Author: Vert Magazine

  • DAVID ZAMITH, AMOR À PRIMEIRA ONDA

    DAVID ZAMITH, AMOR À PRIMEIRA ONDA

    David Zamith, atleta do Surf Clube de Viana, quando experimentou bodyboard foi amor à primeira onda. Este jovem bodyboarder, que se iniciou este ano na competição, é fã de Pierre-Louis Costes, por isso, considerou que tê-lo, novamente, em Viana do Castelo, bem como aos outros atletas todos, “foi espetacular”.

    Nome: David Zamith

    Idade: 14 anos

    Localidade: Sou de Guimarães, estudo em Guimarães e treino em Viana.


    Entrevista cedida por Surf Clube de Viana/Shark News 

    É difícil gerir esta situação? 

    É um bocado. Nos fins de semana tenho de ficar a dormir em Viana do castelo, nas férias também fico cá e quase não vou a Guimarães. Tenho de ficar longe dos meus amigos de lá. Mas, vale sempre a pena, pois também tenho pessoas deste lado que me apoiam e que me ajudam a evoluir. 

    Escolaridade? 

    Passei para o 9.º ano.

    Praia local? 

    Normalmente, surfo no Cabedelo, mas no verão, por causa das ondas, vou mais para a praia da Arda.

    Pico preferido? 

    O pontão do Cabedelo, porque no inverno tem altas ondas, é um pico definido, funciona durante todo o inverno, ou seja, é bastante regular. E foi lá onde eu aprendi tudo.

    “Comecei por fazer surf, gostei. Também experimentei o bodyboard e preferi”

    Quando surge o bodyboard na tua vida? 

    Tinha 12 anos. Os meus pais sempre me falaram que eu tinha um primo no Surf Cube de Viana [N.R.: João Zamith] e que este tinha uma escola de surf. E eu decidi experimentar. Comecei por fazer surf, gostei. Também experimentei o bodyboard e preferi. E decidi praticar bodyboard em vez de surf.

    Porquê o bodyboard? 

    Sempre gostei muito, pois ao ser um desporto que nos permite estar sempre em contacto com a natureza e que depende das condições da natureza, proporciona-nos ter sempre experiências novas.

    Gostas mais de free surf ou de competição? 

    Eu prefiro a competição por me fascinar muito, apesar de me deixar nervoso. O free surf deixa-me mais relaxado.

    Desde que começaste a competir, notas maior à-vontade? 

    Agora, ainda sinto mais que tenho de evoluir. Sinto mais responsabilidade, pois, para além de me representar a mim, estou a representar o clube. E como pode vir a resultar numa carreira, acho que isso me traz mais stress e, em simultâneo, mais motivação.

    Gostas do que sentes quando estás a competir?

    Sim. Quando estou a competir tenho uma sensação de oportunidade, que é aquele o momento de mostrar que sou bom.

    “Se os estudos não resultarem o resto também não funciona”

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    Como é conciliar os estudos com o bodyboard e com outras coisas de que gostas? 

    Eu estou na escola em Guimarães e os meus pais sempre me disseram que, tendo em conta eu estar durante muito tempo em Viana, se os estudos correrem mal ou seja se as duas coisas não estiverem a funcionar em conjunto, a opção é ficar apenas em Guimarães, dando prioridade ao estudo. Para mim, isto ainda funcionou como uma motivação maior para me dedicar aos estudos, pois se os estudos não resultarem o resto também não funciona.

    Desde que praticas bodyboard, tens alguma recordação mais especial? 

    Sim, logo no dia em que decidi hoje não vou fazer surf vou experimentar bodyboard. A primeira onda que eu fiz marcou-me muito. Agora, olho para trás e vejo que não foi nada de especial, mas, no momento, senti-me tão feliz e foi o que me fez perceber que era o meu desporto.

    Tens alguém que seja a tua referência?

    Inspiro-me muito no campeão mundial de 2016, o Pierre-Louis Costes. Eu adoro o estilo de bodyboard dele. Ele é um atleta fantástico! Eu passo a vida a inspirar-me nele e a seguir-me pelos seus passos.

    “O meu objetivo é ter uma loja de bodyboard gerida por mim”

    Como foi tê-lo aqui, em Viana?

    Já estive como ele o ano passado. Vi-o a surfar e excedeu as minhas expetativas. É incrível! Não é só ele, mas também os outros atletas todos, pois estão num nível incrível e vê-los todos reunidos em Viana foi espetacular.

    Estás satisfeito com os teus resultados desta época?

    Não exatamente. Este foi o primeiro ano em que participei no circuito do norte e este ainda não acabou. Das três etapas que já aconteceram, na minha estreia, que foi na de Viana, fiquei em quinto lugar, depois em nono na etapa de Póvoa de Varzim. Fiquei um pouco desiludido com o resultado desta segunda etapa, pois acho que podia ter ficado melhor posicionado. Na terceira etapa, faltei por causa da logística da viagem. 

    Objetivos para 2017? 

    Já vou participar em Sub-16 e, por isso, vai ser ainda mais difícil. Vou tentar ficar bem classificado no Circuito de Esperanças do Norte e se possível classificar-me para o Nacional.

    Objetivos a longo prazo? 

    Imagino-me a gerir uma loja. Talvez não a viver como atleta, pois isso é muito difícil e implica muitas viagens. Mas, acho que, para já, o meu objetivo é ter uma loja de bodyboard gerida por mim. Também imagino-me a continuar ligado à prática do bodyboard.

    O que dirias a quem está a começar? 

    Algumas pessoas quando começam decidem fazer surf só porque a maior parte quer fazer surf. A verdade é que o surf está muito mais desenvolvido em Portugal que o bodyboard. Mas, se gostam de bodyboard não deixem de o fazer só porque a maior parte das pessoas faz surf. O bodyboard precisa de crescer e é um desporto cheio de possibilidades.

  • SUMMER HAS COME

    SUMMER HAS COME

    O verão no Rio de Janeiro (Brasil) costuma ser cruel com os amantes do bodyboard. Esta pode bem ter sido um das últimas sessões registadas no Shore de Copacabana durante os próximos meses.

    Com a chegada do verão, o Rio de Janeiro transforma-se numa verdadeira banheira e a falta de ondas torna-se um verdadeiro problema. Assim, ao ver um ponto amarelo nos gráficos de previsão dos seus computadores, a armada local reagrupou-se, preparou-se e passou ao ataque de uma das bancadas da orla carioca. 

    David Barbosa, Eric Poseidon, Alexandre Cruz e Frederico Rigor foram os guerreiros de serviço. Confere!


    Fotografia: Anderson Guerreiro | Instagram

  • XMAS PROMO: TEE+MAG+DVD

    XMAS PROMO: TEE+MAG+DVD

    Até 19 de dezembro (terça-feira), estamos a levar a cabo uma fantástica Promoção de Natal que consiste num pack t-shirt (modelo Wise Owl) + 3 DVD’s (ThrashD, Fever Dream e Within) + 1 revista Vert (edição 112, 111, 110 ou outra que esteja disponível).

    A oportunidade é única e de aproveitar!

    Preço: 25,00 EUR 

    Portes incluídos para Portugal Continental; promoção válida até às 18h de 3ª Feira, 19/dezembro. 

    Tamanhos: Tee Azul (S e M) – Tee Cinza (S, M e L).

    Processo de pagamento: 

    O pagamento deve ser efetuado por transferência bancária para o seguinte IBAN: PT50 0033 0000 00177574312 05.

    Após o pagamento, deve ser enviado um email com os dados (nome, morada e telefone) para onde a encomenda deve seguir. A encomenda será enviada após boa cobrança.

    Para mais info: loja@vert-mag.com

    * Antes de efetuar a compra, é favor solicitar disponibilidade por email. Obrigado. *


    Espreita também as promoções:

    XMAS PROMO: HARDYSHAPES CLASSIC NRG

    XMAS PROMO: QCD DRIVE NRG

     

  • SESSÃO MEMORÁVEL

    SESSÃO MEMORÁVEL

    Num destes dias de outono, Isaac Moreira e Manuel Martins, da WowFilmes, tiveram a sorte de estar no sítio certo, à hora certa numa sessão memorável, num pico que apresenta características muito semelhantes à Praia do Norte.

    Dando também espaço e crédito ao talento produzido no norte, sempre que nos é possível, eis um momento que captou a atenção da redação e que, por esse motivo, foi foco de partilha. Enjoy! 


    Fotografia: WowFilmes

  • TERMINOU O RIO MASTER SERIES 2017

    TERMINOU O RIO MASTER SERIES 2017

    A bela praia de Itacoatiara, em Niterói, Rio de Janeiro, Brasil, foi palco da 4.ª e última etapa do Circuito Rio Bodyboarding Master Series 2017.

    Com ondas em torno de 0,5m e séries maiores, com boa formação, os atletas acima de 30 anos deram um show de manobras e mostraram que tem muito a ensinar à nova geração. Tubos e manobras aéreas foram a tónica da competição, onde várias notas no critério excelente foram dadas pelos juízes.

    Resultados finais da etapa: 

    Equipe Campeã (39,3 pontos): Guilherme Muller, Raphael Nunes, André Paiva, Léo Moreira e Tatiana Rodrigues

    Sénior (30-34 anos)

    1º Eduardo Cebola 

    2º Felipe Colombo

    Master (35-39 anos)

    1º Leonardo Moreira 

    2º Alex Sandro

    Grand Master (40-44 anos)

    1º Rodrigo Correa

    2º André Paiva

    Legend (+45 anos)

    1º Cláudio Marques

    2º Robson Costa

    Feminino Master

    1º Gabriela Gouvea

    2º Nicolle Calheiros

    Campeões do Circuito Rio Bodyboarding Master Series 2017:

    Sénior (30-34 anos) – Jean Baptistella 

    Master (35-39 anos) – Leonardo Moreira

    Grand Master (40-44 anos) – Gabriel Zaccaro

    Legend (+45 anos) – Cláudio Marques

    Feminino Master – Tatiana Rodrigues


    Resumo da 3.ª etapa aqui.

  • JASE FINLAY VENCE SIC 2017

    JASE FINLAY VENCE SIC 2017

    Sem grande aparato e até com um enervante secretismo, teve lugar, ontem, o Shark Island Island 2017. A vigésima edição deste emblemático evento foi assim vencida pelo australiano Jase Finlay, que substituiu Mitch Rawlins no quadro de vencedores. 

    “Este sempre foi um sonho que tive desde os meus 13 anos”, escreveu o novo campeão nas redes sociais.

    Para alcançar a vitória, Finlay teve que superar Shaun Pyne (2.º), Chris Deller (3.º), Alex Leon (4.º) e Lachlan Cramsie (5.º) na bateria final. 

    Nos troféus secundários o melhor tubo foi atribuído a Lachlan Cramsie, Jase Finlay levou o prémio para melhor manobra aérea (reverse air) e Alex Leon venceu o wipeout mais pesado.

    Hall of fame do S.I.C.:

    1997: Matt Percy (Austrália)

    1998: Steve ‘Bullet’ Mackenzie (Austrália)

    1999: Christian ‘Rissole’ Riguccini (Austrália)

    2000: Mike Stewart (Havai)

    2001: Damian King (Austrália)

    2002: Guilherme Tâmega (Brasil)

    2003: Guilherme Tâmega (Brasil)

    2004: Guilherme Tâmega (Brasil)

    2005: Não terminou

    2006: Ryan Hardy (Austrália)

    2007: Ben Player (Austrália)

    2008: Ben Player (Austrália)

    2009: Ewan Donnachie (Austrália)

    2010: Ryan Hardy (Austrália)

    2011: Dave Winchester (Austrália)

    2012: Mitch Rawlins (Australia)

    2013: Josh Kaihe (Austrália)

    2014: Andrew Lester (Austrália)

    2015: Não se realizou por falta de condições

    2016: Mitch Rawlins (Austrália)

    2017: Jason Finlay (Austrália)

  • DESERTO AUSTRALIANO COM DANIEL FONSECA

    DESERTO AUSTRALIANO COM DANIEL FONSECA

    Com edição de Diogo Marques Patrão, o próprio explica o enredo do clipe:

    “Depois de fazer o trailer para o filme VISA 462 (editado por António Saraiva), o Daniel perguntou-me se queria editar um clipe com todas as imagens que ele tinha recolhido na sua aventura pelo deserto australiano. Então, no seguimento do vídeo de há duas semanas, editado por Miguel Assis, NSW 2016, apresento agora uma nova edição com o atual campeão nacional open, Daniel Fonseca”. 

  • ATO HERÓICO DE POLÍCIA BODYBOARDER SALVA DUAS VIDAS

    ATO HERÓICO DE POLÍCIA BODYBOARDER SALVA DUAS VIDAS

    *** As imagens publicadas podem ferir os mais suscetíveis *** 

    Uma história com contornos emocionantes aconteceu na última terça-feira, 28 de novembro, na prainha da Guarda do Embaú, Brasil. 

    O que era para ser um passeio ao paraíso quase se tornou num filme de terror para um casal de turistas que passava o dia na praia. Roger Ganela e a sua mulher, Pamela Machado, foram levados pela corrente e começaram a gritar por socorro. 

    O Polícia Militar Victor Bonfim, que se encontrava na areia, ouviu os gritos. No mesmo momento, o guarda-redes do Internacional de Porto Alegre, Marcelo Lomba, que também se encontrava na praia, tentou auxiliar o casal, junto com o capitão da equipa, Yuri Piazzarollo. Porém, acabou por ser arrastado pela corrente e fortes ondas que quebravam no local. Agarrou-se às pedras e conseguiu sair ileso.

    Victor, que é Capitão da Polícia Militar de Santa Catarina, encontrava-se de folga e resolveu prestar auxílio. Usou a sua experiência em mar (foi criado em Niterói e apanha ondas de bodyboard desde os 8 anos de idade) para o resgate. 

    Primeiro resgatou Pamela e, ao chegar na areia, apanhou a sua mochila, encheu-a com garrafas de plástico e um “cooler” vazios, improvisando um salva-vidas. Depois lançou-se novamente ao mar com a intenção de resgatar Roger. 

    O Policia Militar, que atualmente trabalha no CHOQUE, passou mais de duas horas a prestar auxílio. Após 40 minutos, três nadadores-salvadores e um surfista chegaram para o resgate, sendo que um deles teve uma câimbra e o outro foi pedir auxílio. Foi necessário um jetski privado para retirar a vítima da água. 

    O ato heróico de Victor Bonfim resultou em duas vidas salvas e alguns cortes pelo corpo que servirão para relembrar mais uma ação em prol da sociedade.

    Victor, que é formado em Operações Especiais, também é mergulhador, paraquedista e pratica escalada; mora em Florianópolis desde os 25 anos, quando se tornou polícia. 

    “Sem dúvida, foi a maior batalha que já enfrentei”, ressaltou no final.