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  • 50/50

    50/50

    Porkito está de volta com um novo trabalho em vídeo. Chama-se 50/50 e na verdade revela ação de Bodyboard e Downhill Skate que, segundo nos confidenciou, começou a praticar mais a sério de há três anos a esta parte.

    Desde então o carismático bodyboarder da Figueira da Foz – um dos que ajudou a desbravar a Praia do Norte, consagrado campeão nacional em Dropknee este ano -; tem vindo a dedicar 50% do seu tempo livre a este novo desporto, nunca deixando, claro, o Bodyboard para trás. 

    Prime o “play” e confere já esta nova malha. 


    Edição No Fraangos

  • FIM DE SEMANA DE ESPERANÇAS EM CASCAIS

    FIM DE SEMANA DE ESPERANÇAS EM CASCAIS

    Praias de Carcavelos e/ou Guincho irão receber a 4.ª etapa do Circuito Nacional de Bodyboard Esperanças.

    Com todos os títulos ainda por definir, os atletas da Aqua Carca vão na frente em todas as categorias do ranking nacional, o que promete muita ação e disputa para este fim de semana!

    Após um período de quatro meses de intervalo competitivo, o Circuito Nacional de Bodyboard Esperanças (CNBBE) regressa à ação este fim de semana (4 e 5 de novembro), desta feita, em Cascais.

    As expetativas são grandes para a 4.ª etapa do CNBBE já que os atletas Aqua Carca lideram os rankings de todas as categorias e irão competir agora com o “factor casa”. No entanto, as previsões complicadas fazem com que ainda não exista praia definida para o evento e obrigará provavelmente a dividir o palco entre as praias do Guincho e Carcavelos o que aumentará a emoção e dificuldade da prova.

    Na categoria sub-12, Francisco Ferreira lidera destacado com 3 vitórias. Já na categoria sub-14 o seu irmão, Pedro Ferreira vai na frente com 2 vitórias, mas com o atleta da Povoa de Varzim, Joel Rodrigues, na 2.ª posição e muita vontade de vencer. E como não há duas sem três, João Carlos, o mais velho dos irmãos Ferreira, lidera também a sua categoria (sub-16) mas apenas com uma vitória.

    Na categoria dos mais velhos (sub-18), Miguel Ferreira segue na frente com vantagem tendo já somado duas vitórias. Na categoria feminina, Teresa Padrela lidera, mas tem a sua colega de clube, Mariana Rosa, na 2.ª posição bem por perto.

    Certamente será um fim de semana cheio de ação e emoção na praia.

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  • FESTA NO GUINCHO COM BOOGIE CHICKS

    FESTA NO GUINCHO COM BOOGIE CHICKS

    Foi em condições perfeitas que a 16.ª edição do evento Boogie Chicks se realizou durante o sábado, na praia do Guincho, Cascais. Na competição, as taças ficaram em casa, com as irmãs Teresa e Madalena Padrela, alunas da escola Boogie Chicks, a dominarem as categorias Open e Sub-14. Boas ondas, temperaturas dignas de um dia de verão, sorrisos rasgados e um recorde de 95 raparigas de todas as idades dentro de água ficam para a história do maior evento de Bodyboard feminino!

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    Este recorde foi incrível, conseguimos juntar quase uma centena de raparigas na água e é maravilhoso ver este espírito aqui. Fomos todas surfar e esse foi para mim o grande momento deste evento, porque é isso que pretendemos transmitir, mais do que ganhar uma competição o que ganhamos é a experiência fantástica que o mar nos pode proporcionar”, destaca Catarina Sousa, a mentora do projeto Boogie Chicks.

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    A treinadora Catarina Sousa não podia estar mais orgulhosa do ambiente vivenciado no evento e também da prestação das suas atletas, que acabaram por vencer as competições das respetivas categorias. Teresa Padrela, recentemente sagrada Campeã da Europa de Bodyboard (Eurosurf), alcançou no Guincho a sua primeira vitória no Campeonato Nacional Open, demonstrando mais uma vez ser uma certeza da nova geração. Esta foi a última etapa do Circuito Nacional de Bodyboard feminino 2017, e apesar de o título de Campeã Nacional já pertencer a Joana Schenker, faltava ainda decidir o de Vice-Campeã, que Teresa Padrela também conseguiu com este resultado no Boogie Chicks Pro. O pódio ficou completo por Madalena Valério, Marta Leitão e Teresa Almeida.

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    No campeonato Sub-14 foi Madalena Padrela que conseguiu o lugar mais alto do pódio, com a consistência e técnica que já lhe são reconhecidas. Madalena foi seguida de muito perto por Mariana Rosa, que também brilhou ao longo do dia com excelentes ondas tanto na competição sub-14 como Open. Lara Santos foi a grande vencedora da categoria amadora, e não faltaram prémios para brindar as participantes das aulas de Bodyboard que se realizaram ao longo do dia.

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    Após os emocionantes momentos competitivos, as aulas de Bodyboard para todas as participantes e o recorde de juntar o maior número de mulheres dentro de água, houve ainda tempo para uma tertúlia inédita com três Campeãs do Mundo de Bodyboard. Joana Schenker, Teresa Almeida e Isabela Sousa partilharam perante uma plateia de Boogie Chicks a sua experiência no desporto e na competição. Estas atletas, que são inspiração para as mais novas, foram unânimes nos seus testemunhos ao colocar a diversão e a paixão pelo Bodyboard como a única fórmula a seguir!

    Sub-14 Feminino

    01. Madalena Padrela (12,83 pontos) 

    02. Mariana Rosa (11,84 pontos)

    03. Beatriz Coelho (4 pontos)

    04. Madalena Sá (3,77 pontos)

    Nacional Open Feminino

    01. Teresa Padrela (12 pontos)

    02. Madalena Valério (11,50 pontos) 

    03. Marta Leitão (9,30 pontos)

    04. Teresa Almeida (7,50 pontos)

    Amador

    01. Lara Santos

    02. Catarina Escobar

    03. Madalena Rodrigues 

    04. Margarida Silva

    Prémios:

    Boogie Revelação – Carolina Abreu 

    Boogie Paixão – Sílvia Pacheco 

    Boogie Destemida – Inês Piedade 

    Boogie Fair Play – Filipa Broeiro

    Até 2018! 

  • JARED HOUSTON É O REI DO FRONTÓN KING 2017

    JARED HOUSTON É O REI DO FRONTÓN KING 2017

    O sul-africano Jared Houston, campeão mundial em 2015, acaba de se sagrar novo rei do Frontón King 2017. A prova, a última da APB Tour da presente temporada, terminou ontem em El Frontón, Gran Canaria, Ilhas Canárias, em boas ondas entre os 1,5 e os 2,5 metros.

    Na final, Jared superou o francês da Ilha Reunião, Amaury “Moz” Lavernhe, 2x campeão mundial (2010 e 2014), que reside atualmente nas Ilhas Canárias e conhece bem a onda do Frontón. O sul-africano registou 15.70 e o francês 12.67 pontos. 

    O terceiro lugar na competição ficou por conta de Pierre-Louis Costes (França), que venceu a “podium final” com 15.20 pontops, enquanto o havaiano Jacob Romero, com 12.77, sai da Europa com um quarto lugar. 

    Diego Cabrera foi o melhor atleta local, tendo alcançado aos quartos de final onde veio a ser afastado de prova por PLC. Relativamente à armada lusa, Tó Cardoso despediu-se na fase anterior, no Round 4 (frente a Moz e Cabrera) e  Dino Carmo no Round 3 (frente a Moz). 

    A nível de rankings, e já com os títulos mundiais atribuídos a Iain Campbell (África do Sul), Joana Schenker (Portugal), Nelson Flores (Pro Junior, Chile) e Sammy Morretino (Dk, Havai); como é habitual da parte da APB Tour, parece que se encontra tudo (ainda) no segredo dos deuses. 

    Confere alguns dos melhores momentos da competição: 

  • CANCELADO O NACIONAL DE MASTERS NA CAPARICA

    CANCELADO O NACIONAL DE MASTERS NA CAPARICA

    O Campeonato Nacional Masters estava marcado para este domingo, 29 de outubro, mas eis que ontem surgiu o seu cancelamento oficial por parte da Federação Portuguesa de Surf (FPS), que sanciona o evento, e do organizador, a Associação de Surf Costa de Caparica (ASCC).

    O mesmo motivou um esclarecimento por parte de Artur Ferreira, Vice-Presidente da FPS e Responsável pelo Quadro Competitivo Nacional: 

    “A FPS vem clarificar alguma confusão e desinformação relacionada com a organização do Campeonato Nacional de Bodyboard Masters.

    A questão da promoção dos eventos, é uma lacuna há muito identificada na FPS, e amplamente debatida nas assembleias gerais, reuniões de clubes, etc. Esta é uma lacuna que a FPS tem identificada e para a qual está empenhada na resolução.

    Justificar esta decisão com uma promoção insuficiente é intelectualmente desonesto, e não passa de uma “desculpa esfarrapada”.

    Se há clube consciente desta lacuna é a ASCC que, há que reconhecer, é dos clubes que mais tem chamado à atenção desta direção para esta questão. Como tal, esta é uma variável para a qual estava perfeitamente consciente. Esta prova contou exactamente com o mesmo grau de divulgação que qualquer outra prova do quadro competitivo nacional. 

    Em 2016, esta prova contou apenas com 10 inscritos. Durante o processo de adjudicação da prova, a FPS alertou a ASCC, para a falta de interesse que a última edição deste evento tinha despertado, e dos riscos envolvidos na organização deste evento, em especial na conjuntura actual do Bodyboard Nacional.

    A ASCC argumentou que isso se teria devido a falta de divulgação, mas que a ASCC dispunha de uma equipa que dinamizaria o evento, tal como havia feito com o Nacional Masters de Surf, e que estava convicta de que seria um sucesso.

    A ASCC é uma entidade experiente, e que seguramente terá analisado o caderno de encargos, realizado uma fundamenta da análise de risco, antes de decidir comprometer-se com a FPS, e atletas na realização desta prova. Mais uma vez, a justificação do cancelamento com base na estrutura de custos do evento é absolutamente inaceitável. Quem lê a sua justificação, poderá ficar com a ideia de que a candidatura à organização da prova terá sido imposta à ASCC. Esta candidatura não só partiu da iniciativa da ASCC, como o seu presidente expressou diversas vezes à FPS, a importância que esta representava no projecto desportivo da ASCC.

    Uma vez que nem as lacunas de promoção, nem a falta de adesão, nem os custos do evento, representaram qualquer surpresa para a ASCC, a FPS vê com perplexidade, a desresponsabilização que a ASCC denota na sua justificação para o cancelamento da prova.

    A ASCC estava consciente do desafio que a organização desta prova pressupunha, tomou uma decisão objectiva de organizar o evento. A ASCC ignorou os alertas da FPS, não solicitou qualquer informação adicional relativa a número de federados em geral, ou mesmo na faixa etária em questão. A ASCC tratou esta questão com arrogância e soberba, desvalorizou por completo a situação, e correu mal. Agora, alegando surpresa, e num exercício de total desresponsabilização e deslealdade institucional, vem sacudir a “água do capote”. Isso é absolutamente inaceitável.

    A ASCC enviou um mail à FPS, informando-a do cancelamento da prova. Esta foi uma decisão unilateral. Em nenhum momento a ASCC pediu apoio, ou tentou solucionar a situação. Quando ainda estávamos a avaliar a situação, o presidente da ASCC, ainda com as inscrições a decorrer, telefonou para a FPS a informar que a FPS tinha uma hora para comunicar o cancelamento, pois mesmo que o evento atingisse o dobro das inscrições da altura, ele não faria o evento. 

    Qualquer pessoa mais atenta poderá verificar que a última etapa do Circuito Nacional de Bodyboard Open, que ocorreu há cerca de mês e meio, contou com apenas 29 inscritos. As etapas do ETB em Portugal, na categoria open, com um premiação de 7.000€, contaram com 31-32 inscritos, dos quais 24 Portugueses. Qual seria objectivamente a expectativa da ASCC?

    Com esta decisão a ASCC desrespeita os atletas, assim como todos os clubes que cumprem os compromissos assumidos independentemente do número de inscritos. Cada clube é responsável pela sua gestão desportiva, assim como financeira, e a FPS não interfere nas suas decisões. 

    A direção da FPS não está livre de escrutínio e criticas, e ainda menos livre de responsabilidades pelas suas opções e decisões.

    FPS é responsável pela gestão das modalidades que tutela, é quem estabelece os cadernos de encargos, e embora o modelo de organização de provas do quadro competitivo nacional esteja principalmente assente na cooperação com os clubes, a responsabilidade da organização das provas é nossa, e por isso nos disponibilizámos a reembolsar os atletas em questão.

    A FPS deve proteger os clubes seus associados, ainda que por vezes tenha de assumir o ónus publico, de algumas situações das quais tem pouca responsabilidade directa. Por esta razão, comunicámos este cancelamento da forma mais objectiva possível. A nossa política não passa por expor os nossos parceiros desta forma. Sabíamos que não partilhar os detalhes de como chegámos a esta triste situação nos colocava, tal como já aconteceu anteriormente, especialmente expostos a crítica directa e feroz, em particular nas redes sociais, mas há limites. 

    Não é a primeira vez que a ASCC procede desta forma. Infelizmente a justificação da ASCC, impunha esta clarificação.

    Desejamos toda a sorte e felicidade à ASCC na implementação do seu projecto desportivo, esperamos, que de tudo isto, retire as ilações que achar pertinentes, a FPS não deixará de fazer o mesmo.”

    Deixamos também o esclarecimento público feito pela ASCC: 

    “Infelizmente devido à falta de inscritos, conforme nos foi informado pela FPS (apenas 10), fomos forçados a cancelar o evento por falta de participação da comunidade.

    Como falámos via telefone e por email com a FPS achámos que o problema vem da base e aí achamos que a FPS devia ter um papel ativo na promoção dos eventos que representam e não se fixarem só nos eventos que acham que são prioridade, pois assim acabam por ficar sempre alguns para trás. Como é óbvio este é só um dos muitos problemas que os clubes tem ao organizar este eventos com a FPS.

    Todos os custos são atribuídos aos clubes e sendo a maior parte dos clubes activos sem fins lucrativos e difícil termos de perder quase 2000 euros numa prova só para preencher calendário da FPS (licenças, troféus, juízes da FPS, alojamento e alimentação dos mesmos, comunicação, media vídeo, media fotos, camião, segurança, etc.).

    Achamos também que a FPS devia ter mais envolvimento nestes campeonatos e não só disponibilizar os eventos para os clubes organizarem, mas também admitirem os erros que fazem quando as coisas não correm bem… não só a nível de promoção, mas também pensarem em contribuir com ajudas de custo para tornarem estes campeonatos mais sustentáveis.

    Desde sempre que que transmitimos à FPS que o futuro devia passar por um programa de comunicação forte para todos os eventos e desportos que representam e que assim todos os desportos, clubes, atletas e praticantes estariam a ganhar e certamente havia mais interesse e consequente afluência, não só dos sócios mas também da comunidade, bem como, mais interesse da comunicação social que ajuda no desenvolvimento das modalidades.

    Com isto queremos dizer que a ASCC se responsabiliza pelo cancelamento (por falta de inscritos), mas a FPS também se deve responsabilizar pela ausência de promoção e comunicação do evento. Achamos claramente que uma prova nacional com 10 atletas não seria com certeza, uma mais-valia, nem para o desporto, nem para a FPS e clube, nem para os seus praticantes.

    Não é a nossa intenção prejudicar os atletas, mas sim promover cada vez mais as modalidades que representamos, mas só o conseguimos com a ajuda e participação de todos.

    Aguardamos a vossa participação no próximo fim de semana de 11 e 12 de novembro no mítico evento Horta Memorial. Saudações desportivas!”

  • GUINCHO RECEBE BOOGIE CHICKS NO SÁBADO

    GUINCHO RECEBE BOOGIE CHICKS NO SÁBADO

    A belíssima praia do Guincho vai ser o palco da 16.ª edição do evento de Bodyboard feminino “Boogie Chicks“, no dia 28 de outubro (sábado).

    De acordo com as previsões, esta é a praia do concelho de Cascais que irá apresentar as melhores condições para um dia recheado de Bodyboard!

    O evento irá combinar aulas de Bodyboard para todas as participantes, aula de Yoga, aula de Zumba, e três campeonatos distintos: 

    • Nacional Open
    • Sub-14 
    • Amador (+14 anos)

    A prova irá reunir as melhores atletas nacionais, campeãs mundiais e praticantes de todos os níveis e idades, para que este seja um dia de partilha de experiências e diversão.

    O check in na praia do Guincho será feito às 8h, para as atletas que irão participar no Campeonato Nacional Open, e às 8h30 para as restantes participantes.

    No final do dia, antes da entrega de prémios, a organização conta com todas as Boogie Chicks para juntar o maior número de mulheres dentro de água! Por isso, APARECE!

    Inscrições disponíveis AQUI

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  • JOANA SCHENKER, A ENTREVISTA COM A CAMPEÃ MUNDIAL DE BODYBOARD

    JOANA SCHENKER, A ENTREVISTA COM A CAMPEÃ MUNDIAL DE BODYBOARD

    A época competitiva deste ano foi absolutamente extraordinária para Joana Schenker. A algarvia, de 30 anos, tornou-se tetracampeã europeia e nacional, venceu o Sintra Portugal Pro e há dias, na Praia do Norte, durante o Nazaré Pro 2017, alcançou o primeiro título mundial da carreira. Com vista a não perdermos a atualidade e dando uma visão mais completa, quer a Joana Schenker quer Francisco Pinheiro, seu treinador e companheiro, um dos responsáveis pelo sucesso da bodyboarder, fizeram o favor de responder-nos a algumas questões. 

    2017 é um ano de ouro com vitórias importantes em três frentes: nacional, europeia e mundial. Fala-me disso. Foi tudo o que esperavas ou superou as expetativas como treinador? 

    Francisco Pinheiro: A renovação do titulo nacional e europeu fazia parte dos nossos objetivos, embora o nosso foco principal fosse a melhor prestação possível no Circuito Mundial. O ano passado a Joana já tinha tido uma prestação histórica para os desportos de ondas em Portugal, classificando-se no ranking final do circuito mundial em 3.º lugar empatada com a Japonesa Sari Ohhara, sendo que depois foi efetuado um desempate, acabando por ficar em 4.º lugar final. Para 2017 tínhamos planeado trabalhar para ficar nos lugares cimeiros e focar-nos em surfar bem e competir heat a heat, sem olhar para o resultado final. E foi isso que foi acontecendo, claro que com a vitória no mundial da Praia Grande, o objetivo principal mudou, mas a estratégia ficou a mesma. Depois com mais uma excelente prestação da Joana no europeu/mundial da Madeira, o título mundial ficou claramente ao nosso alcance. Acho que não existe nenhuma atleta mundial que tenha vencido no mesmo ano três competições oficiais.

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    Como se treina um atleta para alcançar o topo mundial? Não só fisicamente, mas também o psicológico e o plano tático…

    Francisco Pinheiro: Bom, a parte física em Sagres não é fácil de desenvolver, pois não temos estruturas que permitam fazer um bom plano de treino físico. Todo o trabalho é feito em casa ou ao ar livre. Porém, na minha maneira de “ver” as coisas, surfar o mais possível condições diferentes é o melhor treino. Ao surfar fazemos um pouco de tudo. Se surfarmos bem, melhoramos o nosso psicológico, a nossa motivação e confiança. Ao nos sentirmos confiantes a surfar, a tática na competição passa por escolher as melhores ondas e executar as manobras limpas no sitio certo da onda. Filmar as sessões e os heats é também muito importante para se poder discutir as diferentes abordagens á mesma onda.

    “É uma vitória do que somos e das nossas decisões ao longo da vida”

    Relativamente à Joana, quais dirias serem as suas melhores qualidades e fragilidades, ou onde precisa melhorar?

    Francisco Pinheiro: As qualidades da Joana são muitas, na minha opinião. Tem um estilo solto e bonito, tem velocidade, faz boas transferências de rails (rail to rail), tem manobras progressivas, sabe usar as pernas, surfa bem para os dois lados, pequeno/grande, mole/cavado. É uma pessoa bastante humilde e com boa energia. No lado das fragilidades tem algumas, mas a que queremos melhorar neste momento, passa por surfar mais em fundos de pedra para se sentir mais à vontade.

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    Dirias que esta é uma vitória da persistência, da resiliência, ou também da oportunidade? E já agora, a teu ver, onde surgiu essa janela de oportunidade?

    Francisco Pinheiro: Diria que é uma vitória do trabalho desenvolvido ao longo dos anos, da técnica da Joana, da oportunidade, do investimento e confiança dos patrocinadores, da experiência, da persistência, dedicação e humildade, das milhares de horas passadas na água, a filmar e ao computador, das rugas na cara e olhos vermelhos, dos milhares de quilómetros percorridos num carro velho, dos momentos passados com os nossos amigos na água ao frio. É uma vitória do que somos e das nossas decisões ao longo da vida!

    “Espero que [este título] nos traga, acima de tudo mais, reconhecimento por parte de todos”

    Com 4 títulos europeus e nacionais, e 1 mundial, agora sob a vossa alçada, que condições gostariam de ver melhoradas daqui por diante?

    Francisco Pinheiro: A época ainda não terminou, mas já estamos a desenvolver o projeto para o futuro, Claro que gostávamos de ver todas a vertentes melhoradas, desde o apoio financeiro e contratos mais longos, assim como uma maior atenção e a apoio por parte dos órgãos estatais que gerem o desporto e dos media.

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    Como viveram aqueles momentos na Praia do Norte, a aguardar os resultados de Alexandra Rinder e Isabela Sousa nas meias-finais?

    Francisco Pinheiro: Não consigo descrever o que me ia na cabeça nesses momentos, no meio de tantos pensamentos pensava em como nada estava perdido e que ainda íamos conseguir nas Ilhas Canárias. Optei por não ver os heats, vim mais para trás para não ver as ondas, temos uma boa relação de amizade e respeito mútuo com a Isabela e a Alexandra e não queria estar a torcer para elas perderem. No final foi lindo e eu só queria era abraçar a Joana e chorar de alegria, mas tive de me controlar pois estava muita gente a ver (risos).

    Joana Schenker: É difícil de descrever, até ouvir a buzina do final da segunda meia-final eu sempre pensei que não iria ser ali e de forma tão simples que iria ganhar o titulo. Não estava à espera que tudo se fosse compor de forma tão perfeita para mim. 

    “Sempre pensei que não iria ser ali e de forma tão simples que iria ganhar o titulo”

    Que esperas que este título histórico, único até ao momento, traga agora para o Bodyboard português? 

    Joana Schenker: Espero que nos traga, acima de tudo mais, reconhecimento por parte de todos. 

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    Como estão a ser estas últimas horas? O frenesim das entrevistas continua? 

    Joana Schenker: Desde que cheguei às Canárias está mais calmo, os primeiros três dias foram uma loucura, sinceramente não estava a contar com tanta exposição. Acho que falei com mais jornalistas nesses dias do que em toda a minha carreira, mas foi muito bom para promover o bodyboard, e ainda vai sair muita coisa nos próximos tempos que tive de agendar para mais tarde. 

    Que se segue agora ao nível do plano pessoal?

    Joana Schenker: Agora só quero chegar a casa e poder surfar sem buzinas, cronómetro… Depois vou preparar a próxima época. Vou competir, como é obvio, mas ainda não tracei objetivos. O foco principal é sempre evoluir. 


    Fotografias de João Araújo, Francisco Pinheiro, Hélio António & António Fonseca

  • VII Shock Master Challenge

    VII Shock Master Challenge

    Foi realizado no passado mês de setembro, o VII Shock Master Challenge, no pico de fundo de pedra que leva o nome do evento e fica localizado na Praia de Itacoatiara, Niterói, no Rio de Janeiro, Brasil.

    O Shock é uma das bancadas mais famosas do litoral brasileiro e também uma das mais perigosas, intensas e desafiadoras.

    O evento em si tem um formato diferente e aposta nos riders locais. Em ondas em torno de 1 metro, os Masters mostraram atitude e meteram para baixo, mesmo com a bancada de pedra a mostrar-se exposta por diversas vezes.

    Vale destacar a performance de Fabio Simonin, que fez a maior pontuação na fase classificatória. Destaque também para Cláudio Marques, atleta de 52 anos e precursor do desporto no Brasil, que chegou às meias-finais. João Zik, por sua vez, alcançou um tubo nota 10 e classificou-se para a grande final.

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    A final foi composta por dois locais, Guilherme Correa e João Zik, e por dois bodyboarders convidados, o argentino Emiliano Tabare e o carioca local de Copacabana, Gabriel Zaccaro.

    João Zik não se encontrou com o mar e acabou no quarto lugar. Já Emiliano Tabare, várias vezes campeão argentino profissional, ficou em terceiro lugar. A disputa dos lugares cimeiros ficou entre Guilherme Correa, um dos atletas que mais conhece a onda do Shock, e o convidado, super competitivo, Gabriel Zaccaro. Os dois assinalaram bons tubos e acabaram empatados na pontuação final. O desempate, feito através da melhor onda, acabou por dar a vitória a Zaccaro que venceu o evento pela primeira vez.

    “Highlights” do evento: