aventura ter de sair do país à procura de novas oportunidades, mas com as pessoas certas do meu lado facilmente encontrei uma nova casa onde fui acolhido como um irmão. Com o passar do tempo senti a falta da família, dos amigos e do mar, mas essa é uma sensação momentânea e o tempo passa num instante.

    Estás de regresso para ficar?
    Regressar a Portugal é uma questão que me incomoda há já uns três anos. Neste momento estou completamente dividido, talvez à espera que a própria situação financeira evolua e realmente se comece a notar uma progressão, seriedade e mudança no nosso governo. Deixar Portugal de vez é uma realidade, mas ainda não sei. Esta vida dividida cansa, mas compensa no final de tudo: dizes adeus à monotonia, conheces montes de pessoal porreiro e fazes amizades duradoiras. Há quem diga que viajar e conhecer o mundo é a melhor universidade da vida e eu não só acredito nisso como apoio profundamente. A verdade é que não trocava estes 13 anos de viagens e experiências por um canudo.

    Como ex-competidor, como vês o estado do bodyboard?
    A meu ver, o nosso Bodyboard está sempre em constante evolução. Uma evolução lenta sim, não nos atletas, mas por parte das empresas e marcas que teimam em não apoiar ou dar o devido retorno aos atletas e ao desporto. Contudo, sempre em evolução. Desde que me lembro que se fazem competições em Portugal, existe alguma vontade e meios para se fazerem eventos à seria em Portugal, temos ondas até dizer chega, slabs de classe mundial e condições naturais brutais. É preciso continuar a apostar e, principalmente, fazer com que aconteça.

    E como está a situação por Aveiro?
    Na zona de Aveiro existe vontade e querer por parte da Associação de Surf de Aveiro, mas eles não podem fazer milagres quando não há grandes apoios das marcas. Infelizmente, a longo prazo, esta situação sem apoios vai acabar por se tornar numa bola de neve que acabará por fazer com que cada vez mais atletas deixem de competir, mesmo para aqueles que estão a sair das escolas ou a quererem simplesmente iniciar-se na competição.

    Penso que o cenário do Bodyboard lá por fora é parecido. Por esse mundo fora existem atletas cada vez mais novos a “partir a loiça” e contamos também com uma panóplia de competidores como o Mike Stewart, Guilherme Tâmega, entre muitos outros, que estão a fazer com que o próprio desporto evolua. Acredito que o Bodyboard, em termos gerais, está bem de saúde. Obviamente, podíamos estar com mais e melhores apoios das grandes marcas, mas as coisas são como são…

    Que projetos para os próximos tempos?
    Os projectos futuros passam, para já, por me manter “dividido”, ou seja, na mesma situação entre a Suíça e Portugal. Vou continuar a aproveitar o melhor dos dois países. Gostava de fazer outra viagem, visto que as últimas foram feitas em 2009/2010. Talvez México, Filipinas ou continuar a conhecer o arquipélago indonésio que tantas e tantas ilhas e ondas solitárias tem para descobrir.

    Uma última mensagem…?
    Vão atrás dos vossos sonhos, pois ter um curso não é tudo na vida. “Mais vale um jovem pobre e sábio do que um rei ancião e insensato.” (Eclesiastes 4, Bíblia)


    Fotografia: André Neto & Amauri Di Maia