Decidimos ir até à África do Sul visitar uma das suas pérolas, Cave Rock, com um dos locais, Stephen Du Preez em algumas ondas captadas durante o inverno.
Música: Pham – Blackouts

Decidimos ir até à África do Sul visitar uma das suas pérolas, Cave Rock, com um dos locais, Stephen Du Preez em algumas ondas captadas durante o inverno.
Música: Pham – Blackouts

Corria o início de dezembro quando alguns riders portugueses se aventuraram pela Costa da Morte, na Galiza, em busca de alguma adrenalina e também com o propósito de desbravarem uma das melhores slabs da Europa – A Tremosa, Corme.
João Guedes, em surf, e Ricardo Faustino, em bodyboard, acompanhados por Ramon Laureano, da Jet Resgate Portugal, e Nuno Cardoso e Vasco Lázaro, da Oceanus Imago; foram os atletas de serviço numa sessão que ficou para a história.
O vídeo documenta bem a aventura e o festival de tubos, mas a história da sessão, contada em exclusivo por Ricardo Faustino, encontra-se AQUI, caso desejem saber mais.
Vídeo editado por Bruno Novoa/JetGalicia com imagens de Aeromedia, JetGalicia team, Inês Rodrigues, Nuno Cardoso e Bruno Novoa.

Pe’ahi (Jaws) ainda há bem pouco tempo fez história no arranque da nova temporada do Big Wave Tour da World Surf League, mas num swell recente viu o brasileiro Magno Passos dropar uma das maiores ondas de sempre em bodyboard… e na remada!
Magno, de 31 anos, não deixou escapar o último swell que varreu o arquipélago havaiano há dias e, juntamente com um amigo também bodyboarder (Lucas Caiado), resolveu aventurar-se pelo reconhecido spot de Maui.
O brasileiro, que reside atualmente na ilha, acabaria por dropar uma onda de 14 metros que, de acordo com alguns especialistas de ondas grandes, é provavelmente a maior de sempre a ser surfada por um bodyboarder sem contar com a assistência de uma mota de água.
“Quando cheguei, parecia o Maracanã. Toda a ilha se moveu para Jaws, tinha gente de todo o mundo, o Kelly Slater, o John John surfou um dia depois. Teve o Pedro Calado, o “Gordo”. Cheguei e já fui entrando na água. E foi perfeito. Naquele momento, tinha apenas uns quatro havaianos, então deu para se posicionar bem, esperar a onda certa. Estava com muito medo, muito. Na verdade, quando falei com o Lucas Caiado, eu disse que não sabia se ia pegar as ondas, mas queria ir para o canal. Só de ver aquelas ondas é uma vitória. É um fenómeno da natureza, muito perfeito. Vi que fiquei muito embaixo do lip. Se tivesse um segundo atrasado, a onda podia partir em cima do meu joelho, das minhas costas, e me machucar muito,” comentou o atleta ao Globe Esporte.
Ao entrar na onda Magno perdeu um dos pés de pato e por esse motivo acabou por sair logo de seguida. O pouco vento, porém, foi um fator que jogou a favor, caso contrário seria impossível fazer bodyboard nesse spot.
Nos últimos anos o brasileiro foi um dos profissionais que correu o Circuito Mundial, mas acabou por se afastar em 2015. Em fevereiro próximo, fruto de um convite que lhe foi endereçado, irá estar presente no Pipeline Invitational.
No entanto, no seguimento desta façanha, o que Magno mais deseja agora é especializar-se no bodyboard de ondas grandes, ainda mais sabendo que o pico de Jaws está a meia dúzia de quilómetros de sua casa.
Por isso, meus amigos, tenham medo, muito medo!

Fotografia: Cuda Shots (no topo) & Lyton Productions (em rodapé)

18/02/2015. Que raio estou aqui a fazer? Eram onze e um quarto da manhã e tinha acabado de sofrer um wipeout enquanto praticava snowboard. Estava então em Val d ́Isère, nos Alpes franceses, e o dia tinha amanhecido brilhante, com o Sol lá no alto a acentuar o contraste entre o azul celeste e o branco pristino da neve nos picos à minha volta. É curiosa a sensação que se tem por vezes nestes locais; o branco suave da neve apoia- se, camada sobre camada, nos declives da montanha, arredondando-lhe as formas; a paisagem torna-se menos familiar, quase lunar, convidando-nos ao silêncio.
Esta estância de altitude, próxima da fronteira com Itália, é muito conhecida pela largura das suas pistas de ski, pela paisagem de cortar a respiração, as lojas e espaços de diversão noturna e pelo ambiente cool e descontraído que durante alguns meses ao ano milhares de amantes de desportos de neve trazem para a região.
Das mazelas da queda, resultado de uma trajetória mal-calculada numa descida com curva rápida à direita, resultou uma rotura parcial do ligamento do joelho direito, e sinceramente, nos instantes que se seguiram, pensei que tinha sido bem pior. Acabei por me levantar e recompor aos poucos, que estas coisas nunca são fáceis, especialmente quando se está a 2700m de altitude e sem nenhum “táxi” por perto para nos tirar dali de imediato.
A recuperação foi lenta e dolorosa, com pouca flexibilidade no joelho nos meses que se seguiram e mobilidade reduzida. E nada foi mais constrangedor que passar alguns meses sem poder usar o joelho, retido na montanha com aquela sensação de claustrofobia a que os ingleses chamam de cabin fever e que pode ser realmente insuportável.
Valeram os amigos, os bocados que passámos a beber espumante barato e a tirar fotografias a bolinhas de sabão, quase até ao pôr-do-sol, com aquele branco lunar como cenário natural das nossas brincadeiras. Mas acima de tudo, valeu a percepção renovada sobre as coisas que a dado momento nos faltam e que aprendemos a valorizar, um dia por vezes, um mês, um ano; noutras situações, uma vida inteira. Faltava-me o mar, e nunca antes isso tinha sido tão óbvio.
Recordo-me dos momentos da primeira meninez, os verões em família passados em Espinho: aquelas tardes mágicas de marés vivas em que da praia olhava o mar e via os guerreiros locais fazerem-se às ondas. Inverts, air spins, viam-se altas manobras já naquela altura. De vez em quando lá saia uma manobra aérea mais progressiva e imediatamente a seguir o rider olhava para a areia, como se quisesse dizer: “Eh pá, alguém viu o voo que acabei de mandar?” E estava certo, porque havia na areia muita gente que pasmava – miúdos e graúdos – com o surf vanguardista que os locais praticavam. Para mim, a ânsia de arranjar um boogie e entrar lá para dentro crescia. Era assim no início dos anos 90.
Mais tarde vieram as surfadas com os locais, na Ericeira e Santa Cruz. Para alguém que vinha do interior do país, estando ali só de passagem, era espantoso ver como os nativos te acolhiam no seio do grupo, e de repente já eras mais um no meio deles. Mais espantoso ainda, para um forasteiro como eu, era descobrir a relação de alguns deles com o mar. Não havia hora sem surfar, como se isso fosse o suporte vital da comunidade e o suporte individual de cada um ali presente, que a cada dia tem de se renovar, quase ritualmente. Existia uma profunda relação de respeito entre as pessoas, surfistas e bodyboarders, entre estas e o mar, não importando se estivessem dias bons, com sets ordenados a entrar com tamanho, ou dias fracos, com vento de todos os quadrantes.
Foram assim passados alguns momentos verdadeiramente memoráveis. Os primeiros pores-do-sol dentro de água… Espírito e camaradagem quando algum “desconhecido” te diz, “vai tu nessa onda que eu agora estou cansado”, e que são cada vez mais raros de encontrar; muitas gargalhadas e paródia, com a história do vizinho do amigo que mandou vir as pranchas da Austrália e acabou por comprar mais caro depois de pagar as taxas da alfândega, ou quando, no meio do silêncio que busca no horizonte as ondas que tardam a entrar, alguém grita de lá de trás: “Ó Fred, mete ficha para ver se dá crédito!”
Sentia falta de tudo isto: sentia falta de coisas simples como ligar a TV e ver os riders nacionais a ripar ao som de Rage Against the Machine, NOFX, Pennywise, Russian Circles; da épica rivalidade Stewart vs. Tâmega; de ver surfar prodígios como Andre Botha ou predestinados como Pierre-Louis Costes; de ver o eterno Manuel Centeno conquistar os primeiros campeonatos nacionais. E lamento acima de tudo que o Bodyboard como desporto não esteja disponível para todos, nos mesmos canais e meios, com a simplicidade de outros desportos de ondas. Resta-nos o bodyboard, enquanto tivermos forças para o praticar.
Das pessoas que conheci, daquilo que aprendemos com os momentos passados dentro de água, pelo desafio aos elementos recorrendo aos mais básicos instintos de sobrevivência – tão latentes na sociedade hiper- controlada em que vivemos -, dou ênfase à conexão e sensação de bem- estar com o mundo, como resultado da experiência. É isso que nos retempera, nos faz querer regressar.
“A vontade sossega pois não há necessidade dela”, escrevia Fernando Pessoa no Livro do Desassossego. Mais ao estilo autobiográfico que heteronímico, facilmente percebemos que existe mais vida que imaginação no excerto que aqui transcrevo. Pois que seja isso, que o bodyboard que todos praticamos dependa exclusivamente da nossa vontade. Não de algo que desejamos fazer um dia, uma semana, um mês, mas de algo a que aspiramos, dia após dia, ano após ano, até ao fim.
Perdoa rei Neptuno que tanto tempo andámos de costas voltadas.
Texto: Ricardo Monteiro | Fotografia: Pedro Mestre

Devido a dificuldades de agendamento ainda durante o ano de 2015, só decorreu este sábado, 16 de janeiro, a 2ª etapa do Circuito Allianz Ericeira Billabong 2015, o circuito Intersócios do Ericeira Surf Clube, na modalidade de Bodyboard.
Após várias semanas de temporal e más condições de ondas, a Pedra Branca e o Backdoor receberam todos os atletas e público presente em condições de luxo. Foram muitos os tubos, manobras inovadoras, muitos aplausos, muitas notas excelentes. Memorável!
Em competição estiveram as categorias Open, Feminino, Masters e Dropknee que foram dominadas por Diogo Duarte, Marta Leitão, Rui Paulino e Rui Bonacho.
No Open, após algum tempo sem competir, mas com um altíssimo nível e qualidade técnica, Diogo Duarte, após uma muito intensa luta foi o grande vencedor da etapa, ficando Mário Póvoa em 2º lugar, João Guedes (que abriu a final com uma nota de 9,85 pontos) em 3º e Pedro Pereira em 4º.
Na final Feminina, a Marta Leitão, a atual top 3 nacional, apresentou-se bastante forte, com uma excelente condição física e teve bastante trabalho para levar de vencida a jovem Carolina Vintém que ao conseguir fazer um tubo bastante profundo obteve uma nota excelente.
Nos Masters, com o quarteto de atletas a dividirem o pico da Pedra Branca durante a final, em que os tubos foram uma constante, a vitória desta vez sorriu a Nuno Paulino, deixando os restantes lugares do pódio para Paulo Reis, Sérgio Reis e Daniel Silva, 2º, 3º e 4º, respetivamente.
No Dropknee, a final decorreu com os atletas divididos entre a Pedra Branca e o Backdoor. A expetativa de estarem presentes vários top performers nacionais e o regresso de Nuno Neto à competição anteviam um espetáculo garantido. No final venceu Rui Bonacho, um dos locais da casa, seguindo-se Nuno Neto em 2º, Sérgio Reis em 3º e Nuno Paulino em 4º.
Os rankings finais do Circuito Intersócios ficaram ordenados da seguinte forma:
Bodyboard Open
01. Mário Póvoa
02. Diogo Soares
03. Sérgio Reis
04. Pedro Julião
Bodyboard Feminino
01. Marta Leitão
02. Carolina Vintém
Bodyboard Masters
01. Sérgio Reis
02. Daniel Silva
03. Pedro Julião
04. João Aguiar
Bodyboard DropKnee
01. Rui Bonacho
02. Mário Póvoa
03. Sérgio Reis
04. Micael Neves e Nuno Neto
O Circuito Intersócios Allianz Ericeira Billabong 2015 é organizado pelo Ericeira Surf Clube e tem como main sponsors a Allianz e a Billabong, como premium partners a Ericeira Surf & Skate e Lapoint Surfcamps, como sponsors a Dakine, Doghouse, Caixa de Crédito Agrícola, Selectcity, Restaurantes Tiktapas, Tiktak, Prim, Toca do Caboz, Pizzaria Pão de Alho, Ribeira – Surf Restaurant & Bar e Drop Hot Dog, com os apoios institucionais da Câmara Municipal de Mafra, da Junta de Freguesia da Ericeira, dos Bombeiros Voluntários da Ericeira, do Ericeira Camping, Federação Portuguesa de Surf, Delegação Marítima da Ericeira, Ericeira World Surfing Reserve e Ericeira World Surf City. A Vert Magazine é um dos parceiros de media.
Fotografia: Álvaro FR

A Copa Galicia teve lugar este fim de semana, na praia Valcobo, e reuniu os melhores bodyboarders da região noroeste espanhola. A organização esteve a cargo da Federação Galega de Surf, Karpe North Coast e Amarosa Club.
Foi uma boa jornada de bodyboard com um dos grandes bodyboarders da zona, Cristian Perez, a sair vencedor na divisão Open. Alvaro Golpe venceu a Sub-18, enquanto Fernando Fernandez-Couto dominou a Sub-16.
Os resultados finais ficaram assim alinhados:
Open
01. Cristian Perez
02. Fernando Fernandez-Couto
03. Juan Sande
04. Diego Area
Sub-18
01. Alvaro Golpe
02. Juan Sande
03. Bruno Martin
04. Carlos Megino
Sub-16
01. Fernando Fernandez-Couto
02. Bruno Martin
03. Andres Miranda
04. Raul Vila
Fotografia: Ivan Rodriguez

Este fim de semana, o havaiano Sammy Morretino mostrou-se dominador e alcançou algo que nunca tinha tido lugar no Circuito de Bodyboard do Havai: o mesmo vencedor em três categorias diferentes.
Na verdade, Sammy apenas conseguiu vencer numa categoria nesta derradeira etapa (Standup), mas no encerramento das contas do 2015 KELLOGG’S IBA Hawaii Tour acabou por levar a melhor nas divisões Masculino Open, Dropknee e Standup. Karla Costa-Taylor levantou o troféu no Feminino Open, enquanto Pat Caldwell saiu na frente do ranking Masters. Já Kawika Rohr-Kamai venceu a categoria Júnior.
No que diz respeito à etapa propriamente dita, o “662 Rideshop Westside Challenge”, os resultados foram os seguintes:
Masculino Open
01. Keahi Parker
02. Sammy Morretino
03. JB Hillen
04. Tanner McDaniel
Feminino Open
01. Karla Costa
02. Melanie Bartels
03. Lindsey Yasui
04. Summer Hillen
Júnior
01. Tannner McDaniel
02. Peter Piho
03. Keoni Horswill
04. Ezekiel Bartels
Dropknee
01. Bud Miyamoto
02. Sammy Morretino
03. Abe Balmores
04. Dayton Wago
Standup
01. Sammy Morretino
02. Mack Crilley
03. Abe Balmores
04. Kai Holt
Master
01. Pat Caldwell
02. Jimmy Hutaff
03. Ben Severson
04. Keith Sasaki

18/01/2016 – O bodyboard e os bodyboarders mantêm uma certa tradição pelo shorebreak de Waimea. Desde os primeiros passos do desporto que o pesado, oco e inesperado quebra-côco da mais famosa baía do mundo do surf tem feito parte da vida, da história e do dia a dia dos bodyboarders.
Neste campo, ao longo dos anos, destacam-se seguramente alguns riders sul-africanos que têm sabido fazer a renovação e gerir a passagem de testemunho, geração após geração. Na presente imagem podemos ver Iain Campbell, um dos mais recentes “chargers” da comitiva Saffa a fazer aquilo que o shorebreak pede.
Fotografia: Ryan Janssens | Instagram