A estreia de Pipeline como campeonato de bodyboard foi no longínquo ano de 1982. Daniel Kaimi foi o primeiro vencedor, num evento que ficou marcado pela hegemonia havaiana. Jeff Hubbard, por exemplo, já venceu a prova por cinco vezes e é sempre um dos riders de destaque na água, um verdadeiro especialista.
Com imagens de Wonderland Prod. (aka Rute Penedo), em “Walur” podemos ver Pierre-Louis Costes a atacar as ondas de Sumatra, Indonésia, por esta altura do ano na temporada passada. Enjoy!
A cena internacional do bodyboard continua meio morna, mas a mais recente novidade da indústria fica, definitvamente, pela mudança de patrocínio de Dallas Singer, da 4Play para a NMD Board Co. Uma novidade que nos surpreendeu.
O australiano, que é casado e foi pai pela segunda vez recentemente, já representava a 4Play há mais de uma década – era mesmo o principal rosto da marca. Atualmente não corre o tour mundial, mas Singer serve-se das redes sociais para se promover, através de boas imagens e clipes que vai publicando.
Na verdade, esta mudança de patrocínio tem origem num episódio engraçado. Dallas já andava a pensar numa mudança há algum tempo até que “tagou” a NMD numa das suas publicações do Instagram.
Na altura, o aussie ainda não fazia parte da equipa, mas acabou por abrir espaço e uma porta às negociações. Dallas Singer é designer de profissão, mas passa agora receber royalties de vendas dos seus modelos assinados, além de se juntar a Ben Player e Dave Winchester na equipa da marca.
Durante o fim de semana, ao mesmo tempo que decorria a Founders Cup of Surfing da WSL no Surf Ranch de Kelly Slater, três surfistas profissionais testavam uma nova piscina de ondas em Waco, Texas, EUA.
A tecnologia desta onda, desenvolvida pela American Waves Machines, pode ser mesmo a mais versátil que já vimos, pois consegue gerar ondas perfeitas, tubulares, moles, com secções e wedges perfeitos para sair a voar! E debita três ondas consecutivas que podem ser surfadas ao mesmo tempo. Mais nenhuma faz isso.
Jamie O’Brien, Cheyne Magnusson e Seth Moniz foram os pilotos de teste de serviço, mas foi Moniz que elevou a fasquia ao completar o primeiro backflip da história numa wavepool.
Após alguns anos de ausência, Santa Cruz voltou a ser palco de uma prova do Circuito Nacional de Bodyboard, o Santa Cruz Bodyboard Pro, que teve lugar este fim de semana em boas condições de ondas. A prova foi a segunda paragem do circuito para as categorias Open, Feminino e Dropknee.
O bodyboarder da Póvoa de Varzim, Ricardo Rosmaninho, venceu a etapa, alcançando a sua segunda vitória da carreira num campeonato nacional, deixando Hugo Pinheiro, Manuel Centeno e Dino Carmo a lutar pelos restantes lugares.
No feminino, Joana Schenker arrecadou a segunda das cinco etapas previstas para a categoria feminina em 2018 e parece apostada em alcançar o pentacampeonato este ano.
No dropknee, Hélio Conde mostrou-se em grande forma e acabou por superar a concorrência nas ondas da Praia da Vigia, levando para casa o tão cobiçado troféu da etapa.
Relativamente a rankings, Joana continua a dominar no feminino, enquanto Hugo Pinheiro lidera por uma margem mínima na open, deixando tudo em aberto para a derradeira etapa em Peniche com Daniel Fonseca (campeão em titulo), Manuel Centeno, Ricardo Rosmaninho e Dino Carmo também com uma hipótese de alcançar o título.
Sublinhe-se que o campeonato nacional masculino de Bodyboard encerra em setembro, em Peniche, enquanto a competição feminina tem mais três etapas: Ílhavo, em julho, Peniche, em setembro, e Carcavelos, em novembro.
A new swell arrived to the Spanish coast of Cadiz and delivered dreamy waves to the local surfing community for a couple days. Watch now a handful of images taken from those epic sessions. #Cadizfornia
Foi realizado no último domingo, 29 de abril, a 1.ª etapa do Rio Bodyboarding Master Series 2018, na paradisíaca Praia Brava, em Arraial do Cabo.
Com ondas tubulares em torno de 0,5m e boa formação, os atletas acima de 30 anos mostraram que continuam a representar o desporto a alto nível. Vários tubos e muitas manobras aéreas foram executadas, elevando o nível do evento.
O formato da competição é por equipas, mas as ondas são avaliadas individualmente, que somam tanto para a equipa, quanto para a competição individual.
A disputa foi super equilibrada em ambos os formatos. Na disputa por equipas, quem se deu melhor foi a formação de Rodrigo Correa, Gugu Barcellos, Marcelo Rocha, Alex Sandro e Felipe Colombo que antes da competição já era apontada como a grande favorita, deixando a equipa composta por Raphael Nunes, Wagão Rizzo, Edson Muniz, Gil Alexandre e Eduardo Cebola na 2ª colocação.
Nas disputas individuais, garante o título quem somar as 4 melhores notas nos dois rounds (2 melhores no round 1 + as 2 melhores do round 2).
Os resultados finais encontram-se em baixo, mas vale ainda realçar que, no final do evento, foi feito um trabalho de conscientização e preservação da praia, onde atletas e público presente limparam toda a extensão da praia Brava.
A entrega de prémios foi realizada em grande clima de confraternização entre atletas, amigos e familiares, no Restaurante Container Steak Bar, na praia Grande. O Rio Bodyboarding Master Series é um movimento autêntico que visa resgatar a essência do bodyboarding e de seus ídolos, trazer novamente para água antigos atletas e promover o desporto em praias propícias para a prática.
Equipa Campeã: Rodrigo Correa, Gugu Barcellos, Marcelo Rocha (ES), Alex Sandro e Felipe Colombo (35,8 pontos);
Equipa Vice-campeã: Raphael Nunes, Wagão Rizzo, Edson Muniz, Gil Alexandre e Eduardo Cebola (32,4 pontos);
Equipa 3º lugar: Claudio Marques, André Paiva, Guilherme Muller, Leonardo Moreira (ES) e Evelyn Paixão (31 pontos).
Sénior (30-34 anos):
1º – Felipe Colombo (20,3 pontos)
2º – Eduardo Cebola (20,2 pontos)
Master (35-39 anos):
1º – Alex Sandro (21,1 pontos)
2º – Léo Moreira (ES) (19,5 pontos)
Grand Master (40-44 anos):
1º – Gugu Barcellos (22,8 pontos)
2º – Fabio Simonin (18 pontos)
Legend (acima de 45 anos):
1º – Rodrigo Correa (18,3 pontos)
2º – Claudio Marques (17,7 pontos)
Feminino Master:
1º – Renata Pimentel
2º – Evelyn Paixão
A próxima etapa irá ter lugar a 18 ou 19 de agosto, na praia de Itacoatiara.
Um recente estudo divulgado pela Water Base Research Unit na Universidade de Bond alertou para a necessidade do uso regular de proteções auriculares, especialmente entre a comunidade surfista.
Segundo os responsáveis, as proteções auriculares são a melhor forma de prevenir e combater as exostoses (ou Ouvido de Surfista), lesão na parte interna do canal auditivo externo que é bastante frequente entre os praticantes de desportos de mar (lê mais aqui).
O estudo em questão revelou alguns dados preocupantes, como o facto de 100% dos surfistas entrevistados, cujo nível de desempenho é elevado, apresentarem sinais de exostoses.
Na conclusão pode ler-se que, tal como a tecnologia em fatos de surf continua a crescer e a melhorar, fazendo com que pessoas consigam surfar mais tempo em águas geladas, também as lesões nos ouvidos vão continuar a aparecer em maior número, levando inevitavelmente aos cuidados médicos e a mais cirurgias com vista a reparar os danos.
O estudo, que reuniu 14 surfistas profissionais de alto nível, chegou também ao resultado final de que todos os surfistas sofriam já de princípio de exostoses em ambos os ouvidos – com exceção de um elemento onde esta já havia sido previamente diagnosticada.
Proteção é o caminho. O objetivo é simples: surfar mais vezes sem problemas!