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  • THROWBACK THURSDAY: THE 2016 PIPE INVITATIONAL

    THROWBACK THURSDAY: THE 2016 PIPE INVITATIONAL

    After a two year hiatus, the bodyboard crew was more than ready to bring the action back to the one and only Pipeline. Watch the highlights of the 2016 Mike Stewart Pipeline Invitational featuring Jeff Hubbard, Jared Houston, Ben Player, Pierre-Louis Costes, Mike Stewart Tanner McDaniel and many more.

    Event is coming again this year from Feb. 25th to Mar. 10th. 

  • TENSION 10

    TENSION 10

    A video that needs no introduction. The 10th and last episode of Chris White’s Tension series. A must watch!

  • A DAY AT THE SLAB

    A DAY AT THE SLAB

    The Rock is well known for its dry rock take off zone and a kick off section. This video, featuring Renan Faccini, Nani Jackson and Joao Gabriel on a chunky session, has 3 years but still cool to watch.

  • TROPEÇANDO NO ARQUIVO

    TROPEÇANDO NO ARQUIVO

    08/02/2017 – Mais uma imagem recuperada do nosso arquivo fotográfico, congelada nos Supertubos e datada de 5 de março de 2015. Inicialmente sem qualquer identificação relativamente ao rider. Começámos então por lhe chamar apenas de Mister X, mas depois viemos a saber tratar-se de Nelson Vaz.

    Enfim, uma boa forma de manter o ritmo elevado e a motivação para o fim de semana em alta. 


    Fotografia: Marco Gonçalves | Facebook

  • WITHOUT LIMITS

    WITHOUT LIMITS

    A video that remind us why Shane Ackerman is a hell of a charger. According to his words, “On this date last year, Conor Hegyi and I dropped our clip Without Limits and it almost reached 400,000 views in that one year period. I’m so humbled and stoked with all the feed back we got from that clip. It’s the first time I can watch one of my own clips a year on and still get a kick from it.”

    Thank you for the epic job boys. 

  • GONÇALO PINHEIRO COMEÇA TEMPORADA EM PIPELINE

    GONÇALO PINHEIRO COMEÇA TEMPORADA EM PIPELINE

    A APB Tour já revelou o calendário da próxima temporada (aqui) e o Pipeline Invitational, promovido por Mike Stewart, entre 25 de fevereiro e 10 de março, é a prova que serve de arranque ao circuito mundial da modalidade.

    Gonçalo Pinheiro, do Algarve, que na temporada passada terminou em 31.º lugar do ranking (melhorando duas posições relativamente a 2015), já expressou o desejo de participar no evento pela primeira vez e fazer assim o arranque da nova época competitiva no Havai.

    As declarações foram feitas ao site Swell Algarve com o próprio a assumir a presença na mítica onda do North Shore: “Penso ir ao Havai. É uma prova a que nunca fui.”

    Vale realçar que o tour mundial o ano passado também contou com as presenças dos nazarenos Tó Cardoso (15.º) e Dino Carmo (17.º), mas também de Miguel Adão (18.º) da Figueira da Foz.

    DROPKNEE TEM DUAS ETAPAS ESTE ANO
    Nos últimos anos Sintra tem sido a única etapa do mundial no que a Dropknee diz respeito. No entanto, embora a etapa em Pipeline tenha estado inicialmente agendada apenas para o tour masculino, há a dias passou também a fornecer pontos para o mundial de Dropknee (1 Star event $4000; 2000 Points Ratings).

    Segundo revelado pela APB, a prova em Dk terá uma grelha de 24 atletas sendo que 8 vagas estão reservadas aos primeiros lugares do ranking do ano passado, 8 serão entregues ao primeiros classificados do ranking local (Havai), 4 vêm das triagens e 4 serão atribuídos por wildcard.

    Para mais informações e inscrições sobre a prova basta clicar aqui.

  • O PERIGO DE MORRER AFOGADO

    O PERIGO DE MORRER AFOGADO

    Todos os anos morrem dezenas de banhistas afogados em praias. A maioria dos afogamentos deve-se a agueiros (rip currents), fortes correntes de água invisíveis criadas pelo regresso ao mar da água trazida pelas ondas, em zonas momentaneamente com menos ondulação. Os agueiros arrastam os banhistas para o mar (chegam a puxar 2 a 3 metros por segundo) e acabam por os afogar.

    Como acabei de sofrer um grave acidente deste tipo, é meu propósito informar e alertar as pessoas que nadam para que não arrisquem e voltem vivas para terra. 

    Há anos que a minha mulher e eu fazemos praia em setembro, na ilha do Porto Santo, situada a 75 km a norte da ilha da Madeira. Para nós o Porto Santo é a melhor e mais tranquila praia portuguesa, muito melhor do que o Algarve. 

    Pontos positivos: água quase morna, extensão de 9 km, praia plana e quase sem ondas, pode-se entrar na água e avançar até longe sempre com água pela cintura, pouca gente nas piscinas e no mar (quase todos estão só a bronzear-se), pequena diferença de temperatura entre o dia e a noite, hotéis de toda a gama de preços. 

    Pontos negativos: é mais longe do que o Algarve, ter de se ir de avião, o que encarece a estadia, não há hospital na ilha, substituído por um helicóptero (15 minutos até ao Funchal ) e para os mais jovens que gostam de se divertir, o ambiente é aborrecido, pois não acontece quase nada exceto ir à praia ou às piscinas dos hotéis. O meu postal ilustrado favorito é completamento negro, com a legenda “Nightlife in Porto Santo”. Apesar disto, e dada a nossa idade, continua a ser o nosso destino favorito para férias de praia. 

    Em setembro estivemos mais uma vez por lá. Passeámos na praia e depois fui sozinho nadar. Era hora de almoço e quase toda a gente tinha deixado a praia e ido comer. Não havia mais ninguém no mar. Procurei uma zona sem ondas e nadei calmamente, com água pela cintura. De repente comecei a sentir a areia correr para o mar debaixo dos meus pés. Deixei de ter pé e fui violentamente arrastado para o mar. 

    Obviamente o que tinha de fazer era nadar de volta para a praia. Esforcei-me ao máximo, mas ia ficando cada vez mais longe. Até que o mar me afogou… Os pulmões encheram-se de água, o coração e o cérebro pararam e apaguei-me…  

    (Sei agora que me devia ter deixado arrastar até a corrente parar e depois tentar nadar obliquamente de volta para a praia, se ainda tivesse forças para tal)

    Como não sabia nada sobre correntes e agueiros, MORRI no Porto Santo…  mas RESSUSCITEI duas semanas depois na ilha da Madeira, preso à cama de um hospital.

    Afinal os nadadores-salvadores tinham visto um corpo a boiar, de barriga para baixo, com a cabeça debaixo da água. Tinham-me puxado para a areia, feito respiração boca a boca e extraído muita água dos pulmões. Veio uma ambulância dos bombeiros, levou-me para o aeroporto e, como o helicóptero não funcionava, fui num antigo avião militar adaptado para o aeroporto da Madeira e depois levado de ambulância para o hospital do Funchal. Aí fiquei em coma induzido um par de semanas. 

    Não me lembro de nada nem sei o que me fizeram. Tive, entretanto, uma pneumonia, uma infeção urinária e mais uma série de problemas no coração e cérebro.

    Ressuscitei na Madeira, na cama de um segundo hospital, tipo sanatório de altitude, onde fiquei internado mais duas semanas. Aí recomecei a falar, sem perceber bem onde estava e o que tinha acontecido, mas fui melhorando de dia para dia. Diziam que parecia o Prof. Marcelo, porque dormia pouco e sabia muito. Até comecei a dar lições de Alemão ao pessoal, para poderem ajudar turistas hospitalizados.

    Um mês depois do acidente consegui ter alta e pude voar para Lisboa, onde deixei a cadeira de rodas e a família me trouxe de carro para casa. Fui visto por especialistas em Cardiologia, Neurologia e Oftalmologia, faço tratamentos diários de reabilitação física (perdera 8 kg de massa muscular), tenho vários exames a fazer, mas sinto-me cada vez melhor. 

    Tão melhor que hoje tive ordem para me levantar às 4 horas da madrugada e manter-me acordado, para mais tarde ir fazer um exame ao cérebro num hospital, durante o qual terei de estar a dormir. Aproveitei a vigília forçada para ver na internet o que é um agueiro e para escrever esta crónica. 

    Todos os médicos dizem que sou um caso raro, um incrível sobrevivente a um afogamento que morreu numa ilha e ressuscitou duas semanas depois noutra ilha. 

    Vou ficar cada vez melhor, voltar a escrever crónicas e tentar ajudar as pessoas em tudo o que puder. E sinto-me mais liberto dos bens materiais que ao longo da vida tenho vindo a juntar e colecionar e cujo peso, em caso de grave aflição, me teriam feito afundar ainda mais depressa.

    A finalizar recordo o homem mais colérico que conheci. Foi há anos, numa praia em Espanha. Estávamos deitados em toalhas junto ao mar. De repente veio uma onda mais forte e encharcou-nos. Peguei na toalha e no livro molhados e recuei alguns metros. O meu vizinho espanhol levantou-se e, numa explosão de cólera e raiva, ameaçou o mar com o punho violentamente fechado e gritou num berro tremendo: “Se no fuera por la navegación, te engullliria de un trago!!!”

    Se a sua ameaça se tivesse concretizado, provavelmente muitas pessoas e eu próprio não se teriam afogado…


    O autor do presente texto, brutalmente genuíno e que nos conta um episódio real vivenciado pelo próprio, é o Dr. João Cidreiro Lopes, lisboeta, septuagenário, professor de línguas em Portugal e Alemanha, atualmente aposentado. Os seus interesses passam pelo estudo de Línguas, a Defesa do Consumidor (Deco), Testes Comparativos e a História do Automóvel. A natação era o seu desporto preferido, mas agora confessa que tem “algum medo, que espero atenuar voltando pela sétima vez para o Porto Santo no próximo verão.”  

    Um enorme bem haja pela corajosa e honesta partilha. 

  • OPERAÇÃO PRINCESA DO ATLÂNTICO

    OPERAÇÃO PRINCESA DO ATLÂNTICO

    Com a formação de um grande swell no meio do Oceano Atlântico, Hugo Pinheiro reuniu alguns amigos e alertou para a possibilidade de haver uma janela de boas condições para a slab açoriana que dá pelo nome de Santa Catarina.

    Ficamos a observar o desenrolar das condições meteorológicas até à última possibilidade de reservar os bilhetes de avião. Dois dias antes, apesar do mau tempo, as condições indicavam que estas iriam estar perfeitas. 

    Sem hesitar, com muita vontade em regressar a esta onda, a turma reuniu-se: Sérgio Machado, Felipe “Fifi” Ferreira, Ricardo “Pirukas” Reis, Hugo Pinheiro e Miguel Nunes. No aeroporto juntou-se também à armada Hugo Macatrão. 

    Fomos recebidos pelos locais Samuel Barcelos e Miguel “Biskoito” Mendonça que nos acompanharam e receberam como se estivéssemos em casa. 

    Ao chegarmos, já na posse de alguns reports de Santa Catarina, percebemos que íamos apanhar uma sessão épica e fomos logo para lá. O cenário e o ambiente tomou conta de todos nós ao vermos a perfeição e a intensidade a cada onda que quebrava na bancada rasa de rochas. 

    Preparámos o material fotográfico, para dentro e fora de água, acertámos alguns ângulos com o Miguel Nunes – que ficou a filmar de terra – e entrámos. 

    As fotos retratam um pouco das três horas de ação e adrenalina, junto com alguns sustos em wipeouts que geraram algum receio que alguém se pudesse aleijar. 

    A slab de Santa Catarina tem muitas semelhanças com El Frontón – é uma onda que quebra com bastante intensidade e quando se fica preso em frente desta princesa sabemos o preço a pagar. 

    Com a sessão terminada era agora hora de desfrutar da beleza e cores mágicas da ilha junto dos locais. E depois de uma bela jantarada era tempo de voltar. 

    Este conjunto de nove ilhas que compõem o arquipélago açoriano tem muito potencial e agora, cada vez mais, ficou o sentimento de saudade em voltar.


    Texto & fotos: Daniel Fernandes Photography